França

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  1. Aê Marcos, , a Blues Imperial acho que é tensão média. (das primas, pois os bordões nas Blues têm a mesma tensão, tanto faz se imperial ou regals ).
  2. Que é isso Rocha, DESISTIR ???? Nunca, meu caro, tente achar um jeito confortável, você vai encontrar com certeza, só não pode parar. Eu já parei uma vez e me arrependo até hoje. Quem já tocou violão e pára sempre se arrepende. Vai por mim !!!! Depois nãp tem como recuperar o tempo. Boa Sorte.
  3. Meses atrás comprei uma coletânea do Paul O'Dette, "The art of lute", muita música do renascimento e barroco no alaúde, porque queria ouvir interpretações que fossem as mais fiéis possiveis do Bach, alguem já ouviu esse cara ? o que acharam ?
  4. Guto, eu não tinha visto seu post antes de postar, se a Hannabach tambem já quebrou seria legal voce dar uma olhada no rastilho e no rasgo da pestana por onda a quarta corda passa, a causa de partir pode estar por aí.
  5. Engraçado que sempre ouvi essa queixa, sobre a 3a. não afinar, da 4a. partir com facilidade, mas comigo nunca aconteceu nada disso. As vezes a razão da corda partir pode estar no rastilho mal lixado, mas tambem só ouço essas queixas sobre as Augustines, se fosse o rastilho partiria qualquer corda. Não sei, pode ser questão de sorte mesmo, de se comprar um jogo com uma corda com esse defeito. Alem do mais não acredito que um luthier como o Abreu iria fazer um rastilho tão amolado assim. Só pode ser defeito da corda.
  6. Eu usava Savarez, achava que era a melhor corda do mundo. Mas no dia que comecei a usar Augustine Blues Regals minha vida mudou pra melhor. Hoje eu tenho harmônicos em todas as casas, vibratos definidos, enfim, meu violão só fez ganhar com isso e eu tambem. Não mudo nunca mais, nem com reza forte. Só tem um porém, como a Blues Regals têm as primas mais pesadas, a mão cansa mais rápido. É preciso se acostumar e não forçar muito pra não pegar uma tendinite. Mas com o tempo, beleza total. E tem mais, tem gente que acha que o violão é tudo. Não é. Corda é fundamental e a melhor é a Augustine Bllues. Não tem pra ninguem. Savarez engana demais.
  7. Olá gente, Eu considero a Espanha e o Brasil como países muito relevantes para o violão. E acho que no Brasil o violão se tornou tão importante para a alma nacional quanto o futebol. Assim como o jazz americano recorreu principalmente aos instrumentos de sopro pra expressar o estilo, no Brasil o violão ganhou importância inicialmente na seresta e no choro, estilo derivado do schottisch e outras danças européias. Assim eu acho que o violão despontou nas serestas, nos saraus e em rodas de choro, tendo Pixinguinha como o maior compositor desse estilo, genial mesmo. Muita gente não sabe, mas o Erondino, ou Dino 7 cordas, que Deus o tenha, se inspirou no saxofone de Pixinguinha para fazer contraponto no choro. Só que Pixinguinha e Benedito Lacerda faziam esse contraponto no saxofone e flauta transversa, e o Dino adotou o violão, com mais um bordão, pra fazer esse contraponto no choro. Então o violão brasileiro é o contraponto do Dino, é a música afro do Baden, com aquela batida swingada e inigualável, é a batida sincopada do João Gilberto, que elitizou o samba, porque antes dele samba era coisa do morro e de malandro com navalha no bolso, e essa batida genial do João trouxe o samba para a elite carioca, para os apartamentos da classe média carioca. Então a valsa, o choro e o samba são linguagens muito bem traduzidas no nosso amado violão. Já o frevo é estilo essencialmente pernambucano, que cai muito melhor em instrumento de sopro, em tuba, saxofone, trumpete e trombone, ou seja, em instrumentos que têm potência sonora pra sair nas ruas e arrastar o folião. Claro que se utiliza o violão e o banjo no frevo de bloco, mas é bastante diferente do frevo de rua. Eu acho mesmo que os violonistas pernambucanos deveriam explorar mais essa seara do frevo de bloco no violão, existem composições belíssimas que cai muito bem no instrumento e é pouco explorado. O Rafael Rabello, que além de grande violonista tinha uma visão musical lá na frente, gravou o último CD dele só com composições de Capiba. São interpretações lindas, só com feras tipo Chico, Caetano, P. da Viola, Alceu Valença, Gal, Betânia, se não me engano o João Bosco, e outros.
  8. Esse mesmo Vinicius.
  9. ????? Bom pessoal, eu estou satisfeito com as respostas de vocês, um abraço e sucessos para todos.
  10. Ah, pessoal, e comprar outro violão de jeito nenhum, eu iria ficar em dúvida sem saber qual dos dois iria pegar. E sabe como é, né, um iria ficar com ciúme do outro hehehehe
  11. Aê pessoal, valeu mesmo a contribuição e idéias de vocês nessa resenha. É claro, Eugênio, o Segóvia sempre tirou o som dele com grande riqueza de timbres, mesmo num violão de cedro. Eu tenho um dvd duplo onde ele toca num de cedro, chamado "Andrés Segóvia In Portrait", e o interessante é que num desses dvds o grande mestre demonstra que o violão não é um instrumento musical, é uma grande orquestra. E sai demonstrando a riqueza de timbres num violão com tampo de cedro. Pelo menos pela cor do tampo eu presumo que seja cedro. Eu apenas achava que o abeto talvez oferecesse uma sonoridade melhor pra esse tipo específico de música, já que o abeto tem um som mais próximo do alaúde do que o cedro. E as vezes me lembra mesmo o cravo. E quando eu disse que no popular tudo soa horizontal é porque eu nunca ouvi um violonista brasileiro fazer o que o Bream e o Segovia faziam, isto é, variação de dedilhado, ora com unha, ora com polpa, ora com ambos, ora tocando junto ao cavalete, ora tocando junto ao braço, bem acima da boca do violão, criando uma riqueza de timbres, ora mais metálico, ora mais doce, ora mais aveludado, etc. Mas eu acho que na música clássica isso pode ser feito com mais frequência. Já na música instrumental brasileira (pra não usar a palavra chata "música popular"), a linha rítmica não permite tanto. Agora o que o Baden e o Rafael faziam era ornamentação. O Rafael foi o violonista brasileiro que mais usou ornamento. O Rafael fazia arranjo com tremolo até em valsa. E caía muito bem, inclusive. Foram dois gênios da música instrumental brasileira. Quando citei os exemplos de "Deixa" e "Berimbau" é porque são músicas com muito swing, muito balanço, muito brasileiras, com uma linha rítmica horizontal, entende ? Existe uma figura rítmica que só no Brasil se usa com muita frequência, que é a colcheia entre duas semi-colcheias. Por essa figura de nota já se vê como a música brasileira tem balanço. Então quando disse que a música brasileira soa horizontal, é porque ela não exige a dinâmica e o colorido que a música clássica exige. Sem isso (a clássica) fica sem sal, sem tempero, monótona e chata. Já a música instrumental brasileira já tem tempero demais, pimenta malagueta demais, tem o cheiro da morena e o gosto do pecado. Abços.
  12. Aê Marcão, eu empresto o violão sim, se o cara não usar ele pra colocar o copo de cerveja em cima. Mas falando sério, se eu conheço o cara e sei que ele conhece alguma coisa de violão, é claro que eu empresto. Não dá pra emprestar é pro cara tocar o repertório da banda Calipso nele. Ai não dá mesmo. Agora essa coisa do Turíbio é tudo conversa dele, mano, quando ele fez um concerto aqui no Recife tocou com um Fleta e no camarote apareceu um cara bêbado querendo tocar no violão e ele emprestou na marra, porque não tinha outro jeito mesmo. É claro que o bebum só tocou uma música, na frente do Turíbio mesmo, mas emprestou na marra, se ele tivesse um DiGiorgio na hora ele tinha emprestado o DiGiorgio e guardado o fleta no estojo.
  13. Pessoal, se me permitem insistir no assunto, gostaria de dizer que essa questão não se resume ao velho debate do: Qual é o Melhor, o de cedro ou o de abeto ? A questão foi colocada qual soaria melhor pra música clássica ok ? A questão era: o pinho ou abeto produz uma gama maior de timbres que o cedar ou não ? É uma questão de qualidade da madeira, das possibilidades intrínsecas da madeira, não é a questão se Fleta só usava Cedro pra clássico, ou se A ou B usava pinho pra popular. Uma coisa é você tocar "Deixa" ou "berimbau" do Vinicius e do Baden com um violão que soa tudo horizontal, outra coisa é você tocar "Fantasy & Minuet" de Sor ou uma peça de Bach soando tudo igual também. Na maioria do popular cai bem, e isso explica o porquê do Baden sempre ter tocado em Di Giorgio. Mas na música clássica a coisa fica monótona, em preto e branco, sem colorido, sem vida, sem nuances, entende ? Mas em resumo, em entendi muito bem a posição de vocês: o violão bom é aquele que a gente experimenta e gosta, independentemente de quem o fez. Simples assim. Abços.
  14. Valeu, Marcos, essa gafe não cometo mais. Se eu estudasse 16 horas por dia não ia ter mais pra ninguem, rapaz. Eu ia detonar tudo, kkkkkk Mas quanto a essa questão de popular e clássico, pra mim, a música clássica é aquela do período clássico, que, salvo engano, começa depois do barroco, em 1750, com a morte de Bach e termina, salvo engano, com a morte de Beethoven. Agora o que eu entendi, quando se disse que o Yamandú tinha transformado o popular em clássico, foi que o Yamandú imortalizou tudo o que tocou de popular. Não deixa de ser errado, realmente, dá a impressão que a música popular não vale nada. Mas saindo da boca do vulgo e do leigo não se pode levar ao pé da letra.
  15. Valeu, Felipe, deu pra ouvir bem, mas uma coisa é ouvir um áudio, outra é ouvir in loco, certo ? por exemplo, em áudio não dá pra notar qual dos dois tem mais projeção. Não falo em altura de som, falo em projeção, que significa um alcance melhor do som com melhor definição das vozes, etc.... Olha, pra mim, o de cedro tá com o som mais aberto, mais estridente, talvez uma característica do cedro quando novo. Presumo que os violões sejam novos, certo ? O de abeto ficou melhor nessa peça, essa foi a minha impressão. Alem do que o de abeto demora mais pra abrir o som, pra ter mais colorido. Eu tenho certeza que esse de pinho com o tempo só vai ficar melhor ainda. Mas o Paulo Marcos tá de parabéns, heim ? Só conhecia o trabalho dele de nome, e vou te contar, um sonzaço. Os dois violões estão fodão mesmo. Mas só pra concluir essa resenha, quero dizer que é claro que existem luthiers excelentes que não são virtuoses do violão, claro. Nesse mundo não existe regra geral pra nada. Cabe a cada um experimentar e decidir o que vai comprar. Grande abraço a todos e sucessos.