Eugenio

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Everything posted by Eugenio

  1. O Carlinhos 7 Cordas mais novo também é fera. Curiosamente ele toca com cordas de nylon mas usa dedeira. Eu tenho um disco que ele gravou com Dorina, aqui vai um clássico:
  2. Carlinhos é um músico excepcional, que novidade boa essa. Espero que o disco não seja uma daquelas raridades que viram caça ao tesouro! Aliás, existe mais de um Carlinhos 7 Cordas, né isso? Que confusão!
  3. Parece bom mesmo, vou dar uma pesquisada. Obrigado por encontrar e divulgar. A sensação que eu tenho é que é frágil.
  4. Obrigado por postar, eu não conhecia essas gravações, muito interessante ouvir. Ele realmente era muito bom e muito fluente, com uma pegada bem forte.
  5. O arranjo e a interpretação ficaram muito bons. Você foi prejudicado um pouquinho pela engenharia de som. O microfone distante mata os baixos e realça os agudos. Até mesmo os chiados de corda são amplificados. Melhor usar o microfone mais perto e de frente pro violão. Parabéns!
  6. Parabéns, reconhecimento mais do que merecido, eu aprecio muito o seu trabalho como compositor.
  7. Muito bom! A sensaçao que dá é que voce consegue aprender uma pedreira nova toda semana!
  8. Eu não tenho acompanhado e também não sei o que houve. Pelo que me constava, há alguns anos atrás ele parou de fazer turnês. Não sei se ainda grava ou passou a ensinar. Era um músico muito ousado e super dotado, muita gente detestava.
  9. Muito bonito, realmente simplifica algumas passagens que outros músicos tendem a complicar mas, sem perder a harmonia nem as vozes.
  10. O instrumento sem dúvida ganhou muita visibilidade durante um tempo, mas me parece muito longe das profecias feitas de que o futuro do violão brasileiro tem 7 cordas. Opiniões? Comentários?
  11. Quando eu comprei meu 7 cordas eu tinha a intenção de tocar algumas peças de Bach com os baixos originais. Até comprei partitura com edição científica e tudo mais. Mas aí eu percebi que precisaria no mínimo 8 cordas, provavelmente 10. Ouvi também o Stephan Schmidt tocando. Aí desisti da idéia, demais pra minha cabeça e pros meus dedos. Fabiano, nessa 1006 me parece que você usa o baixo em lá? Mas na BWV 1003 parece que você afinou em sol?
  12. Foi num show solo no antigo Hotel Meridien em Salvador, em 1992. Piazzolla tinha falecido fazia poucos dias, Raphael estava emocionado e fez um arranjo para Adiós Noniño. Eu lembro que ele usava tremolos, fez um negócio bem exuberante no estilo dele. Mas até onde me consta ele nunca gravou.
  13. Violão estrangeiro também racha. Na verdade, qualquer violão exposto a um clima muito seco pode rachar. Eu conheci um colecionador que guardava todos os instrumentos em armários com temperatura e unidade controlados. A turma mais cuidadosa guarda o violão com um umidificador na boca do instrumento:
  14. Ivan, eu tive problemas, sim, mas em grande parte por meu próprio desleixo. O correto é guardar o violão no estojo com umidificador, algo que até hoje eu não faço. Dois violões meus racharam. O de cedro + indiano ficou inteirinho. Um que eu sem querer deixei perto do aquecedor sofreu mais. Nada disso altera o som nem a estrutura, a menos que rache no braço, o que é mais raro. Mas as histórias correm soltas. Violões do Sul da Espanha também levam fama parecida. O Sérgio Abreu produz violões com um selo EWR (Extra Weather Resistance) pro exterior. Ele usa a câmara e escolhe madeiras com corte melhor para o clima mais seco. A vantagem é que os violões de pinho amadurecem bem mais rápido.
  15. A razao é o clima. O Brasil tem mais humidade e menos inverno que os países compradores do hemisfério norte. Durante o inverno os aquecedores são ligados e isso deixa o ar ultra hiper seco. É muito fácil um violão rachar nessas condições. Não é a temperatura, é a umidade. Alguns luthiers usam câmaras pra controlar a umidade durante a fabricação, o que ajuda muito. Além disso, jacarandá-da-baía (o favorito dos gringos), racha com mais facilidade que o indiano.
  16. Essa história de violão brasileiro rachar realmente existe no exterior, e não é casual, é bem freqüente. Algumas razoes são verdadeiras, outras nem tanto. Exportar tem a ver com o domínio da língua, sem pelo menos um inglês básico, é difícil vender pra fora. Dilson, pelo visto você quer comprar de um luthier que é excelente, mas sem o preço da fama. Eu lembro do Polegário, faz tempo que não tenho notícias, mas ele tinha qualidade.
  17. Me parece que o Dilson está procurando um violao similar ao do Sérgio Abreu mas sem o preço extra. Acho que duas outras boas opções seriam o Tessarin e o Arone.
  18. A gente tem sim, mas o que eu quis dizer é que não são maioria. O grande ídolo da luteria no Brasil continua sendo o Sérgio Abreu.
  19. Não conheço os violões do Chagas nem do Bezerra, mas nao acredito que sejam muito diferentes do trabalho Sérgio. A escola Hauser/Torres de construção domina amplamente no Brasil. Em termos de luteria, a gente segue a escola pré 1960. Nada de errado nisso, é só que isso meio que faz o país parecer uma ilha.
  20. Fica bonito no violão se a gente esquecer a música original, o que eu acho difícil. Existe um senso de angústia e melancolia que os instrumentos de mais fôlego conseguem. O violão deixa a desejar nesse terreno. É como alguém com 1,40m de altura jogando basquete com outros jogadores de 2m.
  21. Acho que busca de variedade existe, mas no caso do 7 cordas parecia haver um movimento, um certo tipo de migração. É fácil ver que o Dino consolidou o 7 cordas no choro, parecia que o Raphael ia fazer o mesmo com o 7 cordas solista. O que talvez até já tenha acontecido, mas a profecia do futuro do violão brasileiro ter 7 cordas não parece se concretizar. Mas talvez seja muito cedo ou eu esteja redondamente enganado.
  22. Muito bem lembrado! Uma raridade, difícil de achar. O nome do disco é Fé Cega. O repertório é: Um Gosto de Sol Fruta Boa Coração Civil Notícias do Brasil (Os Pássaros) Ponta de Areia Fé Cega, Faca Amolada San Vicente Bola De Meia, Bola De Gude Maria, Maria
  23. Muito legal esse arranjo, obrigado por postar. O Dozza parece uma usina de produção musical.
  24. Acho que o Dilson capturou em uma única frase o que eu tinha em mente. Houve muita profecia que dava a entender que haveria uma migração em massa pro 7 cordas. Mas um bom número de violonistas da nova geração está indo de 6 cordas.
  25. Essa eu acho que nem o Sérgio Assad resolve! Ele mesmo disse em uma entrevista que tem certas músicas que ele não encara ou então deixa pelo meio do caminho quando vê que não vai funcionar. Dilson, de quem é o arranjo que você está aprendendo a tocar?