leomoreira

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About leomoreira

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    Jackson - MS / USA
  1. Massa!
  2. No caso de arranjos, acho que o gosto tambem conta muito. Eu procuro manter melodia, harmonia e andamento intactos. Ha muitos outros que gostam de ornamentar as melodias, carregar nos arpejos, mudar as harmonias, andamento, etc. Ainda que o conhecimento esteja por tras de qualquer arranjo, penso que o gosto pessoal do arranjador fala ainda mais alto que os outros fatores.
  3. Ele e' muito intenso mesmo. Mas acho que o julgamento mais honesto ocorre depois de assisti-lo ao vivo. A atmosfera que ele cria e' algo excepcional!
  4. Gosto e' gosto mesmo. Mas acho importante compreender o por que do som o do Yamandu. Para mim, e' claramente um som ritmico, percussivo. Ja vi violonista com formacao classica de primeira linha tocando musica brasileira com bom suingue, mas com um som pastoso. Quando o assunto e' violao ppular, seja brasileiro ou espanhol, creio que sons "a la Yamandu" ou violonistas flamencos sejam mais adequados, devido a questao ritmica, de suingue, balanco, etc... Mas gosto e' gosto. Eu, particularmente, acho muito interessante esse som percussivo.
  5. Nao conhecia a veia popular do Douglas Lora, apenas seu trabalho no Brasil Guitar Duo com o Joao Luis. Nao ha o que falar... bom demais!
  6. Tambem andei procurando, mas achei pouquissimos videos no YouTube, todos "antigos".
  7. Vish... tentacao e' grande... vou acabar fazendo.
  8. Valeu, Marcos!! O Lucas e' um luthier versatil, faz muitos violoes de 7 e 8 cordas tambem.
  9. O luthier e' o Lucas Braz, do Rio. O tampo e' de cedro e o fundo e' jacaranda indiano. Sinto que o som dele ainda esta um pouco "verde", apesar de saber que o som do violao de cedro nao amadurece tanto quanto o de pinho.
  10. Obrigado, Marcos. Sobre o violao, a afinacao dele e' a seguinte: 1@ = a; 2@ ate a 7@ = violao de 6; 8@ = B; 9@ = D 10@ = A e 11@ = C. Para esse arranjo, eu afinei a 10@ em F# e a 11@ em C#. Vc nao perguntou especificamente sobre a afinacao, mas e' sempre a primeira coisa que todo mundo pergunta. O que mais gostaria de saber a respeito do violao? Abs.
  11. Eu concordo com a carencia do material e o fato de que quem toca o instrumento ser mais compositor e arranjador. Por isso que ate restringi o instrumento ao popular (ainda que ele aceite sem dificuldade o repertorio classico, como Fabiano Borges faz). O fato e' que a grande maioria dos violonistas populares que conheco sao compositores ou arranjadores, ou os dois. O violao classico tambem passa por mudancas, no Brasil e no mundo. Ha um aumento consideravel do numero de violonistas que adotam violoes com mais cordas. Isso ajuda a enfraquecer o violao de 6. Quanto a influencia de Baden e Raphael, realmente nao posso dizer nada a respeito porque so fui conhece-los depois que ja haviam falecido. Ainda assim, acho o impacto do Yamandu algo raro de ser conseguido por musicos de trabalho instrumental. Mas vele repetir: so da para ter certeza daqui a 30 anos.
  12. Eugenio, concordo com a maior parte de seu posicionamento. Com relacao a coexistencia, creio que este e' o tempo da coexistencia, mas as tendencias me levam a crer que o 6 cordas no popular ira se restringir ao acompanhamento, que o solo sera o de 7. Por que? Porque acredito que grandes nomes quebram paradigmas e mudam a historia. No caso do Baden, por exemplo, presenciamos o violao com cordas de nylon sendo fixado como padrao de instrumento dentro do universo de violao instrumental no Brasil. Certamente o crescimento do violao classico nessa epoca com Turibio Santos, Barbosa-Lima e outros reforcou isto. O 7 cordas de aco ja e' bastante raro, assim como violao solo de aco para musica brasileira (os brasileiros que tocam violao de aco solo estao na onda do fingerstyle, que e' algo norte-americano). Acho o Marcus Tardelli um violonista excepcional, mas ele nao e' "do tamanho" do Yamandu, nao tem presenca na midia aberta, etc. O Yamandu e' o "garoto progapanda" do 7 cordas na atualidade e, no Brasil, nao ha um "garoto propaganda" do de 6 do tamanho do Baden, por exemplo (falo tamanho em termos de impacto e nome, nao de qualidade). Portanto, dadas as observacoes dos caminhos que o instrumento toma no Brasil, creio que o violao de 6 solo ficara mais no meio classico. Mas so vamos ter certeza disso daqui a uns 30 anos.
  13. Vi uma entrevista do Yamandu ha pouco tempo na qual ele diz que cada vez mais violonistas populares brasileiros migram para o 7 cordas e que essa tendencia esta fazendo com que o instrumento seja de fato o violao brasileiro. Devo dizer que concordo com ele, nao simplesmente por ser um violonista renomado opinando sobre o assunto, mas por perceber o forte apelo que o 7 cordas tem na musica brasileira. O instrumento ja era largamente usado no choro e no samba e, desde Raphael Rabello, comecou tambem a ser pensado como instrumento solo, especialmente para se tocar musica brasileira. E' inegavel que a influencia de Rabello e Yamandu foi e ainda e' primordial para a propagacao do instrumento e ate mesmo para o fortalecimento da identidade do mesmo como o "violao brasileiro". Lembro-me de ver uma entrevista de meu antigo professor de harmonia, Marco Pereira, na qual ele diz que o violao brasileiro e o espanhol (provavelmente estava a se referir ao violao flamenco) sao completamente diferentes e nao chegam a ser nem mesmo complementares. Creio que essa corda a mais acentua a diferenca e separe ainda mais os dois conceitos. Enfim, simpatizo com o 7 cordas e acho extremamente benefico para a musica instrumental brasileira que este instrumento se popularize cada vez mais.
  14. Obrigado, Eugenio! O som do violao nem e' tao potente assim. Certamente ficaria melhor se captado por um AKG, mas a potencia desse violao esta mais na sua extensao do que propriamente no volume e no timbre.