Julian J. Ludwig

Madeiras de Violão

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Pau Ferro - ( Machaerium scleroxylon) - Densidade média 0,88g/cm3

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Segundo Eduardo Brito:

Também conhecida como caviúna em algumas partes do Brasil, esta madeira tem um aspecto parecido com o do Jacarandá Indiano, porém com mais marrons e dourados entre as listras pretas. Usada geralmente para fundos e laterais e muito popular no mundo inteiro como madeira para escalas. Produz instrumentos de excelente sonoridade e atualmente é quase tão escassa quanto os Jacarandás. Encontrada em vários estados do Nordeste, Sudeste e Centro-oeste do Brasil.

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Macacaúba - Granadillo- (Platymiscium spp.) - Densidade média 0,85g/cm3

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Segundo Eduardo Brito:

Fui apresentado a esta madeira pelo grande Luthier brasileiro Francisco Munhoz, um pioneiro na sua utilização, que me cedeu alguns sets para que eu a experimentasse. Conheço duas variedades desta madeira, uma avermelhada e outra mais parda com manchas pretas e vermelhas muito similar aos Jacarandás. De acordo com estudos feitos pelo Ibama e pelo IPT esta madeira tem características físicas quase idênticas as do Jacarandá da Bahia. Sua sonoridade é muito bonita e sua sustentação fantástica. Tem a desvantagem de ser um pouco instável e propensa a rachaduras, mas funciona bem se cortada bem quarteada e bem seca.Considero esta madeira a maior candidata a substituta dos Jacarandás devido a sua disponibilidade comercial no Norte Brasileiro.

Segundo Roberto Gomes:

Esta é ainda uma espécie desconhecida em geral. Oriunda da Amazônia é uma madeira acústicamente fantástica e a única coisa que não a faz perfeita é a cor já que tradicionalmente cores escuras se usam p/ laterais e fundo de violões de concerto. Sua cor é de um marrom rosa avermelhado e com o tempo fica um marrom terra avermelhado escuro. Seu peso específico está por volta de 0,85 gm/cm3. Uso nos 3 modelos modernos.

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Acero (Muito conhecido como Faia) - Maple - ( Acer spp.) - Densidade média 0,65g/cm3

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Segundo Eduardo Brito:

Esta é a madeira mais impressionante que conheço, nada é mais bonito que uma tábua de Faia com a figura ondulada. Esta madeira tem cor clara e muito brilho natural. Sua sonoridade é diferente dos Jacarandás, pois não é tão profunda e não tem tanta sustentação, mas possui grande projeção e muito equilíbrio entre as freqüências agudas, médias e graves. Usada preferencialmente na fabricação de fundos e faixas dos instrumentos da família do violino e das guitarras archtop acústicas. Madeira bem estável e resistente. Originária das florestas de clima temperado da Europa e da América do Norte.

Segundo Roberto Gomes:

A madeira mais tradicional para laterais e fundo de instrumentos de arco, foi e é utilizada também em violões. Stradivarius a usou também em algumas guitarras barrocas que fabricou, vários luthiers espanhóis pré-Torres também a usaram (o própio Maestro a usou) e um dos seus melhores violões que pertenceu a Tárrega é feito com esta madeira. Com um peso específico de aprox. 0,62 gm/cm3 gera um som muito claro e definido, mas sem muita profundidade que os jacarandás proporcionam. Uso-a no modelo Torres (opcional para vihuela, se bem que não tão autêntico ). Ocorre na Europa e América do Norte.

Segundo Carlos Novaes:

Possui cor clara, permitindo tingimento que realçam a sua beleza. Tem ótimo equilíbrio, balanço e forte resposta.

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Imbuia - Brazilian Walnut - ( Ocotea Porosa) - Densidade média 0,65g/cm3

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Segundo Eduardo Brito:

Outra das minhas madeiras favoritas, apesar de pouco tradicional. As tábuas mais densas e escuras desta espécie são excelentes para a confecção de violões clássicos. Produz graves profundos e bonitos. Visualmente lembra as madeiras da família dos Jacarandás e a Nogueira americana. Bastante estável e fácil de trabalhar, tem ainda a vantagem de possuir poros bem fechados, que facilitam o acabamento. Encontrada no Sul do Brasil.

Segundo Carlos Novaes:

Possui cor chocolate, com desenhos e figuras belíssimas. Tem ótima sonoridade.

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Mogno - Honduras Mahogany - ( Swietenia macrophylla) - Densidade média 0,50g/cm3

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Segundo Eduardo Brito:

Esta madeira é realmente polivalente, geralmente utilizada para braços, funciona muito bem como fundos e laterais e até como tampos. Reconhecida como uma das espécies mais estáveis de todo planeta devido à sua grã entrelaçada, ainda é fácil de trabalhar e tem um belo aspecto visual, com sua cor avermelhada e sua variedade de figuras. É uma das madeiras tradicionais para fundos e laterais de violões de cordas de aço, e foi utilizada por muitos dos mestres espanhóis em violões clássicos. Infelizmente devido a sua exploração indiscriminada, está seguindo os passos do Jacarandá da Bahia como espécie ameaçada. Ultimamente está muito difícil de ser encontrada nas madeireiras e seu preço sobe anualmente. Originária da região Amazônica no Norte do Brasil.

Segundo Roberto Gomes:

Esta espécie amazônica é uma das madeiras mais estáveis do mundo e vem sendo explorada há séculos, principalmente por ingleses. Vem gerando ultimamente muita polêmica por causa da maneira que é comercializada e exportada. Um pouco mais pesada (aprox. 0,60 gm/cm3) do que o cedro, começou a ser usada por luthiers europeus não-espanhóis e hoje é largamente difundida para o uso em braços e estruturas. É a madeira com nota mais alta em pesquisas dendrológicas.

Segundo Carlos Novaes:

Madeira de cor creme-rósea. Bem estável. Possui forte resposta nos graves, médios e agudos.

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Cipreste Espanhol - (Cupressus Sempervirens) - Densidade média 0,45g/cm3

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Segundo Eduardo Brito:

Madeira maravilhosa, branca, sem poros, leve e de um aroma delicioso. Esta madeira é tipicamente usada em violões flamencos, porém funciona bem em clássicos também, oferecendo grande sonoridade, beleza e projeção. É uma das madeiras favoritas do grande Luthier Romanillos assim como foi do Mestre Antonio de Torres. Encontrada principalmente na costa do Mediterrâneo na Espanha e Itália.

Segundo Roberto Gomes:

A espécie mais tradicional para violões de flamenco. Originária da Ásia Ocidental, foi introduzida há séculos na bacia do Mediterrâneo. Madeira clara com peso específico de aprox. 0,50 gm/cm3. Está começando a ficar escassa e os preços beirando o preço do Jacarandá Brasileiro. Surprendentemente é a madeira favorita de Romanillos para violões clássicos. Uso para vihuela e é uma opção para os modelos "Special" e "Maestro". Após alguns anos de pesquisa descobri uma espécie relata: Cupressus lusitanica, cipreste de Goa, que aqui se chama cedrinho e é usada p/ cercas vivas.

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Cedro Rosa - Spanish Cedar - ( Cedrella spp.) - Densidade média 0,40g/cm3

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Segundo Eduardo Brito:

Esta é outra madeira com 1001 utilidades, utilizada em braços, fundos, laterais, tampos e principalmente nas peças estruturais do violão. É minha madeira favorita para a estrutura interna do fundo, para os blocos internos e para os reengrossos devido a sua estabilidade e aroma. Dizem que também evita ataque de insetos que se alimentam de madeira como os cupins. É muito resistente, bonita e sonora, apesar de ser um pouco porosa demais. Produz ótimos violões flamenco. Sua coloração é avermelhada e com a oxidação, ao longo do tempo, escurece para um marrom bem bonito. Apresenta variedades bem mais densas que as outras, que favoreço para confecção de braços. Encontrada em várias regiões do Brasil, principalmente na região Norte.

Segundo Roberto Gomes:

O cedro brasileiro tem 3 espécies: odorata, que ocorre na Amazônia e é o mais leve de todos; fissilis, ou cedro vermelho ou rosa, que ocorre em vários estados centrais e do Sul do país; e angustifolia, que é o mais pesado e raro, ocorrendo em Minas Gerais. Usa-se esta espécie há séculos para braços de violão e estrutura interna do fundo. Seu peso é de aprox. 048,0 gm/cm3 e é muito estável e bonita.

Segundo Carlos Novaes:

Madeira leve e estável, com ótima sonoridade, de cor rosa-dourada. Tradicionalmente usada na construção de braços para violões clássicos.

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Ébano Africano - African Ebony - (Diospyrus spp.) - Densidade média 1,00g/cm3

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Segundo Eduardo Brito:

Outra madeira que anda beirando a extinção. Atualmente está cada vez mais rara, cara e mais difícil de se encontrar com boa qualidade. Sempre foi a favorita para a confecção das escalas de instrumentos musicais devido à sua grande dureza e resistência ao desgaste mecânico. Tem as desvantagens de ser um pouco instável e ter tendência a rachar. Sua coloração negra e exótica cria um contraste muito bonito com o prateado dos trastes. Tem variedades originárias da África Continental, Madagascar e Índia.

Segundo Roberto Gomes:

Espécie de origem indiana ou africana, é usada para a escala de violões de concerto de qualidade. Muito preta e dura (aprox. 1,10 gm/cm3), é uma das madeiras mais nobres do mundo e usa-se esta espécie há milênios. Por sua beleza e dureza é a melhor madeira para a escala.

Segundo Carlos Novaes:

É a mais densa das madeiras. Ótima para escala devido à sua resistência.

Muito apreciada por causa de sua cor negra que contrasta com o tampo claro.

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Braúna - (Melanoxylon Brauna) - Densidade média 1,05g/cm3

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Segundo Eduardo Brito:

Considero esta madeira o Ébano brasileiro. De um marrom muito escuro e sem poros, esta madeira substitui muito bem a madeira africana para as escalas. Após ser tratada com óleo, se torna bem negra e praticamente indistinguível. Não é muito estável, assim como o Èbano, porém se bem seca e com um corte bem quarteado funciona admiravelmente. Tem a vantagem de ser mais acessível e mais fácil de encontrar comercialmente, principalmente em revendedores de madeiras originárias de demolições. Encontrada principalmente no Sudeste e Nordeste do Brasil.

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Koa - (Acacia koa)

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Segundo Felipe Santos:

É uma madeira cara, e em suas variedades mais figuradas (tremidas como maple) MUITO cara.

Tem sido cada vez mais usada pelo pessoal fingerstile (cordas de aço) por causa da boa definição sem ser seco demais. Jacarandá é mais "cavernoso". É uma espécie de primo rico (em todos os sentidos) do mogno.

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