Julian J. Ludwig

Construindo um violão

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Conheça também a série fotos de violão:

fotosdeviolao4.jpg

construviolao.jpg

O Wellington Polegário esta fazendo um trabalho muito bacana mostrando passo a passo a construção de um de seus instrumentos.

Eu gostaria de compartilhar isso com vocês.

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Riscando a silueta.

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Recortando o tampo na serra de fita

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Desempenando o cutelo dele ao desempeno.

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Encaixando um dos lados dele, em um gabarito de colagem.

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Passando cola.

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Fechando o gabarito

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Finalizando a colagem

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Retirando o tampo da guilhotina. (batizei o gabarito com esse nome)

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Retirando o excesso de espessura:

Conversando por telefone com meu amigo Jorge Rafael, ele me deu uma dica para que eu escolhesse um lado do tampo, p/ ficar como interno, e lixar esse lado o mínimo possível, e depois tirar o excesso no lado oposto, no caso o que ficaria a roseta,

assim sendo, no lado mais mais seco do tampo ficaria o leque, obtendo-se assim um melhor resultado.

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Mensurando a espessura do tampo:

Com uma lixa grão 40 deixei o tampo com 03,5.

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Esse é um gabarito que fiz, com a forma atual que desejo p/ meus violões, penei bastante para conseguir chegar até ela,

sempre quis chegar até ela, demorei muito, mas, cheguei, acredito eu que tudo tem o seu tempo determinado,

não somos nós que determinamos e sim DEUS.

Não acham ela bonita?!?!?

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Esse mdf branco por cima do tampo preso com uma borboleta, possui um ressalto por baixo, na parte mais baixa

do bojo maior, em que quando apertado, aperta-se todo o tampo ao gabarito da silhueta.

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Bom, essa é a parte da minha maneira de construir, que não recomendo para todos, há que se ter muita prática e relacionamento com maquinários desse tipo, pois se usado de forma não adequada pode ser muito perigoso, faço isso mais por capricho e por ter muita experiência com essa máquina.

Se vocês notarem coloquei um rolamento abaixo de uma lâmina cortante, no eixo da máquina, em que eu encosto o gabarito

no rolamento, e a lâmina vai fresando o tampo dando a forma idêntica do gabarito ( será que deu pra entender?).

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Dando contorno ao tampo

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Ainda dando contorno

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Agora vou começar a incrustação da roseta:

Tenho um amigo que é torneiro mecânico, que tem muita boa vontade para comigo, sempre que quero alguma coisa especial, que não está a meu alcance de confeccionar ele me ajuda com toda boa vontade. esse compasso que vocês irão ver em uso, eu pedi para ele fazer umas peças para mim, e o restante eu mesmo terminei.

Comprei para mim um compasso cortante daqueles que o Ricardo Dias usa inicialmente para incrustação de suas rosetas,

mas essa maquininha aí é tão veloz que ainda não precisei usa-lo, ela está dando conta do recado sem estourar os veios do tampo, pelo menos por enquanto, se precisar usarei ele com certeza.

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Antes de fazer o furo central ia marcar a medida da roseta, com um compasso de desenho, mas, acabei esquecendo, me desculpem:

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Agora a ferramenta em uso, vou regulando o compasso de acordo com as medidas da roseta gradativamente:

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Pronto, agora é só colar!!

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Esqueci de mostrar, mas por baixo desse disco, em um diâmetro de mais ou menos 7 cm, existe um baixo relevo, em que ajuda na colagem da roseta, pois quando se é apertado a borboleta na colagem, somente as bordas, que fica por cima da roseta é friccionada, ajudando melhor a colagem.

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Retirando o disco de colagem, geralmente uso essa chave para apertar e desapertar, e uso também borboletas de chapa e não

fundidas, acho elas melhores, pois as fundidas costumam quebrar quando muito forçadas:

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Aida sujo de cola:

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Esse sistema de troca de lixa é muito bom, pensei isso pois, não aguentava mais ficar descolando e colando as lixas e teria também que fazer outros rolos enfim, dessa maneira eu tiro e coloco as lixas quantas vezes for necessário, envolvo o rolo

com a lixa de forma espiral, acomodando-a esticadamente, depois coloco a braçadeira e aperto, faço isso nos dois lados, ai é só cortar as sobras, guardei uma lixa gasta como molde para cortar outras lixas, uso lixas p/ sintéco, pois , são mais largas e ficam com menos emenda dando assim um resultado melhor, sem falar que elas cortam bem a beça.

Bom, coloquei uma lixa grão 80, para dar mais uma lixada:

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mensurando novamente o tampo, deixei ele com +ou- 02,9 mm todo por igual.

Esses cabelinhos que vocês estão vendo aí nas bordas do tampo, são apenas cabelinhos e não arrebentados,

isso acontece por causa na lâmina bem amolada aliada a densidade dessa madeira, geralmente não acontece isso com madeiras mais densas.

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Lixei todo ele com uma lixadeira orbital, para tirar os arranhados lineares que a lixa 80 da lixadeira de rolo deixou

Depois farei uma graduação manual com tacos de lixa:

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Riscando a silhueta no fundo (jacarandá indiano de primeira):

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Desempenando o cutelo do fundo:

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Recortando a silhueta:

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Esse é um gabarito que eu fiz para copiar a silhueta do fundo,

como não daria para copiar com os lados já colados igual ao tampo,

resolvi fazer esse gabarito que me dá facilidade de copiar a metade:

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Prendendo:

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Ainda prendendo:

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Copiando:

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Colando:

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Finalizando a colagem.

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Calibrando a espessura do fundo:

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mensurando:

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Ainda calibrando:

É bom que se diga que essas etapas de calibragem tem que ser feitas com calma, nesse caso eu tenho lixado um pouco pela manhã, um pouco a tarde e um pouco a noite, o que acontece é o seguinte: quando se tenta calibrar tudo de uma só vez, a lixa tende a esquentar em demasia a madeira deformando-a, sendo que por etapas a madeira descansa e não sofre absolutamente nada. Semana que vem posto mais sobre o fundo.

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Aparando o cutelo das faixas:

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Ia usar esse disco na tupia para tirar o excesso de espessura das faixas, mas gostei tanto do processo,

que fui até, quase o final, deixei com 02,0 de espessura:

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Tirando o excesso de espessura:

Reparem o mdf por baixo do disco, ele é muito importante nesse processo,

pois ajuda a segurar a faixa com segurança, para a passagem dela na lixa.

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Esse processo é bem mais rápido, podendo descansar a madeira apenas por alguns minutos

durante os intervalos, isso se dá por conta da velocidade dessa máquina que é bem maior do que a de rolo,

também pode se fazer usando um disco de lixa na furadeira também, se alguém quiser depois eu mostro.

Ainda tirando;

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mensurando

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Lixando com a lixadeira orbital, lixa 220, esse lixamento antes da moldagem é muito importante, quanto menas força se fizer na peça depois, melhor.

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Bom, a moldadeira de laterais está quase pronta, faltando algumas coisinhas, inclusive a parte elétrica,

até o final da semana creio que já tenha terminado e semana que vem posto mais seqüência.

Olhem a foto dela quase pronta:

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Cortei uma tira de fórmica, com a medida das faixas laterais, é uma maneira fácil de se medir ao molde,

sendo a fórmica bem flexível.

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Marcando o esquadro:

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Cortando no tamanho:

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Casando o desenho da madeira e marcando as faces, pra não me perder na hora da moldagem:

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Mergulhando as faixas em água quente:

Bom, boto a água pra esquentar, e ligo a forma pra se aquecer juntamente, deixo mais ou menos

uns 20 minutos.

vou contar um segredinho, adoro um ferro velho, aqui perto de casa tem um que é uma maravilha,

no setor de inox achei essa calha, que me caiu como uma luva, foi só adaptar um fogareiro de forno de fogão

em baixo e ligar um botijão de gás, ficou uma jóia.

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A forma sendo aquecida:

Depois de 20 minutos ela estará super quente.

Reparem nas duas laterais dela tem um risco que fiz para me basear, e as faixas serem moldadas em esquadro.

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Verificando o ponto, deixo aquecer uns 70 graus, já tive problemas de rachaduras quando deixei mais do que isso,

por isso não aconselho deixar ferver ou passar.

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Agora já está bom pra ser moldada.

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Legal vc está mostrando aqui Julian, fiquei feliz :thumbsup: .

Já tem mais fotos.

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Bom, como eu estava com algumas dúvidas ainda em relação ao desenho do violão, deixei ele pra depois, mas agora sanado as dúvidas, hei-lo;

Ainda estou decidindo as dimensões da chapinha que vai levar na região do cavalete, por isso não a desenhei.

Esqueci de tirar as pratas rsrsrs

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Esse leque será uma mistura de Friederich e Polegário rsrs:

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Essa mão também foi inspirada no friederich, mas , não é igual.

Tenho outro modelo de mão bem diferente do tradicional e bem mais trabalhosa um dia vocês

verão ela por aí, por enquanto não quero assustar ninguém rsrs.

A foto ficou um pouco de lado, mas, dá pra se ter uma idéia.

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Essa prensa eu fiz para confeccionar os reengrossos do meu violão:

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Gosto de reengrossos lineares e confecciono eles dessa maneira:

Riscando o esquadro:

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Cortando o folheado de cedro no tamanho:

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Na largura:

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Poderia até usar cola branca, mas, prefiro essa, e pura, para secagem mais rápida:

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Gosto de aplicar no rolinho, é mais prático.

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Aplico a cola, deito a folha e fricciono uma após outra até concluir 12 folhas

que dará mais ou menos 9 mm de espessura.

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Depois faço um sanduíche com 2 folhas de pvc,

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Uso pvc no lugar de jornal ou outro papel, pois quando usava papel

tinha um trabalhão para retirar ele e lixar, pois a cola passa por entre os

poros do folheado e chega ao papel, aí já viu ...

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Uso uma fita crepe na ponta pra ajudar a colocar na prensa.

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