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rcandro

Ritmos gaúchos

30 posts in this topic

Oi!

Uhmm... conheço um pouquinho dos crudos, folcloricamente falando.

Minha área, mesmo, é mato grosso do sul e paraguay.

Mas... olha, acho que pra explorar no violão, trabalhando possibilidades harmônicas e ritmicas, sem alterar a característica marcadamente, só a milonga e o zamba.

Se você pegar um chamamé (que é irmão gêmeo do rasqueado e da polca paraguaya) e encaixar 4/4 nele, vai ficar um treco quadradro pra caramba.

A graça do chamamé (Os clássicos como "El gato moro", "El kanguy", "Guaquiraró orilla") é a repetição do fraseado sem alteração de volume, mas sim na enfase da demarcação ritmica.

Não sei, nunca vi um chamamé que parecesse chamamé soando em violão de tendências eruditas, não que seja impossível, mas sim que seja um ritmo difícil de explorar sem descaracterizá-lo.

O mesmo com o rasqueado, que chega a ser mais sensível ainda.

Agora... a milonga dá muita manga, porque tem milonga pra tudo que é gosto! Zamba também.

Dá pra brincar com Rancheiras também...

Sabe um compañero que brinca bem nisso tudo?

O Daniel Sá (que toca com o Borghetti).

O Yamandu faz uns negócios extraordinários, sem dúvida. Mas não dá pra falar que os chamamés que ele "toca" são chamamés. Se você jogar a turma pra dançar com uma intepretação do Yamandú, a turma se quebra toda pra acompanhar, hahaha...

E essa é a característica marcante do Chamamé: A dança. (Que ele herdou da polca paraguaya)

Mas o chamamé tem mais vantagem pra marcação do que o rasqueado e a polca.

O rasqueado e a polca não são, em nível teórico, 4/4. Mas na prática a gente faz 4/4, sem mudar a cadência. São, os dois, todos malucões, nada redondos, todos atrevessados, mas que se compensam e encaixam perfeitamente, mesmo às vezes variando para 3/4 e caindo novamente no "falso" 4/4.

Já o chamamé é mais "perceptível" que é 4/4 e não tem variação abrupta como a polca e o rasqueado.

Eu não sei, rapaz... Mas, dá uma ouvida numas coisas do Gilberto Monteiro (gaita-ponto), porque ele trabalha umas linhas melódicas de chamamé que são mais ousadas do que o Tarragó Ros.

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Um dos ritmos que menos gosto eh o chamamé, pouca coisa mesmo escuto, muito se deve a essa "superlotaçao" aqui no rs, e a maioria(99%) de muito mal gosto, acho q fui pegando antipatia, infelizmente. Polca paraguaya me agrada, um ritmo que vemos muito pouco eh o Retumbo, eh dificil encontrar musicas, to ateh por fazer uma nesse ritmo, uma musica muito boa nesse ritmo eh Perdon Doctor(horacio guarany).

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Olá Rainer,

Considerando que és "do ramo", como diria o Joelmir Beting, queria te sugerir para postares para os demais apreciadores aqui do fórum uma espécie de tua lista das "dez mais" de cada, considerando chamamés e polcas paraguaias. Principalmente em relação a estas e ritmos assemelhados a percepção é que houve um estreitamento de sua divulgação no mercado brasileiro. Com a falecida Helena Meirelles tivemos uma espécie de "bolha" que, meio que desapareceu junto com ela. Pela minha "antiguidade" lembro que na época dos acetatos de 78 rpm em qualquer loja de discos de Porto Alegre se encontrava a maioria dos "clássicos do gênero", além de tocarem no rádio mas, atualmente, mesmo no YouTube há pouco material disponibilizado. Com isso há músicas que me vem à memória das quais nem sei mais o título/autor e que fica difícil recuperar.

Seria interessante se, junto às eventuais listas, colocasses ao lado links para possível acesso às músicas.

Fica portanto a sugestão.

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Oi!

Obrigado pela sugestão, vou fazer um tópico, então!

Abraço!

\\//

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Chamamé em 4/4??? Fazer Polca em 4/4 variando em 3/4 e caindo no Falso 4/4 novamente!??

Olha... eu sou do RS, me criei ouvindo e tocando Chamamé, e não consigo imaginar como que se pode tocar um Chamamé em 4/4, nem em falso 4/4 e nem nada parecido com isso!!!!

Chamamé é e sempre será 3/4, podendo aparecer na forma de 6/8 em alguns casos!!!

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É... é bastante comum na pratica... mas a maioria das escritas que eu vi, são em 3/4, mas quase todas que conheço são pra Bandoneon e Acordeon... agora Chamamé em 4/4 é totalmente fora da realidade!!!

Abraço!!!

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ahaha...

Não fique maluco, não, Ivanhoé!

Todo mundo que conhece o ritmo, fica doido quando vê eu e o milton araújo falando uns trecos desse,rs

"QUE? POLCA 4/4? QUE HISTÓRIA É ESSA? POLCA É 6/8 ou 3/4!!"

E, bom, não, não é.

Aqui dá pra gente falar bastantão disso http://brazilianguitar.net/index.php?showtopic=2143

A polca, o chamamé e o rasqueado são ritmos tortos.

Bate 6/8 e vai ver que fica, muito, muito enquadrado. Tão enquadrado que não tem a graça que ele tem.

Na polka isso é mais perceptível ainda.

São todos "atravessados", na teoria não faz sentido.

Mas na prática é isso o que acontece.

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Me lembrei de um masterclass que eu fiz com o argentino José Luís Merlin, que conhece muito dos ritmos gaúchos. Uma coisa que eu me lembro bem foi dele dizendo que, quando se trata de música, 3/4 + 3/4 não é necessariamente igual a 6/8!

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Acho que a acentuação muda nesse caso... vou ver se acho aqui um livro que explica bem as diferenças especificas do Chamamé, e posto aqui!!

Abraço!!!

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