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roger l bieberbach filho

Violões de loja

44 posts in this topic

Esse debate sobre valores é cheio de meandros, né? Eu acho instrumento caro sim, considerando a MINHA realidade financeira. Adoraria ter mais dinheiro ou que os violões de autor fossem mais baratos, para que eu pudesse ter mais instrumentos. Por outro lado, sim, luthier tem de viver,pagar contas etc. E por outro lado, ainda, existem alguns luthieres que são "eleitos". Não digo que não façam um bom trabalho, mas, como em qualquer área, há aqueles cujo passe é mais valorizado e, com isso, pouca atenção se dá a profissionais com um trabalho bacana, mas que são pouco conhecidos ou comprados.

Enfim, no final das contas, é duro ser músico, amador ou profissional. Tudo é muito caro. tenho um violão cujo preço é 5.500. Na boa, não vale isso! Comprei usado, por 3 mil, numa negociação. Não é uma obra prima, meu professor de violão detestou porque tem o som fechado, mas confesso que gosto do som dele. Então, tenho tentado ligar menos para o que os outros pensam do som do instrumento, e aprendido a prestar atenção ao que meu ouvido percebe, afinal, todos nós temos alguma maturidade musical e devemos saber usá-la.

pra vcs terem ideia, tenho um baixolão da Crafter. Certa vez, conversando com o Fernando Nunes, ele me disse que quando foi gravar o DVD da Cássia Eller MTV, o Nando Reis emprestou o Warwick (alemão). Tanto o Fernando quanto o Nando chegaram á mesma conclusão: o Crafter soou melhor que o europeu!!! rsrsrs. E eu sempre curti muito o som do baixolão, mas tinha até vergonha de dizer, por se tratar de baixo de fábrica de qualidade muito ruim.

Enfim, vivendo e aprendendo...

Ah, o Fernando gravou o DVD da Cássia com o Crafter! hehe. Tenho um igualzinho, só que o meu é fretless.

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Esse debate sobre valores é cheio de meandros, né? Eu acho instrumento caro sim, considerando a MINHA realidade financeira. Adoraria ter mais dinheiro ou que os violões de autor fossem mais baratos, para que eu pudesse ter mais instrumentos.

Enfim, no final das contas, é duro ser músico, amador ou profissional. Tudo é muito caro.

meu professor de violão detestou porque tem o som fechado, mas confesso que gosto do som dele. Então, tenho tentado ligar menos para o que os outros pensam do som do instrumento, e aprendido a prestar atenção ao que meu ouvido percebe, afinal, todos nós temos alguma maturidade musical e devemos saber usá-la

Realmente, caro. Mas tem coisas boas a preço justo. Talvez o que eu fique mais P é com alguns lojistas... cara, tem que , pelo menos , tentar gostar do que faz e pesquisar um pouquinho. Agora, é ingratidão também o cara saber que um violão é ruim e ter que empurrar num bobo, pra bater meta no fim do mês.

Também tenho pensado nessa questão do som do próprio instrumento, a gente tem que curtir mais e reclamar menos!

um abraço!

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Eu já pensei em ter vários violões, hoje eu acho que tenho demais, talvez até venda um deles.

Quanto a instrumentos de fábrica, eu diria que muitos são melhores do que a média do que se via há 20 anos atrás.

Eu já comprei em loja, na época tinha mais atendimento personalizado, hoje parece que nem tanto.

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Digitei del vecchio no YT e apareceu um vídeo:

Chet Atkins tocando em um Del Vecchio.

Jimmy Page já tocou uma craviola

Porque A industria brasileira não consegue mais isso? Até hoje Digiorgios correm o mundo por causa da bossa nova.

Sei que o foco do Fórum é mais violões de Nylon, mas será que as produtoras de violão estão tão quebradas? eu ainda aposto na Rozini, suas violas estão indo longe, afinam bem e tem um som bonito, mesmo as mais simples. Acho que logo vão estar se espalhando pelo mundo.

Sei lá, talvez esteja sendo meio romântico, mas hoje aquele tonantão não existe mais na casa dos brasileiros, tá certo, era ruim, mas aquilo também ajudou a fazer o que chamamos de brazilian guitar. O cara tinha um tonante de aço, coloridão, se levasse o estudo a sério ganhava um digiorgio 28, e quem sabe até um Giannini C1, já era o cara da escola de música. E agora?

minha infância foi muito boa nas escolas de música. O unico arrependimento é não ter aprendido a tocar.... :hehe::no:

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Acho que a matéria abaixo dá uma idéia de como as fábricas brasileiras andam em vias de extinção.

Tem depoimento do Paulo Bellinati e tudo mais.

Não sei o nível de exatidão da matéria, mas minha intuição é que não está muito longe da realidade.

http://on.ig.com.br/som/2015-04-11/violao-feito-no-brasil-luta-contra-a-extincao.html

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Eugêno, muito boa a matéria, elucidativa. Muitas coisas ficaram mais claras. obrigado

Depois de lê-la, fiquei pensando que talvez os vintage, bem regulados, podem ser um nicho de vendas. vou começar a rodar os móveis usados daqui. é uma região bastante musical.

Um abraço

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Olá pessoal,

Recentemente estive procurando um violão eletroacústico de nylon, e não encontrei nenhum nacional que chegasse perto de ser profissional, acabei ficando com yamaha ncx, acho uma pena a gente não ter opções nacionais...

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A gente tem, acima de tudo, que saber lidar com a realidade que tem. Eu não tenho condições de ter um violão de autor, nem esses considerados "baratos" (em torno de 3.500 - 4.000). Tenho um DiGiordio Author 3, o som dele é bastante razoável, uma tarrixinha melhor e um jogo de cordas de qualidade e dá pra fazer um som bastante satisfatório, uma vez que não tocarei em concertos e nem profissionalmente, sou apenas um amador que toda em casa sozinho, ou nas palavras de Victor Biglione sou músico de apartamento.

Antes Giannini e DiGiorgio eram tocados pelo melhores músicos brasileiros da mpb, aliado a instrumentos de maior qualidade que os atuais gerou por muito tempo, e isso tem resquícios até hoje, um fetiche por tais instrumentos. Isso ocorre também com os de aço, embora como citado os Taylor etc. tenham já bastante qualidade.

O que ocorreu foi a transferência da produção desses instrumentos para a Ásia, só assim os nacionais poderiam competir com os estrangeiros, ai a qualidade caiu, quem vai comprar um DiGiorgio ou Giannini de 300 pra começar se você pode ter um kashimão feito de caixa de feira por 90? Ai os instrumentos cairam de preço e qualidade, os que tem madeiras melhorzinhas (isso segundo os fabricantes) crescem absurdamente de preço, como o caso desse Takamine, porque ele é feito de jacaranda.

Acabamos tendo uma padronização na qualidade desses instrumentos (tanto acústicos como eletroacústicos) para baixo. Os únicos que salvam são os Yamaha (e mesmo assim parece que os modelos melhorzinhos já estão chegando nas faixa dos mil). Até porque esses outros que são produzidos nos tigres asiáticos e eu duvido muito que sejam feitos de forma diferente, a fábrica deve fazer instrumentos iguais e só mudar os detalhes para as marcas. Como logos e os selos de identificação dentro do instrumento. Como é feito com uma serie de outros produtos.

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A gente tem, acima de tudo, que saber lidar com a realidade que tem. Eu não tenho condições de ter um violão de autor, nem esses considerados "baratos" (em torno de 3.500 - 4.000). Tenho um DiGiordio Author 3, o som dele é bastante razoável, uma tarrixinha melhor e um jogo de cordas de qualidade e dá pra fazer um som bastante satisfatório, uma vez que não tocarei em concertos e nem profissionalmente, sou apenas um amador que toda em casa sozinho, ou nas palavras de Victor Biglione sou músico de apartamento.

Antes Giannini e DiGiorgio eram tocados pelo melhores músicos brasileiros da mpb, aliado a instrumentos de maior qualidade que os atuais gerou por muito tempo, e isso tem resquícios até hoje, um fetiche por tais instrumentos. Isso ocorre também com os de aço, embora como citado os Taylor etc. tenham já bastante qualidade.

O que ocorreu foi a transferência da produção desses instrumentos para a Ásia, só assim os nacionais poderiam competir com os estrangeiros, ai a qualidade caiu, quem vai comprar um DiGiorgio ou Giannini de 300 pra começar se você pode ter um kashimão feito de caixa de feira por 90? Ai os instrumentos cairam de preço e qualidade, os que tem madeiras melhorzinhas (isso segundo os fabricantes) crescem absurdamente de preço, como o caso desse Takamine, porque ele é feito de jacaranda.

Acabamos tendo uma padronização na qualidade desses instrumentos (tanto acústicos como eletroacústicos) para baixo. Os únicos que salvam são os Yamaha (e mesmo assim parece que os modelos melhorzinhos já estão chegando nas faixa dos mil). Até porque esses outros que são produzidos nos tigres asiáticos e eu duvido muito que sejam feitos de forma diferente, a fábrica deve fazer instrumentos iguais e só mudar os detalhes para as marcas. Como logos e os selos de identificação dentro do instrumento. Como é feito com uma serie de outros produtos.

Pacheco, uma boa perspectiva. Eu uso um Del Vecchio Audição, um violão lindo, com um som lindo, mas que não afinava. Acabei pedindo ao Polegário que trocasse a escala por uma de Ébano abaulada. Acabamos descobrindo que o tampo era laminado fiquei bem chateado. Aí o Polegário colocou as cordas e tal, e um dia me falou, "poxa que projeção e som lindo desse violão". Acabei me dando conta que tinha um violão super legal, que eu já achava, mas o fato de ser tampo laminado me deixou tão chateado que eu tava pensando até em vendê-lo.

Com relação ao author 3, estou com um todo quebrado aqui em casa. Tenho que colar o braço, envernizar o tampo e refazer a escala. Tenho umas ferramentas aqui e vou devagar fazendo, tomara que dê certo.

Eu não estava pensando em comprar violão, só fui ver na loja como estavam os preços. Não acho que está errado vender um produto pelo preço mais caro possível, só acho que faltam opções em uma linha amadora/ profissional. Ultimamente estava apostando na Rozini, mas depois da matéria que o Eugênio postou, vi que eles estão investindo mais em cacavaquinhos e violas.

Essa questão do Kashima é verídica. O legal é que quando um colega me falava "tem um violão velho lá em casa" eu já pensava, será que é algo bom perdido lá no porão? agora é o kashimão mesmo.

Eu também não tenho hoje como comprar um violão de 5mil, nem de 3. Então vou sossegar o facho e estudar mais...

um abraço

Ah, recomendo as hannabach carbon pra violões com um bom grave e primas meia boca, equilibram bem o violão e dão brilho nas primas.

Edited by Roger Luiz

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