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Alvaro Henrique

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In Topic: Pau (Pablo) Casals

23 January 2011 - 10:38 AM

E qual seria seu palpite sobre o assunto, Zanon? Se puder explicar o porquê, seria bastante enriquecedor.

In Topic: Pau (Pablo) Casals

22 January 2011 - 10:59 PM

Quando eu vejo essas críticas sobre a forma como os músicos tocavam há 50 anos, a primeira pergunta que me vem à cabeça é: será que daqui a 50 anos o futuros músicos não vão fazer críticas semelhantes às nossas em relação aos músicos de gerações anteriores?


Certamente. É assim que caminha a humanidade.

O Leonard Meyer já matou a charada há mais de 50 anos. Ele mostra que uma expressividade em música é atingida quando é possível combinar um certo padrão de previsibildiade com um quê de imprevisibilidade. Ou seja, é preciso dar algumas dicas para o ouvinte do que será tocado (criando expectativas), mas vez ou outra ir pra outro lado, frustrando as expectativas criadas. Juslin, entre outros, têm pesquisado algumas formas de balancear isso aí.

Quando se repete uma mesma forma de interpretar, quando se toca o mesmo repertório, do mesmo jeito, acaba a imprevisibilidade, e junto com ela morre uma parcela enorme (se não toda) da expressividade que o intérprete pode conferir à composição. E isso se dará sempre. Ao se criar um "padrão" de interpretação unânime, no fim-de-semana seguinte já surgirá a necessidade de destruir esse padrão para ser possível ouvir as coisas com imprevisibilidade.

O Zanon pode não concordar disso, mas espero que ele conheça o que o Meyer já escreveu sobre o assunto e o que o Sloboda, o Juslin, construíram a partir daí. Ele verá que, mesmo sem compartilhar da minha opinião, não se trata de "palpite mal informado".

Uma coisa também interessante a se considerar no violão é que no nosso instrumento as coisas estão se desenrolando de um jeito diferente. Tive a oportunidade de ouvir um dos mais importantes concursos de violino da Europa, o Leopold Mozart. Legal, o pessoal toca bem, mas é claro como água que os candidatos ainda são jovens em formação e eles não tem a maturidade, conhecimento e domínio, EM QUALQUER ASPECTO, igual ao de um violinista que está no auge da carreira. Já no violão, há uma inifinidade de concursos que se o Pepe Romero, o Manuel Barrueco, mesmo o Segovia, estivessem concorrendo, acho pouco provável que eles iriam pra final. Quem fica fuçando no youtube já percebeu que é fácil encontrar algum violonista com 20, 30 anos, que em alguma coisa já é melhor que vários violonistas foram no auge da sua carreira.

Enfim, um Casals tem a favor o fato de dominar o seu instrumento como poucos o fizeram e jamais o farão. O Segovia chegou a escrever para o Ponce que era impossível tocar o Prelúdio BWV 1006a, e hoje qualquer calouro de faculdade toca isso.

In Topic: Pau (Pablo) Casals

19 January 2011 - 03:37 PM

Carlos, não sei o suficiente pra dar uma resposta categórica à sua pergunta.

O que tenho a impressão é que o Segovia teve seu auge num momento muito delicado, as décadas de 20 a 40. As gravações relançadas pela Naxos que foram feitas nesse período me fazem pensar que o Segovia que a gente conheceu, dos anos 50 pra cá, é uma sombra, quase uma caricatura, do cara que realmente mudou o mundo do violão.

Não conheço bem os contemporâneos do Segovia, mas considerando que o principal "rival" do Segovia provavelmente foi o Barrios, realmente nenhum violonista estava à altura de um Horowitz, Oistrak, Casals... O Segovia era quem chegava mais perto, sem dúvida.

Mas isso é só um pitaco de quem não conhece bem e, pra ser honesto, nem está muito interessado em conhecer em profundidade o cenário violonístico do tempo do meu bisavô. Tem tanta coisa hoje em dia que me atrai muito mais...

In Topic: Violão tradicional x construção moderna

19 January 2011 - 03:27 PM

Cedro com jacarandá de madagascar. Igual ao violão do Manuel Dapena, que veio ao Brasil em abril.

Conheci o violão do Jason Vieaux, que é um Wagner de pinho. Bom violão também.

Percebi que me sinto melhor tocando em violão de cedro.

In Topic: Violão tradicional x construção moderna

19 January 2011 - 01:45 PM

Gosto muito do Gernot Wagner, tanto que encomendei um. Agora é esperar alguns aninhos.