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Saul Gil

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  1. Saul Gil

    Reforma Di Giorgio anos 80

    Marcos, Minha experiência pessoal no assunto, que considerei bem sucedida, foi enviar o violão (Mod. Tarrega) diretamente à Assistência Técnica da Di Giorgio, na rua Voluntários da Pátria, 2607 - Santana - CEP: 02401-100 São Paulo - SP / Fone: +55 (11) 2592-1169, tendo antes discutido as possibilidades por e-mail (atecnica[ARROBA]digiorgio.com.br) com a Rita, que se mostrou muito atenciosa.
  2. Saul Gil

    25 anos de lutheria

    Eduardo, Parabéns pelo "jubileu de prata" alcançado. Não muitos "poetas de madeira" conseguem atingir um marco desses, ainda mais de forma ininterrupta e, principalmente, aí no nosso R. G. do Sul, onde a nobre arte da lutheria sempre foi praticada de forma um tanto rarefeita, isso desde os tempos do pioneiro Alberto Salmeron. Grande abraço.
  3. Uma participação mais assídua do Felipe tem feito falta ao Fórum, ele que em seus comentários chegava a inserir pensamentos do filósofo Immanuel Kant para dar embasamento a análises relativas ao mundo do violão. Além de muito prestativo nas respostas às informações a ele solicitadas, como luthier que é o Felipe faz parte da ilustre confraria dos "poetas da madeira", esperando-se que a desmontagem da oficina constitua apenas um recesso temporário na atividade e não o encerramento dela.
  4. Saul Gil

    Violão Barítono 7 Cordas - Aspectos construtivos

    Interessante essa compatibilização acrescendo duas cordas graves num violão tradicional, Eduardo. Significa, então, que essa estrutura de tampo harmônico, ou assemelhada, permitiria em tese construir um 7 cordas barítono, com o comprimento de corda em 650 mm, em que a primeira corda, ao invés de um E fosse um B, possibilitando, p. ex., uma afinação F# B E A D F# B? Ainda uma dúvida, a espessura dessa corda F# não a deixa um tanto rígida, num comprimento de escala de 650 mm, exigindo esforço particularmente expressivo do dedo para premí-la? Pergunto isso porque a sétima corda, num 7 cordas normal, já não me parece lá muito flexível ainda que, afinal, não se possa querer que um 7 cordas responda ao toque como um contrabaixo.
  5. Saul Gil

    Violão Barítono 7 Cordas - Aspectos construtivos

    Eduardo, Daria para ilustrar o tópico com alguns dados construtivos sobre o violão de 8 do Maurício Marques abaixo, tipo comprimento de corda e afinação?
  6. Saul Gil

    Ruído de arraste

    Neste outro vídeo, abaixo, o Bonfá explora efeitos percussivos e até solta a voz... (Luis Bonfá - Batucada & Manhã de Carnaval) Nas postagens ao pé do vídeo, de autoria de um certo as7cordas, há uma boa resenha sobre a trajetória do Bonfá, enquanto em outro post há uma apreciação que resume tudo: "And on the 7th day.......God created Bonfa!"
  7. Saul Gil

    Compro Di Giorgio - Tarrega

    Obrigado Eugenio. Depois de liberado da chatice de satisfazer à voracidade burocrática e tributária do Leão da Receita Federal, tenho estado mais assíduo. Como me autoenquadro na categoria "troglodita" do meio violonístico, só posso tentar contribuir com menor risco de dizer besteira nas questões gerais. Isso não me impede de considerar-me um grande devedor da comunidade do fórum, que vem me propiciando muitas alegrias e também me permitindo assimilar muito conhecimento a respeito desse mundo mágico do violão, o que vem acontecendo mais ou menos desde 2004, quanto retomei a atenção ao instrumento, após um "jejum" de quase 3 décadas.
  8. Saul Gil

    Violão Barítono 7 Cordas - Aspectos construtivos

    Como seria a classificação eu não sei mas, em conexão com o mencionado, sempre consitituiu um certo mistério para mim a popularidade do violão tenor como instrumento, dando a impressão de que apenas o Garoto e o Zé Menezes conseguiram mantê-lo em destaque por algum tempo, como uma espécie de sucedâneo do banjo.
  9. Saul Gil

    Ruído de arraste

    Diferentemente do Laurindo de Almeida, que foi para os EUA praticamente no vácuo do fechamento (1946) dos cassinos nacionais, o Bonfá teve uma carreira destacada como violonista e compositor aqui no Brasil antes de seguir o mesmo rumo, dado que ele só foi de vez para os States na segunda metade dos anos 60. Tendo feito parte dos Quitandinha Serenaders ele já tinha um nome artístico aqui, que seguiu implementando até atingir o marco decisivo que foi compor as músicas para a peça Orfeu da Conceição (Manhã de Carnaval, etc.) Entretanto, um aspecto que talvez hoje surpreenda é que nos anos 50 gravações de música de violão chegavam a estar entre as mais tocadas no rádio no país, como aconteceu justamente com o Bonfá em 1958, com a gravação de sua própria composição Dobradinho, que está no mesmo LP (Violão Boêmio) onde foi gravada Boulevard. Aparentemente, não há no YouTube vídeo do Bonfá com essa música mas, para quem não a conhece, há esta gravação do vídeo abaixo, http://www.youtube.com/watch?v=DPi2_38sI0c Quanto ao Antonio Carlos Barbosa Lima, de quem o Bonfá foi uma espécie de tutor musical, levando-o a estudar com o mesmo Isaias Sávio que também havia lecionado ao próprio Bonfá, teve um destaque de virtual menino prodígio do violão pois, ainda adolescente nos anos 50, já tinha LPs gravados (creio que foram 2) aqui no Brasil, incluindo músicas de Villa-Lobos. De qualquer forma, como observou o Eugenio, a dimensão atingida por todos eles nos EUA foi muito maior do que aqui, até porque a diferença no tamanho dos mercados deve ter contribuído para isso, cabendo apenas anotar que nas carreiras prévias no Brasil é que a do Bonfá foi mais sólida, com ele já dispondo de bagagem muito expressiva no currículo quando saiu. Já o Bola Sete, aqui só era conhecido no meio musical, com os ouvintes locais de suas gravações - principalmente com violão elétrico - tomando conhecimento dele de forma mais ampla quando ele já atuava no cenário americano.
  10. Saul Gil

    Ruído de arraste

    Bem lembrada pelo Eugenio essa utilização que o Luiz Bonfá fazia com muita competência do som de arraste. Dentre várias, há uma outra música dele muito típica nesse aspecto que é Boulevard, que pode ser assistida no vídeo a seguir, passando o "clima" de um ruído de carruagem se deslocando pelo boulevard. http://www.youtube.com/watch?v=G_9EQEpRgLE&feature=related
  11. Saul Gil

    Violão Barítono 7 Cordas - Aspectos construtivos

    Ainda uma vez, antes de o presente tópico ser levado definitivamente à “prateleira”, algumas informações complementares obtidas no material disponível na internet, com comentários suscitados pelas mesmas. Em relação aos aspectos dimensionais, nas postagens sob o vídeo de Entree in G-maior, o Per-Olov Kindgren informa que a largura do braço na pestana é 61 mm (bastante usual num 7), enquanto que o comprimento de corda é 705 mm. Já quando se observa o instrumento sendo tocado, chama a atenção que a composição / dimensões de partes adotadas pelo luthier, levou a uma situação na qual a tangência entre a lateral da caixa e a transversal do braço, na altura da ligação destes, fica situada entre o 12º e 13º trastes, quando o adotado em geral em violões faz essa linha coincidente com o 12º traste. Cheguei a supor que pudesse ser um problema de paralaxe na visão que se tem nos vídeos, mas aparenta que não. Presumo que, para evitar que isso tivesse acontecido e manter a coincidência, o braço teria que ter sido um pouco encurtado e a ponte fixada ainda mais para trás no tampo, numa espécie de “conta de chegar”. Questões acústicas à parte, talvez o luthier tenha considerado que recuar ainda mais a ponte, acentuaria muito o efeito visual de “calça de cintura baixa” que já se sente olhando o instrumento do John Rogerson. Também nas postagens sob os dois vídeos incluídos, há considerações interessantes no aspecto das afinações adotadas pelo Per-Olov Kindgren. Para tocar Entree in G-maior, ele diz que adotou “D A F# C G D C (a second below a guitar and with the 3rd. str. tuned half a step down (Like a lute)”. Já na execução de Winter from "The Four Seasons" é informado que “it is tuned lower than a standard guitar C,D,G,C,F,A,D”. (ou D, A, F, C, G, D, C). Sem entrar no mérito dos arranjos/harmonias das peças que são tocadas, ao adotar a sétima corda como um C dá a impressão que o Per-Olov Kindgren, por alguma razão, optou por uma sétima bem próximo da frequência da sexta, com isso meio que abdicando da possibilidade de contar com espectro mais amplo de notas que poderia ter ocorrido, p. ex., se a sétima escolhida tivesse sido um A. Isso sem falar que, nos barítonos de 6 cordas, a prima E costuma ser descartada, sendo praticada a afinação (A, E, C, G, D, A) ou assemelhadas. Com a inclusão dessas considerações a respeito de afinações do 7 Cordas tocado pelo Per-Olov Kindgren, fica a expectativa de que os “setecordistas juramentados” do fórum também tragam suas contribuições ao tema do tópico. Finalizando a recuperação de dados obtidos na “garimpagem”, há acessível no link (http://issuu.com/kindgren/docs/7stringguitar) um informativo de várias páginas, de autoria do Per-Olov Kindgren, detalhando esse 7 Cordas que serviu de base ao presente tópico.
  12. A Gayubira é a mesma nossa Guajuvira (Patagonula americana L. - família Boraginaceae), uma madeira flexível, de cerne quase negro, dura e pesada, com densidade de 750 a 900 kg/m3. No Brasil é encontrada do Mato Grosso ao R. G. do Sul, além de Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Tem aplicação ampla em marcenaria, sendo muito apreciada para a confecção de cabos de ferramentas e também para construção civil, dado que moirões de cerne de gaujuvira são praticamente imputrescíveis. (Fonte: Mata Atlântica - As Árvores e a Paisagem, de Paulo Brackes e Bruno Irgang - Editora Paisagem do Sul)
  13. Saul Gil

    Compro Di Giorgio - Tarrega

    Meu Tarrega é de 1973 e foi por mim comprado diretamente na então fábrica da Di Giorgio, na Voluntários da Patria SP, onde atualmente funciona a Assistência Técnica. Fiz a compra durante uma escala prolongada de vôo, vindo do Rio para Sul. Tomei um taxi em Congonhas e deixei-o aguandando enquanto eu negociava a aquisição. Foi-me mostrada uma série de modelos que fui testando e rucusando. Quando já estava para desistir, perguntando sempre se não havia nada melhor disponível, o Tarrega enfim surgiu "misteriosamente" no cenário e o negócio foi fechado. A única coisa que me desagradou foi que o tampo tinha aquela cor meio vinho (lembrando a pelagem baio cebruno de um cavalo) similar à do instrumento do João Gilberto mas, em compensação os timbres, principalmente de graves, mostraram-se soberbos, principalmente o do "mizão", que é o mais belo que já ouvi num violão e dá vontade de ficar percutindo repetidamente como corda solta, como se fosse um "mantra". Depois de mais de duas décadas, a maioria do tempo em Florianópolis que prima pela umidade, a ponte e a escala começaram a descolar enquanto que o verniz das laterais e fundo foi criando grandes manchas esbranquiçadas, como se tivesse havido uma injeção de fumaça sob o mesmo. Contrariando algumas vozes abalizadas e consderando que então eu já tinha outro bom violão, encaminhei o Tarrega à atenciosa Rita na Assistência da Di Giorgio, a qual tratou dos pormenores comigo e a recuperação foi orçada e feita, inclusive com melhorias em relação ao produto original como, p.ex., empregando a metodologia e produtos de colagem do Fora de Série. No tocante ao aspecto da cor do tampo, evoluí na época para a eliminação do corante no verniz, principalmente depois que tive o feedback da Rita de que o abeto sob a "crosta joão gilbertiana" era belíssimo (creio que se trata de um Engelmann com minúsculas bear claws). Dessa forma fica dirimida a dúvida levantada pelo Eugenio, no sentido que os Tarrega dessa geração teriam o tampo em cedar. O meu, definitivamente, tem o tampo em abeto. Uma outra diferença que notei em relação às fotos do link postado pelo APS é que, no meu, o selo é preto com o logo da Di Giorgio dourado, tendo em branco apenas as pequenas janelas onde está a assinatura do Reinaldo Di Giorgio e a palavra manuscrita Tarrega, além da pavras Classic Guitar. Essa operação de restauro foi feita no primeiro semestre de 2005 e o Tarrega continua perfeito. Rememorando hoje o episódio da compra e considerada a relutância que eles tiveram para me apresentar o modelo, presumo que ele estivesse reservado para alguém credenciado e recomendado mas, no final, deve ter prevalecido o espírito comercial e a aquisição pode ser feita por este "anônimo". Por outro lado, a menos de distorção de meu sistema auditivo depois das muitas voltas ao redor sol, creio que a qualidade sonora do Tarrega melhorou com a reforma, o que não chega a ser surpreendente se considerar-se que o verniz com corante original passava a impressão de um espesso "vidro" colado na madeira.
  14. Saul Gil

    Ruído de arraste

    Em geral utilizo cordas Augustine Nylon Regals Blue, que costumam ser trocadas quando já estão no "bagaço". Quanto ao ruído de arraste, procuro atenuá-lo sem fazer de sua supressão um objetivo. Como, durante a quase totalidade do tempo sou meu único ouvinte e toco com intensidade relativamente baixa, se eu não atenuar o ruído ele passa a exercer uma competição significativa com o som e o "ouvinte se sente prejudicado", rsrs...
  15. Saul Gil

    Violão Barítono 7 Cordas - Aspectos construtivos

    Foi percepção como essa do Mario que que me fascinou em relação ao 7 cordas barítono do John Rogerson, tocado pelo Per-Olov Kindgren, levando à crônica síndrome dos apreciadores de violão, que é a renovação da vontade de ter um instrumento igual. Na internet há vários outros vídeos do Kindgren tocando com esse violão específico valendo a pena, entre outros, assistir ao abaixo: (Winter from "The Four Seasons" Per-Olov Kindgren)Em relação a uma eventual opção via cordas, levando a um barítono de escala mais curta, como comentado pelo Eduardo, eu ainda não tive a oportunidade de experimentar tocar num instrumento de escala longa, mas fico a conjecturar que fazer de um violão destes o instrumento do dia a dia poderá levar a um estrago apreciável numa mão esquerda pouco afeita. Presumo, de qualquer forma, que as maiores extensões de cordas associadas ao leque Bouchet, que o violão do John Rogerson adota, devem conduzir às respostas tímbricas como essas que chamaram a atenção no belo vídeo do Kindgren, além de sustentações nada triviais. Enfim, o apelo exercido por esse violão é muito grande. Na modalidade com cordas de aço, outro entusista do barítono parece ser o Pat Metheny. No link (http://www.33rotacoes.com/2011_11_01_archive.html - PAT METHENY FALA SOBRE WHAT´S IT ALL ABOUT) consta a referência abaixo, com algumas indicações a respeito: "O destaque é o violão barítono, afinado com os mesmos intervalos de um violão comum, de baixo para cima A D G C E A. Sobre as cordas utilizadas, as sexta e quinta cordas são La Bella Bronze Wound (.065 and .056 respectivamente), as duas cordas do meio são afinadas uma oitava acima do que o normal e são D’Addario Bright Wound .022 (quarta corda) e D’Addario Plain Steel .016 (terceira corda), e as cordas mais altas são .026 and .017, também D’Addario Plain Steel. O instrumento tem a escala longa de 28.937 polegadas, a escala padrão tem 25.5 e isso faz o espaço entre os traste maior que o violão comum, o que exige maior esforço para a mão esquerda. E tão desafiador também para a mão direita devido às cordas pesadas usadas para o baixo, o que também exige das unhas. Os únicos temas do disco que usam afinação padrão são Pipeline e And I Love Her, utilizando cordas D’Addario J16 e GHS 2390 La Classique respectivamente." O tema do violão barítono é objeto de bastante atenção, mundo a fora, como se percebe nos comentários deste grupo de fórum (http://www.acousticguitarcommunity.com/group/baritoneguitar). Analogamente, a Wikipedia também apresenta um alentado verbete (http://en.wikipedia.org/wiki/Baritone_guitar - Wikipedia - Baritone guitar) sobre violão barítono.
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