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FZanon

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  1. FZanon

    Violonista Paulo Barreiros

    Aqui tem alguma coisa. http://vcfz.blogspot.com/2007/05/73-o-violo-em-so-paulo-ii.html
  2. FZanon

    Badi Assad

    A Badi entra no palco com a faca nos dentes, ela nasceu para se ressaltar. Rapaz, não saberia dizer. Faz algum tempo que não vejo um show solo dela, mas o que vi parecia perfeitamente normal. O lance é que, depois de uma distonia, a pessoa fica cautelosa com certos movimentos, então imagino que ela deva bolar arranjos que "desviem" dos movimentos que ficaram comprometidos. O Zezo Ribeiro também faz assim.
  3. FZanon

    Badi Assad

    O violão que ela usa provavelmente é um Romanillos que era do Sérgio. Tem muito da mão do Sérgio e do Odair ali, as digitações e tal. O Odair e o Sérgio já eram concertistas quando a Badi nasceu. Com uma referência forte dessas, é natural que ela tenha ido estudar violão clássico convencional, seria inescapável. Eu a conheci aos 15 anos, ela tinha quase zero de experiência em violão clássico, e fomos ambos premiados num concurso que teve no Rio. Lembro até hoje que a peça mais cabeluda que ela tocava era a Rosita de Tarrega! O lance é que ela nunca se encaixou confortavelmente nisso. Mesmo nesse vídeo, ela toca direito, como seria de se esperar, mas eu não a vejo se realizando como quando toca outro tipo de música; parece que ela está querendo soltar um tipo de criatividade que a amarra do texto musical não permite. O Sérgio me disse que no Rio ela nunca se encontrou direito, ficou buscando uma coisa que não era dela. Depois do concurso Villa-Lobos, onde acho que ela foi semifinilista, ela deu um basta, voltou pra S J da Boa Vista e resolveu buscar um outro lance, porque gostava de cantar também. O curioso é que o Zé Paulo Becker também resolveu parar com o clássico depois de ser finalista nesse mesmo concurso. No ano seguinte ela gravou um LP que misturava estilos; era quase que todo só instrumental, inclusive ela toca o Decameron Negro de Brouwer, mas ela fazia uns vocalizes, umas intervenções vocais em algumas músicas. Daí que ela viu que dava certo e começou a formatar toda a parada de percussão vocal. Daí, claro, vai o talento. Em coisa de meses ela já estava com aquele virtuosismo todo de casar voz com violão. O lance é a pessoa se encontrar. eu tenho um palpite de que, tocando o classicão, ela teria sido uma violonista competente entre muitas. O que ela fez foi criar um novo formato, uma coisa fora da norma. A distonia veio muito depois, ela já tinha uma carreira internacional quando isso aconteceu. Se ela tivesse se debulhado em lágrimas como o João Carlos Martins, provavelnte teria ido até o Faustão. É uma guerreira.
  4. FZanon

    Agustin Barrios Mangore

    Sim, me encomendaram um CD de Barrios ainda este ano, e é uma dificuldade tremenda. Não acredito que consiga fazer, tem de deixar a música amadurecer mais. Eu toquei muito em concerto a Valsa no.4, El Ultimo Canto, Gavota em Estilo Antigo, Danza Paraguaya, País de Abanico, Oración por Todos e Confessión, e toquei La Catedral algumas vezes há mais de 20 anos, ou seja, falta muita coisa ainda pra encher um CD.
  5. FZanon

    Agustin Barrios Mangore

    O próprio Barrios escrevia, mas tem muita música dele cuja partitura não chegou até nós, então ou elas são cópias de outrem ou são transcritas das gravações. Para mim, Barrios não é tão difícil tecnicamente, acho 70% da música dele bem acessível até. O problema é a interpretação, se passsar do ponto fica cafona, se não chegar no ponto fica banal. Eu gosto muito do próprio Barrios tocando, acho espetacular, mas evidentemente é uma maneira muito particular de tocar. Quem conseguiu manter a paixão do Barrios com uma técnica mais moderna foi o Geraldo Ribeiro. Outro dia mesmo o vi tocar Luz Mala, uma peça das mais fracas, e ficou linda, tão linda que nem dá vontade de tocar. Outro que me agrada é o Marcelo Kayath.
  6. FZanon

    Um talento mal orientado... talvez...

    Por favor, manda esse garoto lá em casa que eu dou aula de graça pra ele. Tocou umas mil notas, nenhuma, mas nenhuma mesmo, bem tocada, é só uma enrolação, dedos passando pelo braço fingindo que formam uma música. No entanto, pra tocar tudo errado nessa velocidade, é preciso estudar MUITO, ou seja, capacidade de trabalho o cara tem. O problema agora é se despir dessa mentalidade esportiva e assumir uma postura artística. Quanto ao Marcel, pessoa boníssima, não é fácil ser filho do Pelé. Qualquer coisa que ele tente fazer vai ser inferior. Sem o sobrenome, ele seria mais um violonista por aí; com o sobrenome, a expectativa é irreal, em total descompasso com o que ele pode fazer.
  7. O pouco que ouvi do disco está sensacional, o Fabiano é um grande artista. Se com todos esses problemas você toca assim, putz, quando estiver novinho em folha não vai sobrar pra ninguém!
  8. FZanon

    Xodó da baiana - David Russell

    Eu acho que esse vídeo está até mais solto que na gravação. É, hoje em dia não tem mais dizer que falta acesso, é que nego toca do jeito que cai na mão, mesmo. Se 99% do público dele continua achando uma maravilha...
  9. FZanon

    Notícia sobre o acervo do Ronoel Simões

    Eu fiz parte da mediação e posso responder um pouco. O acervo não vai ficar no Centro Cultural. Vai ter um espaço próprio na Praça das Artes que está sendo construída atrás do Teatro Municipal. Ainda é muito cedo para falar mais detalhes, mas uma das condições dessa venda é que o acervo seja inteiramente digitalizado para consulta pública. Vou lutar o quanto for necessário para que o acervo seja conservado inteiro num lugar só, pois há rumores de que querem deixar as coisas de "música popular" no Centro Cultural e as coisas de "música erudita" na Praça das Artes, e o acervo do Ronoel transcende esse tipo de classificação ultrapassada. Marcos Cesar, eu sei qual o valor dessas ofertas que amigos fizeram para a "vida confortável" e eram menos que o valor de um carro. Também reproduzo aqu a mensagem que coloquei no outro fórum sobre o preço etc., pois as pessoas têm uma noção irreal de como esse tipo de coisa funciona: Antes que se crie uma polêmica sobre o preço, vou explicar um pouco a coisa. A principal razão para este valor foi o fato do próprio Sr Ronoel não ter encaminhado a coleção antes, quando ainda gozava de plena saúde. Ele poderia ter estabelecido um valor mais condizente e negociado com as ofertas, pois não haveria pressa. O problema é que, quando ele foi hospitalizado, o risco de se dilapidar a coleção ficou evidente. Não estou falando de ouvir dizer, eu estava lá e vi um sujeito que era um estudante de violão, sem a menor ideia do que estava fazendo, entrar lá e tentar passar uma conversa na D Rosário para tentar levar algum item embora. Um museu Barrios do Paraguai ligou pedindo que ela doasse os discos de Barrios. Imaginem o quanto a coleção se desvalorizaria sem os discos de Barrios! D Rosário comentou sobre ofertas que eram metade do valor mencionado na reportagem, inclusive vindas de fora do Brasil. Por isso eu digo, se isso tivesse sido feito sem pressa, ele poderia ter jogado com as ofertas. O próprio Ronoel sempre falava que tinha 7, ou 9 mil itens, mas como se viu é uma coisa mais perto de 50 mil, incluindo as partituras. Eu sei que algumas pessoas, que até frequentam o fórum, fizeram um cálculo do valor computando item por item e chegando a algo superior a 1 milhão. Algumas pessoas chegaram a tentar dissuadir a D Rosário de vender para a Prefeitura. Entendo perfeitamente o cuidado, não me chateio com quem fez isso, porque foi feito com a melhor das intenções. O problema é: eu também acho que a coleção vale 1 milhão. Agora, então, feito o preço, achem um comprador! Não tem. 4 ou 5 anos atrás, quando a Prefeitura fez uma primeira proposta, ele poderia ter negociado, a Secretaria teria feito um pedido de verba mais alto, ou ele poderia ter vendido para uma fundação de banco ou o que fosse. Mas a verba que teria sido alocada já tinha sido descartada; a Secretaria teve de fazer uma gambiarra para conseguir uma verba especial. Universidades poderiam ter feito uma oferta, pedido grana ao Proac ou algo assim, mas isso leva tempo. Enquanto isso, a coleção, sem herdeiros que não seja a D Rosário, estaria lá se deteriorando ou à mercê dos curiosos. Felizmente os antigos amigos das tertúlias do Sr Ronoel se mobilizaram e deram um conselho para a D Rosário não deixar sair nenhum original de dentro de casa. Enfim, eu esperava que o valor fosse mais alto, falei isso no meu parecer, mas era isso ou nada. Pelo menos esse valor foi livre de impostos, do contrário teria sido menos de 100 mil. Só a título de comparação, a coleção do José Ramos Tinhorão de música popular, que provavelmente tem relevância ainda maior que a do Ronoel, foi vendida por 200 mil,com ele ainda vivo, para o Instituto Moreira Salles. Devo acrescentar que o custo de implementação da coleção - transporte, limpeza, catalogação, digitalização e armazenagem - praticamente dobra o custo da compra. Minha relação - e a do Denis Molitsas - com essa transação não envolve dinheiro e é única e exclusivamente a de não deixar que a coleção se divida e que cada milímetro do acervo de áudio ou em papel (incluindo até mesmo as fichas e cadernos manuscritos do Ronoel, programas de concertos, revistas em sua íntegra, audios em cassette, etc.) seja digitalizado e disponibilizado à consulta pública, restringindo o acesso aos originais a pesquisadores credenciados. Porque o principal problema das coleções públicas é o roubo. Como o Ricardo disse, a era digital faz com que naturalmente o interesse por coleções de material impresso ou de gravações decline. Duvido que no futuro alguém tenha interesse em manter uma coleção dessas, que ocupava mais espaço que aquele que o Ronoel e sua esposa tinham para morar, sendo que hoje, tirando o interesse pelo objeto em si, o conteúdo cabe inteiro dentro de um laptop. Só uma coleção pública tem a obrigação de manter um acervo desses, porque, tirando pesquisadores sérios, uma coleção dessas nem deve ser manuseada. Quando eu comecei a estudar música, uma tablatura de alaúde era uma coisa que só existia no Museu Britânico ou algo assim, a gente tinha de comprar os microfilmes para consultar, etc. Hoje em dia, esse material se obtém facilmente pela internet. O Centro Cultural tem nada menos que a Discoteca Oneyda Alvarenga, um acervo precioso e conservado com esmero. Essa foi uma das razões da gente ter contactado o CCSP antes de mais nada.
  10. FZanon

    Ulisses Rocha - Novo CD

    Esse disco está demais, Ulisses está em grande fase, tocando como um apolo.
  11. FZanon

    Violão erudito x Popular

    Eu queria aprender música e pedi para estudar piano, mas meu pai tocava violão e disse que poderia me ensinar a ler música tocando violão. Ele tocava essencialmente o repertório do Dilermando Reis, mas sabia ler música e me ensinou pelo método do Arenas, mas sem nenhuma técnica, sem unhas nem nada. Enquanto eu fazia isso, aprendi a acompanhá-lo de ouvido, a gente tocava muitas valsas e choros juntos, de ouvido.
  12. FZanon

    Xodó da baiana - David Russell

    O David já ouviu bem mais música brasileira do que a gente imagina. ach oque aí é falta de flexibilidade, mesmo. Eu acho que ele toca tudo mais ou menos do mesmo jeito. Quando é um Loeillet ou um Regondi, fica bom; quando é outra coisa, não fica. Não acho que a questão seja ser música brasileira ou não. Ele toca a Aquarelle do Sérgio Assad como um deus, é de longe a melhor gravação dessa música. A abordagem dele deu certo em uma e não na outra. Por isso eu mandei pra ele música do Armandinho. Achei que ia cair bem na mão dele, ele gostou, e batata, a gravação ficou ótima. Além do que, ele ficou felicíssimo em gravar um compositor brasileiro, negro e desconhecido fora do Brasil. Por mais cômicas que essas versões do David e do Bream possam parecer, elas têm o mérito de levar música que ninguém conhecia a um público muito maior. Hoje, com YouTube, programas de rádio para baixar, etc.,as pessoas têm uma chance de ouvir The Real McCoys sem nenhum esforço que não havia na época em que esse pessoal se formou.
  13. FZanon

    O som "sujo" na música popular

    Eu acho que sujeira dá uma conotação negativa, de desleixo, descontrole, de ruído interferindo com a música, que não é bem o caso em todos os casos. Eu acho que, no violão brasileiro, a mão esquerda "fala" mais que no violão clássico, na média. Pra mão direita, eu siceramente acho que, depois de Garoto e Dilermando, essa é uma questão superada, pois os dois tinham um som limpíssimo e lindo. Talvez o Baden precise de um pouco mais de percussão na direita para obter alguns efeitos, mas até aí o Estudo no.11 do Villa ou a sonata do Ginastera também precisam.
  14. FZanon

    Atraso em Entregas

    Bisdré, Deixar o aviso quando não tem ninguém em casa é um procedimento-padrão, não vejo nenhuma gentileza ou alta tecnologia nisso. Na verdade eles teriam de deixar a encomenda para o destinatário buscar, numa agência de entrega perto da casa dele, coisa que aparentemente não existe em toda parte. Nosso correio um dia foi ótimo e confiável, mas deteriorou nos últimos 8 anos por razões que todos conhecem mas não nos cabe discutir aqui. Só para mostrar a beleza que é, mandei um Sedex 10 de Manaus para São Paulo por 90 reais, numa 5a feira. Chegou 8 dias depois e perdi o prazo do contrato que tinha de enviar assinado. Mandei uma carta registrada para os EUA na 1a semana de novembro, documento importante, e não chegou depois de 25 dias. Tentei traçar a carta, eles diziam que já estava fora do sistema. Mandei o mesmo documento de novo, por Fedex, chegou em 4 dias. Qual minha surpresa receber um email do destinatário na 3a semana de março dizendo que o documento antigo tinha acabado de chegar. Assino duas revistas estrangeiras e, a cada 4 meses, tenho de pedir para reenviar algum número, porque não chega. Está mais que na hora de ter uma alternativa privada ao Correio, com preço mais razoável, porque governo não funciona.
  15. eu gosto do duo Eden-Stell tocando Gnattali e Assad, em alguns aspectos acho até mais legal que o duo Assad.
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