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Eugenio

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Posts posted by Eugenio


  1. O disco é muito bom, também disponível em serviço de streaming. Tem uma mescla dos arranjos dos três primeiros discos do Maogani e alguns outros adicionais.

    Também tem mais presença de acompanhamentos e convidados, não é só o quarteto.

    Esses caras tocam maravilhosamente bem, eu os considero um dos 3 melhores quartetos de violão que já ouvi até hoje. 

     


  2. 16 hours ago, Maurício Roberto said:

    Eu gostei muito do disco, e das versões ao vivo que vi, mas da pra perceber que o Bellinati está se esforçando bastante, parece que está lutando pra tocar em algumas partes (e de repente está mesmo. Pode ser que não esteja aquecido o suficiente, e tem noites e noites. Vai saber...). Mas no geral acho que o resultado ficou muito legal, e bem diferente, como já apontado, dentro do violão brasileiro. Ele conseguiu contornar um baita problema e criar um som novo, dele. Um cara com a cabeça mais fechada nem consideraria. Parabéns ao mestre!

    Uma coisa que me chama a atenção é que certos violonistas parecem fazer esforço pra tocar e isso afeta a nossa percepção da música.

    Mas se você fechar os olhos e apenas ouvir, vai perceber que a música está fluindo sem problema nenhum.

    Julian Bream é um exemplo famoso de violonista que parecia estar se matando pra tocar, mas ele soa bem melhor se você parar de olhar pra cara de dor-de-barriga que ele fazia.

    Esse vídeo que eu postei também é parecido, ouça sem a imagem, depois assista. A percepção auditiva é influenciada pelo aspecto visual.

     


  3. Eu finalmente ouvi o disco e adorei. É diferente, o repertório mistura trabalhos autorais dos dois e também arranjos para canções bem conhecidas. 

    É um duo bem pensado que leva em conta as diferenças de técnica e sonoridade dos dois. Paulo Bellinati sola mais por motivos óbvios, mas Marco Pereira também sola bastante.

    O disco tem molho, balanço, tranqüilidade, gostei muito. Tem baião, forró, chula (samba de roda), valsa, jongo, choro. :yes:

    Um clipezinho do programa Senhor Brasil:

     

     


  4. Conseguir uma cópia do novo disco do Choro de Bolso foi uma novela de desencontros, mas finalmente aconteceu e teve um final feliz! Pra quem ainda não sabe, o Choro de Bolso é a excepcional dupla de violão e flauta formada pelo Marcos Canduta e Débora Gozzoli.

    Ao todo são 15 faixas, todas de autoria do Canduta (com 3 parcerias de letristas), o que obviamente significa muito, falo sobre isso com mais detalhes no final.

    A primeira impressão está no trabalho gráfico do CD. Streaming e MP3 eliminaram a graça de manusear e ler o encarte, algo que eu sempre adorei, de modo que a dificuldade e a espera para conseguir uma cópia física valeu a pena!

    As fotos da capa e do encarte revelam a idéia por trás do álbum logo de cara. É uma reverência ao tempo de glória do choro e das valsas brasileiras, preservando o espírito sem saudosismo e fazendo tudo com tecnologia digital e atenção impecável aos detalhes, como se pode ver nos sapatos brilhantes que o Canduta e a Débora calçaram para tirar as fotos. 🙂

    As faixas são:

    01. Calladinho - O álbum abre com uma batida de de maxixe no violão inspirado no estilo de Joaquim Antônio Callado (daí o nome da música) e abre o caminho para a Débora introduzir a sua flauta mágica.
    02. Espumante - Choro tradicional, com um título bem sugestivo, que parece ser uma extensão natural da faixa anterior, é até difícil notar quando uma acaba e a outra começa, exceto que a segunda faixa introduz o pandeiro de Kleber Serrado
    03. Entidade - A única oportunidade de ouvir o Canduta tocar um pouco de violão solo, faz a gente querer mais. Começa com uma leve sugestão flamenca, mas fica abrasileirada rapidinho
    04. Partida - Valsa ligeiramente melancólica, como o nome sugere
    05. O Doutor e a Professora - Choro bem no estilo início do século XX, tocado com bastante molejo
    06. Momentos - Primeiras participações especiais de Aleh Ferreira no bandolim, Pablo Peres no cello e Kleber Serrado no pandeiro. Outro choro que soa como reverência à essa riquíssima tradição brasileira
    07. Esperando - Funciona quase como um encadeamento com o choro anterior, mas sem os convidados especiais, o que mostra o cuidado na hora de escolher a sequencia das faixas 
    08. Rosa Branca - Aqui o disco muda um pouco de figura e entra um samba com letra de Paulo Maymone, seguindo a linha de reverência, desta vez a Iemanjá, Orixá das Águas e dos Mares. Voz e pandeiro de Kleber Serrado
    09. Docinho - Apenas flautas, algo que a gente não vê todo dia, é a oportunidade da Débora brilhar e ela faz gol de placa com todas as flautas
    10. Valsa Afetiva - Participação especialíssima do Duo Siqueira Lima, que junto o Canduta fazem parecer que tem um quarteto de violões 
    11. Tatu Voltou - Talvez o choro mais virtuoso do disco, participação magistral de André Mehmari, que toca como se tudo fosse fácil, improvisado e descontraído
    12. Dolente - Choro que traz novamente o bandolim de Aleh Ferreira, essa me pareceu a faixa com o tom mais nostálgico e denso do álbum
    13. Valsa Noroeste - Valsa com uma letra romântica, com imagens bem intensas que falam de tempestades, letra de Manoel Herzog e Mateus Sartori na voz
    14. Sortuda - Participação especial de Lincoln Antonio no acordeon, também entra o triângulo de XXX, mas apesar da combinação dos instrumentos, continua soando como choro
    15. Na Realejo - Começa com valsa, vira choro, volta à valsa, vira choro de novo, a letra de Manoel Herzog fala de temas que o título da faixa propõe, a cultura perdida do realejo. Kleber Serrado é quem canta

    Se eu tiver que ser bem chato, a minha única reclamação vai para a engenharia de som que colocou o violão do Canduta no fundo e com som mais pro "fosco". Merecia mais destaque, pois ele tem um som bonito e bem articulado. Também devia solar mais. 🙂

    Conforme eu mencionei antes, o disco é todo autoral, a única coisa a fazer é tirar o chapéu, pois as músicas têm um manancial de idéias que foram realmente pensadas para tocar em conjunto. Os convidados foram escolhidos a dedo e acrescentam ainda mais brilho ao que já pareceria superlativo. Obviamente, eu tenho as minhas faixas favoritas, mas vou guardar essa parte como segredo!

    Bravo!!!
     

    Choro-Bolso.jpg

     

     

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