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Orlando

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Everything posted by Orlando

  1. Eu tenho dois violões, um com marquinhas discretas na parte superior da escala, 5°, 7° e 9° casa, e o outro sem. Uso o violão com as marcações para aprender, decorar as posições de uma música. Depois que aprende/decoro, toco no violão sem as marcas sem problema.
  2. Ivan, desculpe-me se parecer chato da minha parte. O atrasvessador que estamos tratando aqui não é aquele que compra um violão e o revende pelo preço que achar quem pague. Estamos falando daquele que se interpõe entre o comprador e o luthier, intermediando a transação e levando algum, do consumidor claro. Outra coisa que não consigo entender. O mundo hoje é visto numa tela de computador. Se os violões dos nossos luthiers têm a qualidade decantada por muitos e preços irrisórioss quando comparados aos europeus ou americanos, por que o pessoal lá de fora não leva todos esses violões? Baratinhos e fáceis de levar.
  3. Ivan, quem faz o violão Gernot para o atravessador é o próprio Gernot, certo? Se tem violão na mão do atravessador e a fila dele é de 7 anos é porque para o atravessador o tempo de espera deve ser menor e o preço do violão, com certeza maior. Se eu quiser um com prazo de atravessador deverei pagar mais caro. Resolvida essa equação, o preço foi puxado pra cima. Violão pronto $25k, violão de 12K 7 anos de espera. Ainda não conheci, até hoje, nenhuma atividade econômica onde tenha a presença de atravessador com obtenção de lucro financeiro que o preço final para o consumidor não tenha sido elevado. E muitas vezes, mesmo com a elevação do preço final, a margem de lucro do produtor é diminuída. É uma conta de somar muito simples. De onde sai o lucro do atravessador? Do consumidor via aumento do preço.
  4. Na economia brasileira a presença do atravessador, intermediário seja lá o que for, causa aumentos de preços dos produtos aos consumidores finais. No caso de violões não se vê intermediário operando com luthier iniciante, por que? Porque com luthier iniciante ele não se cria, simples assim. Há relatos que tem luthier, no Brasil, com certa bagagem que só vende seus instrumentos através de atravessadores. Isto inevitavelmente puxa os preços pra cima. E esta ação vira uma cadeia. O luthier X embalado pela boa conversa do "benemérito" passou digamos de 12K para 16K, outro passou de 7K para 10K. O iniciante e o intermediário, que também não são bestas, passaram seus instrumentos de 2K para 3K, de 3K para 5K, etc. Obviamente esses valores são apenas a título de exemplo. A "cascata" é inevitável. Duvido que apareça "dealer"/benemérito para luthier sem projeção.
  5. Eugenio, concordo com você que: gramaticalmente falando, atravessador e picareta não são sinônimos. Por outro lado, dentro de um aspecto comercial e em linguajar informal de uso popular, quem se interpõe entre o produtor e o consumidor com a finalidade de obtenção de lucro financeiro é sim um atravessador. Se esse atravessador visa unicamente a melhoria de seus lucros, como em muitas atividades que conheço e que combati esta prática, espoliando ao mesmo tempo consumidores e produtores, aí sim temos um "picareta". Em momento algum afirmei a presença dessa "categoria" (picareta) no ramo do violão artesanal. O que não me dixa confortável é a utilização de um vocábulo importado para caracterizar algo que temos em nossa língua várias palavras para qualificar. Como se isso fosse deixar a atividade, aos meus olhos em muitos casos danosa, uma obra de caridade aos compradores de violão artesanal. A entrada desses profissionais no ramo de violões artesanais, puxaram sim os preços desses instrumentos bem para cima e isso ninguém pode negar. Será que os luthiers envolvidos estão ficando mais sossegados financeiramente com essa nova modalidade de venderem seus violões?
  6. O Reinaldo Araújo faz violas e os preços dele são(eram) bem acessíveis. Tenho um violão feito por ele e acho um belo instrumento, para o preço que paguei. http://www.reinaluthier.com.br/
  7. Não gosto da coisa, a partir do nome "inglesado" que dão(dealer). Temos tantos sinônimos para a atividade em nossa língua. Se não vejamos: Atravessador, Intermediário, Representante, Comerciante e, em alguns casos, picaretas, etc. Um luthier que produz bons instrumentos não precisa desse profissional entre ele e o comprador final. Um luthier que não produz instrumentos de qualidade não chama a atenção de nenhum desses "beneméritos". Porque é assim que alguns deles se apresentam. Fazem uma publicidadezinha fajuta e levam uma fatia daquilo que deveria ser lucro do luthier, que se quixa do sofrível retorno financeiro da atividade, e ainda se dizem "irmãzinhas" de caridade. Entrar numa fila do luthier X, comprar seu violão pelo preço que ele cobraria pra qualquer outro comprador, pagar um adicional para abreviar a entrega do instrumento e depois vendê-lo pelo preço que lhe convier, se achar quem pague óbvio, isto é saudável e até pode ajudar o luthier e coloca à disposição do comprador final a oportunidade de experimentar o instrumento e não esperar pela sua construção. Colocar-se entre o luthier e o comprador final, sem nada desembolsar, e lucarar algum, aos meus olhos, não é uma atividade louvável. Comprar violões, usados ou não, e revende-los aplicando as margens de lucro que os compradores estejam dispostos a pagar, trazer violões de luthier que os consumidores finais não tenham acesso a tais luthiers, ok. Fora disso aí, não acho nada interessante e não alimento de maneira nenhuma, com meu parco dinheirinho, esses, digamos, beneméritos. Mas.... quem achar legal e insdispensável, que fique à vontade.
  8. Venho acompanhando há algum tempo a evolução dos preços dos violões artesanais e, dentro da minha visão, concluo que alguns elementos são os responsáveis pela elevação dos preços. Não me arrisco a listar tais fatores por ordem de prioridade, mas como já disse, listo os seguintes elementos: Inflação, elevação do dólar, filas crescentes de alguns luthiers, atravessadores, oportunismo etc. Não nos é possível comprar um automóvel diretamente da fábrica, aí justifica-se as revendas autorizadas etc. Não vejo nada que dificulte a compra de um violão diretamente com seu construtor. Neste caso não vejo o menor sentido do atravessador (muitos amaciam e chamam de "dealer"). Acho temeroso para o luthier, condicionar a venda de seus instrumentos através de um intermediário. Se todos consumidores tivessem minha opinião, não venderiam um instrumento sequer. Entendam, não tenho NADA contra ninguém que opere nessa área de negócio. Simplesmente não abro mão de negociar diretamente com o produtor/fabricante pra negociar com intermediário. Admito que em alguns casos a compra através do intermediário pode ser interessante. Não acho coerente a defesa de valores altos para os violões feitos no Brasil, comparando-os com instrumentos de igual qualidade produzidos na europa ou USA. Os instrumentos podem até ser iguais, mas os aspectos sociais e econômicos, de onde eles são produzidos, são bem desiguais.
  9. Eugenio você tem duas pernas direitas? Brincadeira amigo. O violão na perna esquerda no banquinho fica mais firme. Perna cruzada o violão balança muito.
  10. Você tem toda razão Eugenio. Quando eu compro qualquer coisa em site internacional, ou não, minha intenção é receber o produto que comprei sem nenhuma complicação. Mas, se tentarem me roubar eu aciono os mecanismos legais disponíveis para impedir. É um negócio chato e demorado. Mas ser roubado e não fazer nada, alimenta ainda mais a roubalheira.
  11. Márcio Ronei, essa lenga lenga de que não se responsabiliza por perdas, extravios, etc. Isso é comum em todo site de venda, mas não é lei. Se você pagar com PayPal você está seguro. Se não receber o produto em até 45 dias abra uma reclamação que eles irão analisar o caso, e constatado o não recebimento você será reembolsado no total pago. Se for site americano peça o envio via EMS, se for de outra parte do mundo peça envio registrado, em ambos os casos se o correio brasileiro, onde é mais frequente os "extravios", "extraviar" seu pacote você abre uma reclamação judicial na Justiça Federal, contra os correis, que eles fazem os correios devolverem tudo que você pagou e ainda pode ganhar algum como reparação por perdas e danos morais, isso vai depender do juíz. Já fiz isso uma vez, mas infelizmente o processo caiu na mão de um juíz camarada dos Correios que condenou ao pagamento apenas de todos custos, e considerou o "extravio" como mero aborrecimento e não aplicou multa de reparação por danos morais.
  12. Então eu acertei na mosca, Guto. Eu tinha dois bichinhos desses, um AW1 e um AW2. Apesar do AW1 ser mais estiloso, com agulha reversível, estojo bonito, etc., optei pelo AW2 e vendi o AW1. O AW2 é super econômico e tem a mesma precisão do AW1, pelo menos do que eu tinha.
  13. Eu não sei a gosto de quem, criou-se no Brasil a certeza de que os produtos fabricados na China são ruins e baratos porque a mão-de-obra lá é escrava ou semi-escrava. Os produtos brasileiros, via de regara, são ruins e caros. Eu pergunto: o trabalhador brasileiro é bem remunerado, para as porcarias por eles fabricadas serem tão caras? Os produtos chineses são tão ruins quanto os fabricados aqui e o trabalhador de lá é mal remunerado igual ao daqui. O problema é que o governo chinês não enfia 50% 60% de impostos em tudo que vende, como faz a cambada daqui.
  14. Renato, acredito que deva estar ocorrendo algum erro com teu afinador. Tenho um Korg AW2, que é praticamente a mesma coisa do AW1, já faz mais de 1 ano que tenho, e sempre uso, e ainda está com a bateria que veio com ele.
  15. Orlando

    Tarraxas Rozini

    Acho que a Rozini não fabrica tarraxas, apenas os instrumentos. Já ouvi alguns comentários de que tem gente fazendo umas "maquiagens" nos violões dessa marca e os vendendo como sendo instrumentos artesanais. Não duvido nada, afinal estamos num país chamado Brasil.
  16. Essa relação 15:1, 16:1 ou 18:1 significa que: você gira o botão da tarraxa 15, 16, 17 ou 18 voltas completas para que o rolete que enrola a corda dê uma volta completa. Quanto maior esse número mais precisa é a tarraxa.
  17. O problema maior não é a cobrança do percentual cobrado, conforme o estabelecido na portaria do MF (60%). Ruim é quando os "vassalos da rainha" (RF) resolvem cobrar os 60% sobre um valor que eles acham que deve ser cobrado e não sobre o valor efetivamente pago. O aborrecimento pra desfazer essa safadeza é tão grande que, dependendo do valor, é melhor pagar. :icon_twisted: :icon_twisted:
  18. Vocês viram todas as tarraxas desse vendedor do eBay que eu postei o link? Lá tem tarraxa pra todo gosto. Inclusive umas tarraxas que um luthier famoso aqui no Brasil está usando. Bacana que ainda tem os botões vendidos a parte, caso alguém queira incrementar o visual da tarraxa. Se tiver a sorte de não ser escolhido pra colaborar com a caixinha pra corrupção (60%), compensa importar.
  19. Moises, elas não trazem o nome de uma marca impressa. Você pode ver preço e descrição aqui. http://www.ebay.com/itm/Classical-Guitar-tuner-Gold-surface-a-set-ebony-buttons-200GK-EB-free-shipping-/380412957837?pt=Guitar_Accessories&hash=item589261148d
  20. Mário, essa tarraxa eu comprei no eBay. Já faz algum tempo não lembro bem se o vendedor era de Taiwan ou do Japão. Se a memória não me trai, o nome do vendedor era Taisanlu. Essa tarraxa tem os botões em ébano, depois eu as vi no site porém com botões de plástico, embora com o mesmo formato. Eugenio, como eu não tenho muito compromisso com violão eu mexo com eles sempre que me dá vontade. Às vezes o problema de tarraxa rangendo ou pesadas pra girar não são problemas na tarraxa e sim na montagem das mesmas. Eu tiro as tarraxas do local e as analiso fora do violão. Se são macias, não rangem e são leves pra girar, devem se comportar do mesmo modo quando instaladas. Já vi relatos sobre cordas que se movimentam bruscamente sendo creditado às tarraxas. Em parte, eu diria uns 20%, se deve às tarraxas. Tarraxas com relação tipo 13 ou 14:1 colaboram com esses "coices" das cordas, no entanto o maior responsável por esta fato é o atrito existente entre corda e pestana. Uma pestana com sulcos bem polidos e um pouco de silicone gel reduz esse inconveniente em pelo menos 70%. Outro ponto a ser destacado é a resistência dos materiais das tarraxas, tanto no sentido do desgaste entre as partes móveis, provocando folgas indesejáveis, tanto no que tange aos efeitos da oxidação. No tocante à resistência ao efeito da oxidação, creio que minha Xing Ling passou no teste. Já as tenho por mais de um ano e elas estão perfeitas, apesar de eu morar em uma cidade do litoral com UR alta onde os efeitos da maresia são devastadores. Com relação aos efeitos de folgas nas partes móveis, também não apresentaram problemas ainda. Como não faço do violão ferramenta de trabalho demoro pra fazer troca de cordas e quando o faço procuro economizar as tarraxas, além de sempre dar uma cuidadosa lubrificada com o velho e bom sebo de carneiro ou de bovino.
  21. Orlando

    Double Top

    Gente da melhor qualidade nosso querido Ângelo (Gelão). Conversamos algumas vezes, por telefone. Era uma conversa fácil, agradável como se fossemos amigos de longas datas. Que Deus o tenha junto de si.
  22. Olhem aqui as ditas cujas. Xing Ling Graf
  23. Esse negócio meio paranóico de tarraxa handmade é, no meu modo de ver, ilusão ou digamos luxo, apesar de eu ter pago quase 1K dolar por um set de Graf. Tenho essa xing ling que está no meu avatar que com o dinheiro das Graf eu compraria umas 40 ou 50 delas. Elas são bem acabadas, são macias, tem transmissão 17:1, igual as Graf, os botões delas são de ébano e presos por parafusos (enquanto as Graf são apenas colados), tem um suporte metálico no interior do botão que evita possível rachadura do mesmo, são tão bonitas ou mais que as Graf, são precisas, sustentam a afinação etc. Não posso julgar a resistência delas porque são pouco usadas visto que pego pouco tempo nesse violão. Mas digamos que durem 1 ano, com muito uso. O material da chapa é bom e o acabamento não oxida fácil, ao menos as minhas não oxidaram ainda. Se eu comprar 30 jogos ficaria bem menos caro que a Graf mais simples e daria pra eu usar por 30 anos, isso se eu ainda viver tanto.
  24. Será que o violão dos sonhos, de muitos concertistas, ainda não foi descoberto porque esse violão só existe em suas mentes? Algo absolutamente impossível de ser conseguido? Não é possível tocar uma música em um violão com as mesmas variações que se tem em um piano, ou é?
  25. Não foi uma Rodgers que há algum tempo reclamaram que o cara havia mandado as duas tarraxas do mesmo lado e tiveram que se socorrerem de um ourives para consertar?
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