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Eugenio

10 Mandamentos do Violonista

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1. É necessário ser fanático. Quem for muito moderado jamais poderá ser um bom violonista. E se o violão prejudicar os estudos, não vacile. Deixe de estudar.

2. Saiba escolher o seu violão. Não exija que ele seja perfeito. Basta gostar dele. Mas se após muita insistência ainda não o tiver encontrado, é possível que o violão não goste de você. Nesse caso, aconselho-o a desistir da idéia de abandonar os estudos.

3. Não espere muito pra começar a aprender. Ou estará destinado a ser um violonista do tipo 'não toco bem, mas arranho um pouco'. É horrível. O violão não merece esse castigo.

4. Respeite os violões nos dias de chuva. Quando o tempo está úmido, nada funciona pra ele. Violão deve ter horóscopo.

5. Jamais esqueça o violão no carro. Infelizmente, os ladrões preferem deixar o carro e levar o violão. Mas se isso acontecer, não chame a polícia. Ladrão que toca violão tem cem anos de perdão.

6. Não toque quando estiver triste. Ficará mais triste ainda.

7. Não se considere auto-suficiente. Acredite sempre que existe um acorde que você ainda não sabe. E continue procurando, mesmo que jamais o encontre.

8. Não fique se matando de tanto estudar. Toque quando tiver vontade. O violão é um companheiro, não um secretário particular. E, sempre que possível, cante com ele.

9. Mantenha a calma quando alguém lhe convidar para uma festa e acrescentar: "mas leve um violão"... Aceite o convite e, no dia da festa, mande só o violão.

10. Estime seu violão como se ele fosse a mulher amada. Trate-o com carinho, conserve-o sempre afinado e troque as cordas de vez em quando. E se um dia o amor terminar, não troque por uma sofisticada guitarra elétrica. Lembre-se do que ele representou para você.

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Este tópico dos Mandamentos do Violonista me pareceu especial para permitir início à minha participação pessoal no fórum e saudar os formuladores e demais integrantes do novo espaço uma vez que, além dos mandamentos traduzirem a meu ver muito bem a impressão deixada pelo Paulinho Nogueira em seus milhares de admiradores, mercê da brilhante trajetória por ele percorrida na história do violão brasileiro contemporâneo, eles parecem também adequados para vir a representar uma espécie de estatutos informais a permear expectativas e visões de muitos dos participantes desta já vitoriosa plataforma de troca de informações e impressões.

É bem verdade que, à luz dos ditames do Paulinho, me sinto bastante “pecador” por fazer parte da grande confraria dos “arranhadores” mas, como já venho fazendo isso há décadas, pelo menos conto com a atenuante não ter “demorado a começar”, o começo é que vem se perenizando!

Mas o que eu gostaria de ver particularmente comentado por vocês é o mandamento muito pertinente do respeito ao violão nos dias de chuva. Minha observação pessoal é que no quadro climático que antecede à situação de chuva o som do violão, pelo menos em ambiente doméstico, atinge o seu auge, fazendo com que mesmo um violão não tão bom se supere perante os ouvidos de quem o toca. Presumo que as condições do ar nos dias/horas que antecedem à precipitação sejam especialmente propícias à propagação e à ressonância do som produzido pelo violão, fazendo com que uma despretensiosa sala ou quarto tome ares de uma catedral.

Acrescente-se que, talvez até pela qualidade diferenciada entre um violão e outro, a susceptibilidade do som ao efeito climático não parece uniforme, às vezes o comportamento sonoro de um dos violões circunstancialmente disponíveis parece ter “deixado de gostar” do praticante, para usar outra das observações do Paulinho e aí, se trocando, o outro parece estar mais amigável.

Gostaria que vocês comentassem essas "idiossincrasias" instrumentais. Elas existem ou ando é “viajando” no assunto?

Um abraço,

Saul Gil

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Saul, antes de mais nada, seja bem-vindo!

Umidade mexe demais com o violão. De menos racha, de mais abafa e amortece o som. Violão pode realmente ser um instrumento traiçoeiro, mas eu nunca tive a sensação de nenhum instrumento meu ter ficado "rebelde". Eu tento seguir o princípio de que ele deve ser bem tratado, conforme o 10º mandamento do Paulinho e me parece que o pinho e o cedro apreciam esse tratamento!

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