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Eugenio

O Violão Sarado

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E além coisas já apontadas pelos colegas, em comentários muito pertinentes, ele ainda vem me dizer que OS ROMEROS e o BARRUECO são só velocidade?

Prefiro o Nassif falando mal da revista VEJA, aí eu concordo 100%. :)

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Acho que tem que dar um certo desconto. Esse artigo foi escrito em 2004, talvez motivado por algum show que ele assistiu (Yamandu ?).

Tem alguns pontos pertinentes, mas no fundo é discussão estética. A influência flamenca foi boa ou ruim para o Raphael Rabello ?

Ele parece ter uma visão "romântica" do violão, aquele tipo de violão de seresta parece ser o que mais faz a cabeça dele, e ao menos nesse artigo tem uma visão bem purista.

Enfim, eu não concordo, mas acho que tem pontos pertinentes.

[]s,

Rodrigo

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Esquecendo um pouco os exageros do artigo, eu gosto muito do lirismo de intépretes antigos como Segóvia, Bream, etc. Hoje é mais difícil de se ver isso. Não que se deva permanecer no passado, requentando fórmulas, mas talvez os "sprinter" atuais sejam a antítese que nos levará a uma síntese e uma volta de um violão mais lírico, contudo renovado.

Um virtuose que, pra mim pelo menos, é uma proposta mais perto desta síntese é Yamashita, estou escutando muito ultimamente seu primeiro cd, Quadros de uma Exposição, onde ele é rápido mas eficiente e preciso, e muito emocionante.

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Não precisa ir muito longe. Basta ouvir o Edelton Gloeden, que impõe um sentimento sem igual em suas interpretações. Ele só é um pouco atrapalhado por sua própria respiração, que se sobressai às vezes em razão do próprio sentimento.

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Uma das interpretações mais bonitas, líricas e derramadas do clássico "Se Ela Perguntar" que eu já ouvi até hoje foi de ninguém menos que o Yamandu.

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Concordo com muito do que ele disse, principalmente pela ótica das pessoas (não violonistas) em relação ao estilo adoto atualmente. A maioria (poucos excessões) acha um porre! E justificam-se realmente com disse o Nassif: Precisa ser tão rápido?

Nossa que confusão!

Canso de ver esses comentários, e trabalho em uma redação, com pessoas que convivo deveria haver até mais entendimento, visto que muitos ouvem, jazz, blues, música clássica (erudita).

Agora avaliem essa ótica com pessoas menos apreciadoras, muito pior, reclamam da falta de (incrível) silêncio, pauas... hehehe

Acho que isso pode impopularizar o violão, muitas vezes vejo gente (nova inclusive) que acaba conhcendo por meu intermédio, a música instrumental, choro, eruditos, etc. E quase sempre, acabam se encatando por Dilermando, Paulinho Nogueira, como explicar? Muitos acham legal ver o Yamandú acelerando, mas.. Sempre falam depois, eu não iria num Show dele nem que me pagassem. Como se questiona isso?

Não concordo com o Nassif enquanto amante do violão e eterno aprendiz. Pois tecnicamente acho que ele só falou besteira, e gosto pessoal não é parametro para nada! Cada qual com o seu!

Juntar Yamandú e Raphael Rabello, outra besteira. São completamente distintos e todos sabemos.

Mas a real é que ele tem o poder da opnião aberta publica. E conta com muita gente e leitores que concordam.

Acho que o certo é que todos essas matizes e variações de estilo devem ser divulgadas e muito!

Eu estaria feliz da vida em ligar uma rádio (tirando o programa do Zanon) e ouvir programas de violão! Choro, Bach, Dilermando...

Se conquistamos as pessoas a nossa volta isso prá m,im já é realização total.

Minha filha está estudando violão :)

E não concorda com o Nassif.

Mas meu sobrinho que gosta de Guns, acha que violão pode ser mais (nas palavras dele) romântico.

Então acho legal a gente ouvir as vozes de fora, que as vezes não só contrariam, mas mostram que podem ser úteis até onde queremos que a arte que nos dedicamos e amamos seja popular.

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É engraçado, a gente não vê uma tendência generalizada de acharem que Paganini ou o concerto de Tchaikovsky ao violino são muito rápidos, ou Liszt ser muito rápido, ou acharem que Charlie Parker e John Coltrane eram muito rápidos. Mas no violão, e também na guitarra elétrica, existe isto de forma muito clara, de acharem (de forma generalizada) que quem tem muita técnica não tem "feeling" e que toca-se rápido demais e isto seria ruim.

Eu tenho uma teoria, preconceituosa, é verdade. Relativamente poucos tocam alguma coisa de piano, menos ainda sax e pouquíssimos violino. Mas todo mundo arranha alguma coisa no violão. Então o sujeito se sente meio humilhado de ver alguém tocando num patamar que pra ele parece inatingível. :icon_twisted:

PS. Não que seja o caso do Nassif, que toca um bom bandolim.

Tem uma singela canção do Steve Vai intitulada "F*** yourself", que entre outras pérolas contém os seguintes versos:

"They come down on me because I know how to play -

Hey... f*** you!"

:devilsmiley:

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O Guinga também comentou isso no DVD Violões do Brasil, dizendo que muita gente tripudia da velocidade, normalmente pessoas que não conseguem chegar lá. Os Assads, que o próprio Nassif mencionou, são metralhadoras violonísticas.

O Hamilton de Holanda seria, pra mim, um Jacobiano no bandolim, acho a gravação que ele fez de "Vibrações" tão boa ou melhor que a do próprio Jacob. E o cara tem uma velocidade absurda. Será que o Nassif colocaria o Hamilton no time dos malabaristas?

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Velocidade nunca é um defeito, o problema é o cara usar a velocidade na hora errada.

Claro que quem tem esse trunfo na manga está em vantagem, mas não precisa tocar tudo a um milhão de bpm's o tempo todo.

De qualquer forma, se eu não gosto de fulano ou ciclano, é só ouvir o beltrano, ué!

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Eu estaria feliz da vida em ligar uma rádio (tirando o programa do Zanon) e ouvir programas de violão!

Porque não o programa do Zanon?

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