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Laterais e Fundo do violão


Fredsalviato

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Depois da experiência do violão com laterais e fundo feito de papel marchê, fica a pergunta:

Até que ponto a madeira da lateral e do fundo influênciam o som de um violão? tirando-se a beleza, é claro, em percentagem qual seria esta influência?

Tenho um violão ovation, com o fundo em fibra, o som é mais alto do que os que tenho em madeira, mas se o violão feito de papel marchê tem um som bom, porque tanta polêmica no uso do Jacarandá? seria tradição, ou a madeira do fundo deixa sua "marca" no som mais do que a experiência mostra?

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Alguém já tocou num violão de papiê marchê? O difícil é acreditar que o violão soe completo nessa experiência a princípio.

Pode ser que tenha som de violão (e até acredito que tenha), mas e o vulome, projeção, resposta ao toque...será que é tudo similar?

Não sei não, acho que a influência existe, porque não acredito que os luthiers gastariam uma grana em jogos de jacarandá (da bahia ou Indiano) se qualquer madeira desse resultado semelhante. Acredito em alternativas, claro, mas acho que tem sua importância, sim.

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O Tessarin construiu um modelo baseado na experiência de Torres onde o fundo é de papelão. O violão perdeu um pouco de volume e projeção, ficou um pouco anasalado, mas está tudo lá, é um violão de verdade.

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Pois é, mas perdeu. É disso que eu estou falando, há perda. Então tem uma parte sensível da "responsabilidade" do som, não é?

Não acho que num violão de alto nível se possa passar com essa perda.

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O jacarandá faz diferença, sem dúvida. A idéia de fazer a caixa de papel era demonstrar que o som era primordialmente gerado pelo tampo, o que é verdade. Mas certamente a caixa tem influência no resultado final.

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Todos falam que o Jacarandá da Bahia é o top em termos de laterais e fundos, mas se o tampo é responsável pela maioria do som, não seria lógico pensar que com outras madeiras se obtem um resultado tão bom quanto?, porque há tanta discriminação no uso de madeiras alternativas se o resultado final não é tão diferente assim?

Tive oportunidade de testar uns cavacos (do mesmo luthier) com o mesmo material do tampo (spruce), e com jogo de fundos/laterais diferentes (canela/imbuia/jacarandá/cedro) fora a beleza eu não notei uma diferença de som tão grande que pudesse justificar o uso de um material especifico, o luthier em questão sabe trabalhar igualmente bem com qualquer um destes materiais, gostaria de poder ouvir violões na mesma situação, mas ai já fica complicado...

Nestes termos, eu gostaria muito de saber o que aconteceria no violão de Pinus do Roberto Gomes, se o tampo fosse

tradicional em pinho, e somente as laterais e o fundo fossem de pinus, creio que o luthier quando domina a arte, compensa o uso de outros materiais.

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Concordo com o Fred. Quem já teve a experiência de ver vários instrumentos semelhantes exceto pelo fundo sabe que a diferença não é tão grande.

Fico espantado que com tantos instrumentos excelentes de outras madeiras por aí ainda há quem escolha o instrumento tendo o fundo de jacarandá brasileiro como critério sine qua non...

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Jacarandá indiano e várias outras madeiras são excelentes para fazer a caixa, esse nervosismo com o jacarandá-da-baía é a lei da escassez em ação: quanto menos tem disponível, mais cobiçado é.

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