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Julian J. Ludwig

Fotos de Violão - Lineu Bravo

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Sou de família de imigrantes espanhóis que, nas lidas da marcenaria encontraram sua forma de sobreviver na acolhedora terra: Sorocaba - SP.

Foi esse o começo.

Desde cedo desenvolvi intimidade com a madeira e estava sempre a burilar nas sobras da oficina de meu pai.

Lá pelos dez anos de idade comecei a tocar cavaquinho e assim aquela relação meramente utilitária com a madeira que até então tinha desenvolvido, transformou-se em algo novo, que ao mesmo tempo me causava assombro e desejo.

Assim fui juntando música e madeira... Aos 14 construí meu primeiro instrumento, um cavaquinho de madeira compensada, o que estava disponível para a minha brincadeira de garoto.

A "obra" me trouxe enorme gratificação, mas o som era péssimo e eu já sabia disso. Logo percebi que um bom instrumento é muito mais que um objeto de madeira. Havia ali mistérios que meu espírito de menino já começava a perscrutar.

LequePelos 20 anos seguintes, algo negligente, levei a coisa como um "hobby".Construí diversos instrumentos, principalmente bandolins e cavaquinhos. Num desses dias aparentemente comuns, vejo-me diante de um verdadeiro violão de concerto. Aquilo aguçou-me a sensibilidade e, curioso, passei a investigá-lo com minúcia. Resolvi que podia. E fiz.

Gostei do meu primeiro violão. Acho que não fui o único, pois em menos de uma semana o vendi ao dono daquele que me havia inspirado. Com o incentivo, importantíssimo, decidi. Tornei-me luthier profissional.

Desde então meus instrumentos têm ido parar nas mãos de grandes músicos. Extraio desse contato as mais variadas opiniões, buscando com isso o aprimoramento do meu trabalho.

Sou antes de tudo um prático e autodidata. E meu autodidatismo advém mais da experiência empírica do que de leitura e cálculos. Acho importante ressaltar que estou falando de minha particular forma de trabalhar, pois, sabemos, há grandes luthiers que lançam mão de profundos conhecimentos científicos em seu trabalho, obtendo excelentes resultados.

Ouvir boa música e conversar com músicos sobre as suas percepções acerca de um instrumento, para mim é muito mais enriquecedor do que ler um livro sobre acústica. Enfim, entre meu ouvido e um paquímetro, fico com o primeiro. Ou ainda, entre ser um técnico e um artista, fico com a segunda alternativa

http://www.lineubravo.com.br/PT/home.php

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Lineu conversa com a madeira,

ouve os seus anseios e atende aos seus apelos.

Profundo mestre-de-obras,

por fim confere um espírito ao seu engenho.

Seus violões são como catedrais.

Guinga

Tive a sorte de encontrar o Lineu no meu caminho.

Além de ser um sujeito formidável, seus instrumentos vão de encontro ao que todo músico exigente precisa: Afinação perfeita, enorme sonoridade, conforto e beleza.

PenezziAlessandro Penezzi

Lineu Bravo é um luthier que promete.

Posso dizer pelo modelo que tenho.

Poucas vezes vi tantas qualidades em um só violão: perfeito equilíbrio entre timbres, impressionante sustain, potente volume, um confortável braço e um lindo acabamento. É um instrumento que, sem dúvida, não deve nada aos grandes violões de renome internacional.

Marcus Tardelli

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Meu caro, sou muito preguiçoso para isso... não me leve a mal.

Se não for muito trabalho, please, me passa um e-mail para "lineu @ lineubravo.com.br" que eu te respondo anexando fotos dos violões que entreguei recentemente ao pessoal do Quarteto Maogani e outras, então você coloca no fórum pra mim. Pode ser?

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Na verdade, das quatro fotos que eu mandei, somente a dos cinco violões juntos é que são do Maogani.

As demais são de um outro violão com um Jacarandá muito bonito.

Quanto ao Quarteto Maogani, são cinco violões, pois o Maurício Marques, hora toca um oito cordas, hora um requinto. Todos têm faixas e fundo em Jacarandá Indiano, escala elevada e verniz fosco.

Pela ordem da foto:

- Oito cordas do Paulo Aragão: Cedro

- Oito cordas do Mauricio Marques: Abeto

- Sete cordas do Carlos Chaves: Cedro

- Seis cordas do Marcos Alves: Abeto

- Requinto do Mauricio Marques: Cedro

Mais uma vez, obrigado pelo "apoio técnico".

Um abraço,

Lineu Bravo

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