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SantosReis

Sugiyama: qual a melhor safra?

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Alguém pode discorrer sobre as qualidades sonoras dos violões de Suguiyama produzidos entre o final dos anos 80 e começo dos 90. Em especial, os 660 (braço), cedro. O que mudou em seu trabalho, entre 1980 e 2008? Existe uma safra melhor?

Abs.

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Nunca toquei num Suguiyama.

Gostaria de vêr uma resenha do Huh a respeito.

A curiosidade que tenho é que é um violão que se fala muito pouco nos dias de hoje.

O que aconteceu? A qualidade do Suguiyama caiu ou os outros luthiers que evoluíram muito deixando ele para trás?

Huh, vc tá intimado!

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Na década de 80 o Sugiyama era onipresente. Primeiro, porque não tinham muitas outras opções nacionais. Segundo, ele era usado pelos músicos mais influentes. O Turíbio usava, o João Pedro Borges usava, etc., então a vasta maioria dos alunos deles usavam (vejam a foto da orquestra de violões do Turíbio no site da Maria Haro e contem a proporção de Sugiyamas ali), os alunos destes alunos que queriam um violão de luthier naturalmente procuravam um Sugiyama, etc. Na música popular, o João Bosco usava Sugiyama, o Toquinho usava, o Chico Buarque tinha um, etc. Quem não usava, é porque usava Ovation, que é outra praia.

Vejo dois motivos pra gente não ver tanto Sugiyama "por aí" hoje em dia: primeiro, temos muitas outras opções, excelentes; segundo, o Sugiyama hoje é muito caro, talvez seja uma forma de restringir a demanda de modo a manter a fila de espera administrável.

Agora, o que eu acho estranho é que não se vê mais tanto Sugiyama nem entre o pessoal "top", praticamente os usuários de Sugiyama que a gente vê hoje em dia são os músicos populares que já usavam desde a década de 80 (e mesmo assim, não mais exclusivamente). Não me recordo de ninguém "novo" que use Sugiyama.

Quando eu toco com o meu, sempre gera curiosidade, tem gente exclamando "Caraca, é um Sugiyama!", pedindo pra ver, até mesmo luthiers não resistem e pedem pra dar uma olhada.

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Este post foi aberto por sugestão do Eugênio, com quem havia conversado. Falei, depois disso, com alguns participantes do fórum para que se manifestassem a respeito. Se me permitirem ( acho que não tem problema) postarei abaixo trechos das respostas enviadas gentilmente pelos colegas da comunidade, de modo que seja possivel compartilhar com todos.

HUH

Sugiyama nunca teve grandes quedas abruptas na qualidade, para falar a verdade. Eu pessoalmente, prefiro os do final da década de 7 e começo de 80. A partir da década de 90 eu acho que ele começou a focar mais pras necessidades do popular mesmo. Daí, tem que ver se a sua praia é mais solo ou acompanhamento (...)

IVANHOÉ FERREIRA

“Cara, eu conheço poucos Sugyiama. Meu Pai teve um de 85 que era um espetáculo... infelizmente precisou vender por dificuldades financeiras... sei que até essa época, e média eram de instrumentos muito bons e de lá pra cá a inconstância foi aumentando.

Acho que o ideal é Tocar, e se Vc não tem muita familiaridade com instrumentos de Luthier "alto nível", levar pra alguém que conheça dar uma olhada. Não existem SugiYamas ruins, mas existem alguns MUITO melhores que outros, e como esse instrumento é supervalorizado, não é bom negocio pagar caro por um exemplar que não seja dos melhores dele, entende!?”

GRF

O meu é de 1986, tampo de cedro. Pessoalmente eu gosto muito dele, é confortável de tocar e tem um som que eu gosto bastante. O acabamento é primoroso. Do pessoal que eu conhecia que comprou Sugiyama por esta época, entre 83 até 89 (época em que estava estudando regularmente), lembro de serem instrumentos muito bons.

Ele tem um som mais redondão do que, digamos um Abreu, que é mais claro. É aquele som mesmo do João Bosco e do Turíbio no final da década de 80, bem característico. Comparando novamente com o Abreu, é mais fácil de tirar som do Sugiyama, mas em compensação é mais difícil dosar a dinâmica, pianos, crescendos, etc. porque mesmo tocando já sai um somzão. Se sentar a mão com muita empolgação, o som sai meio estourado - só que não precisa.

Na época que eu comprei o meu, ele tinha um modelo de estudo, um pouco mais barato. Era um violão tão bem acabado quanto o de concerto, e com o mesmo som, só que com menos projeção. Este meu (de concerto), quando eu estudo no quarto, parece que tem menos som, o som fica meio preso; se eu toco numa sala um pouco maior, num auditório, aí é que o bicho "abre" e dá pra sentir o som dele por completo. (...)

O meu é o ESR-66, número 299. Não sei quais eram os códigos dos outros modelos. Quando eu comprei, tinham 3 modelos: o de estudo (US$800), este meu, com jacarandá indiano (US$1400), o mais caro, com jacarandá da bahia (US$1700). Segundo o meu professor, que foi quem fez o meio de campo com o Sugiyama, o modelo com indiano e o com jacarandá da bahia eram do mesmo nível de qualidade e som, era mais uma questão de preferência do que diferença de qualidade. O Turíbio comprou um ESR-66 na mesma fornada (ele já tinha uns outros dois Sugiyamas na época), este dele deve ser o número 298 ou 300.

Mesmo com a escala maior, o corpo do Sugiyama é bem "mignon", O diGiorgio que eu tinha, por exemplo, nem sonha em entrar no estojo do Sugiyama. Na mão de um cara de quase dois metros de altura que costuma achar violão pequeno, o Sugiyama vai parecer um cavaquinho (...)

O meu quando chegou, o som evoluía perceptivelmente. Hoje, com os seus 22 anos, eu diria que o som dele é excelente (pro tipo de som do Sugiyama). Nesta época de 83 até 89, o Sugiyama era disparado o violão mais usado pelo pessoal de clássico aqui no Rio, talvez por influência do próprio Turíbio, e não lembro de ter experimentado um Sugiyama que não fosse muito bom, naquela época. Depois de 89 eu parei de estudar por diversos motivos, fiquei meio afastado, só voltei a estudar mais seriamente no ano passado. Hoje em dia um Sugiyama novo é artigo de alto luxo, muito mais caro do que um Abreu, por exemplo. Então de 89 em diante eu sinceramente nunca experimentei outro Sugiyama. Quer dizer, experimentei um (se bem que antigo também) na Luthier e Cia, mas este estava com cordas tão velhas, tão gastas, tão oxidadas, que não dava pra fazer nenhum julgamento. Agora, já ouvi comentários na internet sobre qualidade inconstante nos violões do Sugiyama, só nunca vi um exemplo concreto.

Esta questão do encordoamento, é importante. O meu não gosta de cordas Augustine, não fica bom, mesmo. As Savarez (tradicionais) sem dúvida são as cordas para as quais o Sugiyama otimizou o violão, pena que são caras (a não ser que você consiga quem traga de fora). O meu professor mesmo, que no Abreu dele é fã da Augustine e acha a Savarez horrível, concorda que no meu Sugiyama o negócio é exatamente o oposto. As D'Addario pesadas ficam boas também, embora não tão boas quanto a Savarez. Mesmo com cordas pesadas ele é bem confortável. (...)"

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Uma boa opção para sentir um Sugiyama é ver e ouvir o recente DVD do Paulinho da Viola/Acústico MTV, vencedor de 7 prêmios Tim. Violão com som limpo e equilibrado nas faixas "Sinal fechado", "Foi demais", "Dança da solidão", "Só o tempo" e "Nervos de aço".

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Que eu saiba, essa turma da antiga que usa Sugyiama. hoje usam os violões feitos no inicio da decada de 80. Já ouvi por ái que o João Bosco já teve mais três Sugyiamas e ainda segue usando o primeiro que comprou.

Eu tenho um amigo que tem um Sete Cordas, que outrora fora um Seis, e foi transformado pra Sete pelo próprio Sugyiama. Esse violão foi do Marício Carrilho. Mesmo transformado, é um bom violão, muito equilibrado e de som Doce. Se não me falha a memória é de 1991.

Abraço

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Minhas impressões: o meu Sugiyama é 660-D ano 1977, tampo de cedro. As laterais não sei. Não são jacaranda da Bahia, inclusive escrevi para o athelier dele, mas ainda não tive resposta sobre o tipo de madeira. Me lembro que custou algon em torno de $1000 na época que encomendei. O som é bem destacado, as primas cantantes (melosas) e os baixos mais para metálicos e leves. Nunca apresentou problemas a não ser um acidente doméstico recente (gatinha pulou no case e jogou-o no chão, rachando o encontro entre a mão e o braço), que me valeu um empeno no braço inclusive. Acho o som dele maravilhoso, o único porém fica com o braço largo demais para pestanas e sequências complicadas nas 1ªs casas. Mudei do Rio para Teresópolis e não tive problemas com diferença de umidade nas laterais e tampo.

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A questão do pessoal "novo" não usar Sugiyama é bem simples: Porque pagar mais de R$15.000 se hoje em dia pode-se ter instrumentos excelentes, e se bobear melhores, por menos? O fato é que antes, não tinha tanto luthier como tem hoje.

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