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Orlando

Violões Artesanais e seus Preços.

Violões Artesanais e seus Preços  

72 members have voted

  1. 1. Você acha justo os preços praticados por alguns luthiers brasileiros entrte R$7.000,00 e R$ 12.000,00?

    • Sim
      46
    • Não
      27
  2. 2. Você compraria um violão dos luthiers brasileiros, na faixa de R$ 7.000,00 a R$ 12.000,00?

    • Sim
      42
    • Não
      31
  3. 3. Você tem recurso financeiro suficiente para arcar com um custo de R$ 7.000,00 a 12.000,00 por um violão?

    • Sim
      25
    • Não
      48


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Intermediador comprar lugar na fila é normal. Acho até que a gente devia ter uma visão menos romântica do mercado de instrumentos artesanais e menos negativa de quem intermedia as transações.

Eu não tenho simpatia pela idéia do luthier que só vende através de intermediários, mas não há nada de imoral nem ilegal nisso, é questão de preferência das partes envolvidas. Eu é que prefiro negociar diretamente e comprar um produto com um nivel mínimo de personalizaçao, por isso é que eu não gosto muito da idéia do intermediário.

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Eu vejo uma utilidade na atuação dos dealers, que é a mesma utilidade de se comprar violão usado: testar e levar. Meus dois eu comprei assim, estavam prontos, testei e comprei. Fico mais confortável assim do que encomendando.

Quanto a encomendar um violão com um intermediário, não vejo problema a priori. Pode ser que o cara saiba gerir o negócio de venda melhor que o luthier. Mas isso é um serviço adicional que certamente encarece o produto.

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Intermediador comprar lugar na fila é normal. Acho até que a gente devia ter uma visão menos romântica do mercado de instrumentos artesanais e menos negativa de quem intermedia as transações.

Eu não tenho simpatia pela idéia do luthier que só vende através de intermediários, mas não há nada de imoral nem ilegal nisso, é questão de preferência das partes envolvidas. Eu é que prefiro negociar diretamente e comprar um produto com um nivel mínimo de personalizaçao, por isso é que eu não gosto muito da idéia do intermediário.

Eugênio,

Eu concordo contigo. Não há nada de ilegal ou de imoral na atuação de dealers, mas quando se impõe a venda via atravessador, embutem, inevitavelmente no preço do violão, a remuneração do dealer. Eu, particularmente, tenho certa dificuldade de aceitar isso como consumidor, mas quem decide a coisa, na verdade, é o mercado. Se houver consumidores dispostos a aceitar e pagar os preços praticados nesse sistema de exclusividade, então essa configuração vai prosperar. Caso contrário, o próprio mercado se encarrega de extingui-los.

Fique claro: não tenho nada contra qualquer dealer e acho inclusive que eles são necessários para ocupar um certo espaço no mercado de violões artesanais.

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:no: Não gosto da coisa, a partir do nome "inglesado" que dão(dealer). Temos tantos sinônimos para a atividade em nossa língua. Se não vejamos: Atravessador, Intermediário, Representante, Comerciante e, em alguns casos, picaretas, etc. Um luthier que produz bons instrumentos não precisa desse profissional entre ele e o comprador final. Um luthier que não produz instrumentos de qualidade não chama a atenção de nenhum desses "beneméritos". Porque é assim que alguns deles se apresentam. Fazem uma publicidadezinha fajuta e levam uma fatia daquilo que deveria ser lucro do luthier, que se quixa do sofrível retorno financeiro da atividade, e ainda se dizem "irmãzinhas" de caridade. Entrar numa fila do luthier X, comprar seu violão pelo preço que ele cobraria pra qualquer outro comprador, pagar um adicional para abreviar a entrega do instrumento e depois vendê-lo pelo preço que lhe convier, se achar quem pague óbvio, isto é saudável e até pode ajudar o luthier e coloca à disposição do comprador final a oportunidade de experimentar o instrumento e não esperar pela sua construção. Colocar-se entre o luthier e o comprador final, sem nada desembolsar, e lucarar algum, aos meus olhos, não é uma atividade louvável. Comprar violões, usados ou não, e revende-los aplicando as margens de lucro que os compradores estejam dispostos a pagar, trazer violões de luthier que os consumidores finais não tenham acesso a tais luthiers, ok. Fora disso aí, não acho nada interessante e não alimento de maneira nenhuma, com meu parco dinheirinho, esses, digamos, beneméritos. Mas.... quem achar legal e insdispensável, que fique à vontade. :bye2:

Edited by Orlando

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Orlando, atravessador e picareta nunca foram sinônimos de intermediário, esses dois termos têm uma conotação negativa e é bom a gente moderar um pouco aqui, porque aí você começa a entrar no terreno da acusação de desonestidade.

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Não sei se contribui com o debate, mas um colega meu encomendou um modelo de estudante de um muito conhecido luthier. Ocorre que a publicidade feita por seu representante exclusivo parece ter feito com que a venda de modelos mais caros saiam mais. No final das contas, meu colega havia pago tudo adiantado, a entrega atrasou uns nao sei quantos meses de promessa, até que enfim, o representante devolveu o dinheiro desse meu colega.

De um modo geral, minha muito superficial impressão é de que a publicidade, sobretudo virtual, ajustada a aspectos econômicos, tem criado alguns mitos com relação a luthiers e instrumentos. Isso eu realmente lamento. Vejam, nem chego a dizer que é errado. Sim, o luthier tem que vender, é com esse $ que paga suas contas, mas a gente acaba vendo muito anúncio de instrumento que, no final das contas, não vale o valor cobrado. Mas, às vezes, "verdades" são instituídas e é difícil desconstruí-las. Sugestões do tipo "vc deve ir lá no atelier e testar os instrumentos" são tão honestas quanto pouco acessíveis a quem não mora no eixo RJ-SP, onde estão vários dos mais "comentados" artesãos. Enfim, acho que esse meu desabafo é pra dizer que sinto falta de esse mercado (e não desconsidero o aspecto comercial envolvido) ser um pouco mais humanizado. Afinal, estamos falando de arte, não de sabonete.

Romântico? Bom, talvez seja sim uma postura um tanto tonta de minha parte. Abraços a todos.

Edited by Márcio Ronei

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Não tenho nada contra a ação dos dealers, não tenho visão romântica da luthieria e não acho violão obra de arte (apenas instrumento).

A questão que levantei inicialmente é que no meu entendimento houve por parte dos dealers, foi uma ação para uma subida artificial nos preços dos violões dos luthieres, coisa que se vê em outros mercados também.

Não sou maniqueísta em achar que todos os dealers são ruins e os luthieres são bonzinhos e coitados.

Apenas acho que esse mercado parou de agir de forma "natural" e concorrencial depois dessa interferência.

Acho que o grande resumo da ópera é todos entenderem que o fetichismo ao violão só interessa a quem vende.

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:bye2: Eugenio, concordo com você que: gramaticalmente falando, atravessador e picareta não são sinônimos. Por outro lado, dentro de um aspecto comercial e em linguajar informal de uso popular, quem se interpõe entre o produtor e o consumidor com a finalidade de obtenção de lucro financeiro é sim um atravessador. Se esse atravessador visa unicamente a melhoria de seus lucros, como em muitas atividades que conheço e que combati esta prática, espoliando ao mesmo tempo consumidores e produtores, aí sim temos um "picareta". Em momento algum afirmei a presença dessa "categoria" (picareta) no ramo do violão artesanal. O que não me dixa confortável é a utilização de um vocábulo importado para caracterizar algo que temos em nossa língua várias palavras para qualificar. Como se isso fosse deixar a atividade, aos meus olhos em muitos casos danosa, uma obra de caridade aos compradores de violão artesanal. A entrada desses profissionais no ramo de violões artesanais, puxaram sim os preços desses instrumentos bem para cima e isso ninguém pode negar. Será que os luthiers envolvidos estão ficando mais sossegados financeiramente com essa nova modalidade de venderem seus violões? :giveup:

Edited by Orlando

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Orlando, só estou sugerindo que pense bem antes de usar esses termos porque eles acusam desonestidade por parte da pessoa. Atravessador tem um significado negativo e picareta é mais pesado ainda.

Eu fiquei curioso e dei uma fuçada nos preços agora de manhã, vi instrumentos brasileiros sendo vendidos a 18.000 reais, o que pra mim foi uma surpresa, mas na média tinha muito instrumento de renome sendo vendido na faixa entre 7.000 e 12.000, que parecem ser as linhas divisórias que motivaram a abertura do tópico. Também vi violões de ótima reputação abaixo de 7.000.

Se você for comprar diretamente dos luthiers de reputação hoje em dia, você vai pagar na faixa entre 7k-12k (ou mais em alguns casos), então continuo tendo dificuldade de entender como é que os intermediários causaram essa explosão de preços que vocês estão falando.

O caso citado pelo Márcio é que me deixa mais preocupado, mas também não sei com que freqüência isso acontece e volta e meia tem luthier que se enrola nas entregas, independente de ter um intermediário.

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