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Julian J. Ludwig

Revisões de Violões

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Um tópico para cada luthier parece-me o mais apropriado, mas tb acho que ficaria bem organizado juntamente com as fotos dos violões de luthier. Outra coisa interessante seria a presença, se possível, de vídeos. Isso tornaria as resenhas menos subjetivas.

O Samuel poderia postar ou autorizar o ctrl+C das excelentes resenhas feitas por ele e que estão espalhadas pelo violao.org

O Guto tb fez algumas excelentes resenhas e seria interessante aproveitar o que já está resgistrado.

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Só minha opinião: teimoso é todo aquele que acha que só seguir o que ele acredita, nos mínimos detalhes, é válido, e todo o resto não presta.

Álvaro, concordo plenamente.

E o Julian J. Ludwig agiu com bom senso e polidez, na condução do tópico, como de costume.

Abs.

nitsuga.

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Oi pessoal, parece que o projeto ficou parado...

A gente precisava procurar reunir todas as resenhas.

Eu mesmo faria isso, mas no momento não vou poder me dedicar tanto quanto eu gostaria.

Alguma alma bondosa gostaria de tentar?

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Estou se tempo também, mas deixo aqui a permissão para pegarem as minhas, lá do violao.org, contanto que colocando a data em que cada uma foi feita (pois tudo pode mudar dependendo da idade do violao), e indicando a fonte, para contextualizar.

Acho a ideia legal mesmo, principalmente se bastante gente participar com resenhas, pra que se possa ter uma amostra mais geral das opiniões.

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Um tópico para cada luthier parece-me o mais apropriado, mas tb acho que ficaria bem organizado juntamente com as fotos dos violões de luthier. Outra coisa interessante seria a presença, se possível, de vídeos. Isso tornaria as resenhas menos subjetivas.

O Samuel poderia postar ou autorizar o ctrl+C das excelentes resenhas feitas por ele e que estão espalhadas pelo violao.org

O Guto tb fez algumas excelentes resenhas e seria interessante aproveitar o que já está resgistrado.

O "Pobrema" é que eu fiz as comparações relativamente, ou seja, considerando as qualidades relativas a um instrumento de preço X.

Talvez seja o caso de editar alguma coisa pra se adequar ao modelo vigente. Assim que der eu faço isso.

Julian, onde colocaríamos uma resenha de violão de fábrica? E como o tópico é trancado, como alguém poderia te ajudar juntando as resenhas?

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Ali poderia ser só o índice.

Eu ainda escrevi:

Para enviar a sua resenha, basta postar no tópico do respectivo Luthier.

Se o Luthier ainda não possui o seu tópico, fiquem a vontade para criar um.

No momento só o Jorge R. tem um tópico.

Não sei, realmente parece ser mais fácil mandar as resenhas nos tópicos das fotos.

Ai eu pego e coloco no índice.

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Ah, eu tinha entendido que era pra postar no tópico das fotos. Acho que estou meio distraído.

Ok, Julian, desculpe.

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Pessoal, só pra postar o texto novo, que revisei, sobre como avaliar violões. Acho que agora é final. Julian, está um pouco diferente já em relação ao que te mandei por mp, então, se quiser alterar, basta copiar daqui.

Como avaliar um violão.

Autor: Samuel Huh

Data: Fevereiro/2009

Este é um guia de auxílio a quem deseja avaliar um violão. O sistema foi desenvolvido para que se certifique que quem faz a avaliação esteja considerando a maior parte dos quesitos importantes. O peso que se dá a cada quesito vai depender exclusivamente da importância pessoal que cada um dá a ele.

Identificação: a primeira coisa que é preciso dizer é qual violão você está avaliando, em que data, e com que características:

- data da resenha

- nome do luthier / fabricante

- modelo do violão / número de série (opcional)

- ano de construção

- madeiras (tampo / fundo / laterais)

- preço de venda aproximado

Recomendo não se fazer uma avaliação relativa, ou seja, não ficar considerando preço, estilo de construção, ou outros fatores para dizer se achou bom ou não certo quesito. Apenas escute o violão e emita uma opinião. Assim, se um violão barato tem volume bom, na sua opinião, e um violão top também tem volume avaliado como bom, os dois volumes devem, na prática, ser similares. Ou seja, mantenha um critério absoluto para não gerar confusões. Se você quiser especificar que um determinado violão tradicional tem volume bom, mas que pro tipo de construção ele seria um volume excepcional, escreva uma observação explicitando isso. Caso contrário, toda avaliação deve ser feita sob uma régua global, independentemente do preço e tipo de violão.

Outra coisa: avalie de acordo com a sua impressão pessoal. Não tente ficar imaginando o que outros poderiam pensar sobre o instrumento, mas apenas seja sincero com a sua opinião. Você não precisa tocar extremamente bem para ter uma impressão pessoal. Obviamente, quanto maior a sua habilidade como violonista, melhor a sua capacidade de extrair todas as nuances do instrumento. Porém, lembre-se que se apenas concertistas pudessem avaliar instrumentos, nem luthier poderia emitir opinião! Então, se muitos luthiers, mesmo não sabendo tocar bem violão, conseguem avaliar violões, você também pode desenvolver o seu ouvido para isso. No fim das contas você precisa é usar o ouvido mesmo, tentando perceber detalhes do som, independentemente de se estar tocando uma peça complexa ou apenas fazendo uma escala cromática e alguns acordes para o teste. Para orientar sobre detalhes para os quais você deve prestar atenção, eu recomendo, pessoalmente, 6 quesitos básicos:

1) Timbre:

O timbre seria o som básico do violão. Sem mexer a mão direita, deixando-a parada perto da boca do instrumento. Que tipo de característica dá uma personalidade única a esse som? É uma voz doce? Ou nasal? Parece um som compacto? Tem alegria? É sóbrio?

Assim, o som pode ter características que te soam como doce, brilhante, metálico, etc.. Algumas palavras que são comumente usadas na descrição de um timbre são: doce, metálico, brilhante, cremoso, escuro, espetado, entubado, pastoso, opaco, seco, encorpado, magro, robusto, nasal, quente... E você pode inventar as suas, de acordo com a percepção que você tenha do timbre.

Além disso, é bom descrever como é a "equalização" desse violão, avaliando como é a sonoridade de acordo com as parciais graves/médias/agudas. É uma outra forma de abordar o mesmo assunto.

Atenção, essa equalização não é comparar os bordões com as primas pra ver se o violão tem um baixo bom ou coisas do gênero. É uma equalização da sonoridade. Cada nota, ao ser tocada, tem uma equalização própria. Pode-se tocar, por exemplo, a nota Mi na 1a. corda, e tentar perceber se essa nota tem um peso maior de graves, ou mais médios, ou menos agudos, etc... E assim se faz para a voz do violão como um todo. Funciona da mesma forma que avaliar a equalização do som do carro, ou de um som doméstico.

2) Envelope sonoro:

O envelope sonoro é a forma como a onda sonora se comporta ao longo do tempo. É uma das características que definem a timbre do instrumento, mas, para fim de avaliação, vamos tratar como um quesito separado. O envelope sonoro começa com o ataque (o momento em que começa o som), segue com o decaimento (a forma como a intensidade da nota vai diminuindo) e dura até o som morrer, definindo a sustentação. Descreva cada um desses aspectos e depois escreva uma avaliação geral.

O Ataque basicamente pode transitar entre um ataque suave e um ataque pronunciado.

O Decaimento pode ser linear, abruto, se manter por um bom tempo pra depois cair, etc..

A Sustentação pode ser alta ou baixa, e tudo o que compreende os dois extremos.

Defina, de acordo com as suas experiências, o que seria sustentação alta, baixa, decaimento abrupto, etc... a medida que mais resenhas forem sendo feitas por você, os seus critérios irão ficar mais claros. Os mais diferentes envelopes podem ser igualmente bons. Por exemplo, um som com ataque agressivo, decaimento abrupto e baixa sustentação de um instrumento flamenco é muito bom. Já um som com ataque suave, decaimento gradual e alta sustentação de um Bouchet, também é muito bom.

Mais sobre envelope sonoro em: http://pt.wikipedia.org/wiki/ADSR

3) Propagação sonora:

A propagação é a forma como o som se comporta no espaço. Para avaliar propagação, fazemos uma avaliação de diversos quesitos:

Volume: Quanta potência tem o som do violão de perto. Num raio de 3 a 4 metros.

Projeção: O quanto desse som, que comeca com um volume X, consegue atingir uma distancia maior. E em que condições ele chega lá. A projeção pode ser descrita como tendo duas componentes: alcance, que seria o quão distante o som chega, e ambiência, que seria o quanto esse som preenche o ambiente. Alguns instrumentos têm uma projeção bem direta e boa apenas frontalmente, e outros têm uma projeção que se espalha por todos os lados do ambiente, preenchendo todo o salão. E existe todo um mix das duas coisas.

Nitidez: É o quão clara, inteligivel fica a característica individual de cada nota tocada. Se ao tocar um acorde se pode reconhecer todas as notas, ou se fica tudo embolado. Se em trechos com duas ou mais vozes, cada voz soa com clareza.

Retorno: É o quanto o violão é ouvido de forma fiel por quem toca. Se a sonoridade que chega ao que está tocando corresponde ao que a platéia está ouvindo. Se o volume com que chega é o suficientemente adequado pra quem toca, e se mostra fiel a quem ouve.

A propagação sonora tem que ser avaliada em conjunto. Afinal, fatores isolados podem não descrever bem o comportamento do instrumento. Somente dizer que tem volume bom, ou projeção boa, ou nitidez, sem considerar o mix de todos os fatores, pode levar a enganos. Por exemplo, pode acontecer que um violão tenha projeção excelente mas mesmo assim tenha desempenho pior num palco do que outro com projeção mediana. Como?

Digamos que o violão 1 tem um volume maior, ou seja, tem como ponto e partida um nivel mais elevado de potência, e uma projeção média, fazendo com que o som chegue a um ouvinte no fundo da platéia num volume razoavelmente menor que o emitido de perto. Já o violão 2 tem um volume menor, mas uma projeção excelente, chegando na distância com volume quase sem perdas. Nessa situação pode ser que, como o ponto de partida do violão 1 foi maior, mesmo com as perdas na projeção, ele ainda chegue com mais volume na distância que o violão 2. Seria um exemplo de violão com projeção pior, mas que ainda chega melhor no fundo da platéia.

Também podemos ter violão com menos volume que é melhor ouvido que violão com mais volume, aplicando exatamente o mesmo raciocínio. E também podemos ter um violão que chega com nitidez e outro todo embolado, e de nada adianta ter bom volume e projeção sem nitidez. Enfim, são diversos cenários possíveis. Assim, fica evidente que você precisa fazer um texto que correlacione todos os fatores de forma a emitir uma impressão conjunta.

4) Ajuste

Ajuste é o nome utilizado para o conjunto de características técnicas que um instrumento possui. São praticamente pré-requisitos para poder se dizer que um instrumento é bem construído. Essas características, que se originam de um ajuste mecânico, muitas vezes podem ser grandes empecilhos, ou grandes aliadas do intérprete. Os subquesitos:

Afinação: É a capacidade do instrumento ser afinado por alguém de forma satisfatória, facilmente, e manter a afinação. Afinando as cordas soltas, as posições presas ficam ok? A afinação da corda sol está ok em todas as casas? Existe compensação para contrabalancear o fenômeno de deformação das cordas? O braço afina em todas as posições? etc... É claro que as tarraxas influem neste quesito, mas seria bom tentar abstrair o efeito delas, focando a a atenção no instrumento em si.

Equilíbrio: Equilíbrio é o quão regular e consistente é a sonoridade em todas as situações. Se os graves e os agudos estão em proporções adequadas, se cada corda tem uma sonoridade compatível com as demais, se as transições de posições no braço não geram rupturas no tipo de sonoridade, se todas as casas têm notas com a mesma duração, volume, etc... Se quiser, pode-se usar dois critérios para avaliar equilíbrio:

- Entre cordas: Verificar se o equilíbrio entre bordões e primas é mantido. Se entre uma corda e outra, não existe grande discrepância. Se a transição entre Ré e Sol, ou outras cordas, é suave.

- Entre casas: Verificar se o equilíbrio entre a sonoridade e volume numa casa é equivalente à outra. Se as posições sobreagudas não têm grande perda de qualidade. Se existem casas ou posições onde a sonoridade fica diferente, nota mortas ou notas fortes demais.

Tocabilidade: é o quão confortável e fácil é tocar o instrumento. Envolve ergonomia de braço, tensão, regulagem entre cordas e de rastilho e pestana, regulagem de ângulos de construção para possbilitar uma ação menor sem trastejamento, apoio para braco direito, etc... É, como todos os outros quesitos, algo muito pessoal, que vai variar de acordo com a sua anatomia e forma de tocar. Pode-se, se quiser, segmentar a tocabilidade em:

- Mão esquerda: O grau de facilidade para executar movimentos com a mão que vai na escala. Velocidade, abertura vertical e horizontal, posições espremidas, facilidade de ligados, força necessária para tocar, formato confortável de braço, acesso a posições altas, etc...

- Mão direita: O grau de facilidade para executar movimentos com a mão que puxa as cordas. Volume produzido, força necessária para tocar, distância entre cordas que facilite coordenação e evite esbarrões, liberdade pra mão direita se movimentar, etc...

-Pontos de apoio: A somatória de fatores que permita um encaixe confortável do violão nas pernas, no ponto de contato com o braço direito e no peito. Ter uma sensação de segurar o violão que facilite o relaxamento do corpo. Tamanho e formato de corpo adequados, abaulamentos, apoios embutidos, etc...

Mecânica: a mecânica do instrumento é o aspecto físico do violão, a durabilidade, a facilidade de manutenção, a capacidade de resistência às tensões, de evitar empenamentos. A probabilidade de não ter perda de sonoridade, ou de desempenho, ao longo do tempo. Esse aspecto é talvez o mais difícil de se avaliar, muitas vezes se necessitando de um profissional gabaritado na luteria para que se possa emitir qualquer opinião confiável. Caso você seja totalmente ignorante no assunto, pode deixar em branco.

Mas, obviamente, com alguma experiência, algumas considerações podem se feitas, como a de que quanto menor a espessura do tampo, laterais ou fundo, dentro de uma mesma estrutura de construção, teoricamente maior a fragilidade. Ou que, em geral, goma-laca como verniz é mais sensível a suor e riscos que poliuretano. Ou que tampos compostos, feitos de camadas de materiais diferentes, podem gerar maior dificuldade de reparo, etc... É claro, todos esses fatores dimensionais, de escolha de materiais, e estruturais influem na sonoridade. Assim, não se pode esquecer de avaliar também o resultado musical combinado com a confiabilidade mecânica do instrumento.

5) Resposta:

A resposta é a capacidade do instrumento responder aos estímulos do intérprete, modificando as características do som de forma fiel ao desejo de quem toca. Existem três tipos de resposta:

Resposta Tímbrica: A resposta tímbrica é a forma como o instrumento reage a estimulos de mão direita e esquerda, de forma a produzir variação ou homogeneidade no timbre de acordo com o desejo do intérprete. Aqui, é preciso quebrar a dualidade colorido x uniformidade. Eles não são necessariamente auto-excludentes. Existem instrumentos que são capazes de ser altamente coloridos ou altamente uniformes, se o intérprete assim o desejar. É claro, há outros que só conseguem ser coloridos e não conseguem uniformidade (a não ser à custa de muito trabalho), e outros que só conseguem ser uniformes mas não têm capacidade de serem muito coloridos. Quanto mais fiel a resposta, em ambos os quesitos, melhor. E também tem o vibrato nessa equação. Explicando melhor:

- Colorido: É a capacidade do instrumento variar as características de timbre (descritas no item 1) de acordo com estímulos e variação de mão direita ou esquerda (esta, ao escolher opções de digitação). Quanto mais maleável e ampla for a gama de variação, e quanto mais sensível essa variação for às variações de estímulo, melhor o colorido.

- Uniformidade: É a capacidade do instrumento responder de forma totalmente uniforme, com respeito a timbre, se for do desejo do intérprete. Quanto mais fácil e uniformemente o timbre puder ser produzido, melhor a uniformidade.

- Vibrato: É a facilidade e expressividade com que o instrumento consegue propiciar o vibrato de mão esquerda. Seria uma outra forma de resposta que envolve a mão esquerda, além do uso de variações de digitação.

Resposta dinâmica: É o quanto o instrumento responde a toques entre o pianíssimo e o fortíssimo. Se ele se comporta bem na sonoridade dos pianos, ou se não se distorce nos fortes. Se a transição entre cada etapa demanda uma variação estímulo lógica na mão direita. O instrumento consegue produzir pianos sonoros, projetados, expressivos? O instrumento chega aos fortes sem distorcer? O quão forte ele consegue chegar? Mantém uma consistência sonora?

Articulação: É o quanto o instrumento responde a diferenças de articulação na música. Consegue facilitar legatos? Separa bem as notas sucessivas quando se necessita fazer non-legatos ou staccatos? O quanto que cada tipo de articulação, desde o molto legatto ate o molto staccato consegue ser produzida, com facilidade e nuance? O violão tem o leque de propiciar facilidade em tudo, ou tende a ser mais facil ou mais dificil em notas ligadas ou staccatos?

No final, voce terá uma descrição de como o instrumento responde na sua mão, nos mais diferentes casos. O que vai mostrar o quanto ele é maleavel ou arisco.

6) Estética:

É o quão belo, visualmente, é o instrumento. Aqui, o ideal seria colocar fotos dos detalhes, mas descrições também podem ser utilizadas. Este é um quesito especial, pois não trata o instrumento como ferramenta musical. Portanto, se muitos quiserem desconsiderar este quesito da avaliação geral, sintam-se à vontade para fazê-lo, e utilizem apenas os 5 critérios anteriores.

Mas, pra quem aprecia esse aspecto da arte da luteria, e que de certa forma acaba influindo na percepção que se tem do instrumento, é preciso considerar diversos detalhes na avaliação como:

Madeiras: Beleza das madeiras utilizadas, combinação entre elas. Ver desenhos dos veios, rajados, tonalidades, efeitos...

Decoração: Mão, roseta, ornamentação (filetes, ornamentação do cavalete, junções, detalhes decorativos...), selo do luthier, etc...

Acabamento: qualidade da montagem (simetria, encaixes), homogeneidade, textura e coloração do verniz, acabamento dos cantos, quinas, detalhes de colagem, etc...

7) Impressões Gerais:

Faça um fechamento, escreva um balanço das suas impressões, comente sobre detalhes que podem ter passado batidos, aponte um ou outro destaque. Aqui você pode falar livremente.

----------------------------------------------------------

Resumo do esqueleto:

- data da resenha

- nome do luthier / fabricante

- ano de construção

- modelo do violão / número de série (opcional)

- madeiras

- detalhes construtivos

- preço de venda aproximado

1) Timbre

2) Envelope sonoro:

Ataque:

Decaimento:

Sustentação:

3) Propagação sonora:

Volume:

Projeção:

Nitidez:

Retorno:

4) Ajuste:

Afinação:

Equilíbrio:

Tocabilidade:

Mecânica:

5) Resposta:

Resposta tímbrica:

Resposta dinâmica:

Articulação:

6) Estética:

Madeiras:

Decoração:

Acabamento:

7) Impressões Gerais:

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Eu tenho muita dificuldade em avaliar violões se não tiver o meu ao lado para comparação direta. O item 3 (Propagação Sonora), por exemplo, é super complicado. Volume e projeção dependem da sala, da acústica, do nível de ruido no local. Como é que se pode avaliar se não for por comparação direta?

Quando eu viajei para testar o Robert Ruck, o Fanton D'Andon e o Gernot Wagner eu levei meu Samuel Carvalho comigo. Tocava em um, tocava no Samuel Carvalho, tocava em outro, voltava para o Samuel Carvalho e assim por diante.

Fazendo desse forma percebi que o Ruck tinha mais volume que o meu, por exemplo, mas a diferença era pequena, coisa besta. Por outro lado o meu tinha o timbre mais bonito. Ao mesmo tempo o Ruck era mais fácil de tocar e assim por diante. Se eu não tivesse levado o meu violão como teria sido?

Huh, como é que você faz para avaliar violões quando não tem o seu ao lado? É claro que dá pra dizer se o violão é fácil de tocar ou não, se tem bom volume, etc., mas como avaliar o quão fácil, o quão alto?

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