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Robert O'Brien

Jacarandá da bahia e CITES no Brasil

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Bem gente,

Quando alguem fala nesse assunto o pessoal já fica nervoso então calma aí, respira fundo...

Recentemente estive com Wayne Henderson, a pessoa que fez um violão para Clapton e teve até um livro escrito sobre a construção do instrumento. Wayne Henderson

Ele me falou que recentemente vistou Rodrigo Moreira no Brasil e que comprou jogos de jacarandá com ele e que ele forneceu os papeis do CITES para ele poder viajar/importar os jogos.

Deu para entender que foi o Rodrigo mesmo que ofereceu os documentos certos

Pelo que eu entendi, só o Luciano Faria conquistou esse direito e tem a autorização da IBAMA para exportar jacarandá da bahia para fora do Brasil. Mudou as coisas?

Aqui fora a gente fica no escuro com os acontecimentos passo a passo. Por isso resolvi entrar em contato aqui com as pessoas que estão mais por dentro.

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ola Roberto, essa duvida temos todos, que documento vale!!! eu tenho cada vez mais a impressão que nem o ibama sabe direito, pelo menos os atendentes deles, telemarketing é o mau da decada!!! tem quem fornece um passaporte de jacaranda, mas eu não sei mais de nada. enquanto isso jacaranda continua virando carvão no Espirito Santo.

abraço.

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Essa situação é confusa, e ao que parece nem mesmo o Ibama tem vontade de esclarecer. Ao que tudo indica, esses certificados normalmente só são obtidos por quem tem jacarandá em quantidade. Acho que vale a pena telefonar e falar com o Rodrigo, pedir um exemplo de cópia de certificado, etc.

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Publicado em: 19/10/2007 no Jornal "O TEMPO"

Tráfico de árvoresSe passando por luthier, profissional que produz instrumentos, Rodrigo Moreira chefiava esquema de extração e exportação ilegal de Jacarandá-da-Bahia, madeira usada em violões

PATRICIA GIUDICEBelos e caros violões esculpidos com madeira nobre e vendidos por mais de US$ 5.000. O comércio desses instrumentos, aparentemente legal, foi barrado ontem pela Polícia Federal, que prendeu Rodrigo Pereira Moreira, 42. Ele é acusado ser a peça principal de um esquema que extraía Jacarandá-da-Bahia da já escassa mata Atlântica e transformava a madeira, na lista das espécies em extinção, em instrumentos musicais. Ele se apresentava como luthier, profissional que produz artesanalmente instrumentos musicais, mas na verdade era o grande cabeça da quadrilha.

A operação intitulada Wood Stock (estoque de madeira) também remete ao festival de música ocorrido em 1969 que reuniu milhares de jovens na cidade americana de mesmo nome. O principal alvo das diligências é o contrabando da madeira de lei para a fabricação de violões. Segundo a Polícia Federal, em quatro anos, Moreira teria enviado 13t de Jacarandá- da-Bahia para o exterior. O material era exportado especialmente através dos Correios, que não apuram a legalidade do que está embalado para envio.

Rodrigo Moreira foi preso no aeroporto de Confins, quando embarcava para Massachucets, cidade nos Estados Unidos onde ele também mantém residência e uma fabriqueta de violões. Dentro das suas malas foram encontradas lâminas da madeira. A suspeita é que ele contratava alguns luthiers em Belo Horizonte para produzir os instrumentos.

Em Belo Horizonte, foram encontrados em sua casa, no bairro Funcionários, obras de arte e um veículo Land Rover, além de violões prontos para exportação e chapas de madeira. Na fazenda em Matozinhos, foram apreendidos vários cavalos de raça. Segundo a polícia, será investigado se ele usava os objetos caros para lavar dinheiro.

Além dele, foram presas outras 19 pessoas, sendo 13 em Minas Gerais, quatro na Bahia, uma no Rio de Janeiro e duas no Piauí. Dos 60 mandados de busca e apreensão expedidos, 37 foram cumpridos ontem.

De acordo com a chefe da delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal, delegada Tatiana Alves Torres, as árvores eram derrubadas na parte da mata Atlântica que fica no Sul d a Bahia e Norte de Minas e as toras eram levadas para madeireiras da região. Depois eram transportadas para cidades mineiras como Matozinhos e Nova Lima onde eram compensadas. A madeira bruta pode ter mais de 60 cm de diâmetro, sendo que apenas o miolo, parte mais escura do tronco, é utilizada para a fabricação dos violões.

"Não havia documento de exportação. A fraude no caso é que não havia documento de origem da madeira, a nota fiscal é fraudulenta ou a guia de transporte não correspondia àquela madeira retirada naquela área", afirmou a delegada.

Em seu depoimento ontem, o cabeça da quadrilha informou à polícia que os violões mais simples eram vendidos a US$ 5.000. Somente os kits compostos por quatro pedaços de lâminas da madeira eram vendidos nos Estados Unidos a US$ 400 e no Brasil entre R$ 200 e R$ 400. Ele também exportava para Japão, Canadá e Europa.

A operação também foi realizada U.S. Fish and Wildlife Service, agência norte-americana de repressão aos crimes ambientais. Nos Estados Unidos, foram encontrados três violões com valor maior que US$ 6.000 e foi cumprido um mandado de prisão contra um representante de Moreira. Quatro violões foram apreendidos em São Paulo, na cidade de Artur Nogueira. De acordo com a PF, eles foram personalizados e estavam destinados a duplas sertanejas brasileiras famosas.

Depósito no Jardim Canadá foi lacradoBIANCA MELOAs informações da Polícia Federal dão conta de que o depósito onde eram guardadas as madeiras a serem exportadas ficava no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima. O imóvel não destoa muito das outras casas da região: não há placas indicando empresa, parte das paredes rosadas estão visíveis do lado de fora e apenas um caminhão com tijolos e uma carroça podem ser vistos pelo buraco do portão.

A única coisa que denuncia um negócio irregular é o "termo de lacração", afixado na porta pelos agentes da polícia federal. Pedaços de madeira pequenos, outros parecendo dormentes de ferrovias e portas antigas podiam ser vistas do muro da casa. Segundo o supervisor de operações Wellington Teixeira da Silva, 28, que mora a três casas do galpão, não era possível desconfiar de que havia ali negócio irregular. "Chegava madeira de vez em quando, mas aqui tem muita madeireira e também empresas sem o nome na porta. Ninguém estranhava", disse.

O vizinho, que mora no bairro desde 2004, estima que o galpão tenha sido instalado no local um ano depois. "Só dava para ver que era madeira pesada, nada de movimentação fina, nem de clientes." Outra vizinha, a doméstica Carina Mendes, 28, se surpreendeu com a movimentação de policiais federais ontem de manhã. "Parecia até casa abandonada porque ficava mais fechado e ninguém conhecia os funcionários", disse.

Policias avisavam extrativistas de blitzeEntre todas as pessoas envolvidas no comércio ilegal de Jacarandá-da-Bahia estavam dois policiais militares, um sargento e um cabo, lotados em Rio do Pardo, no Norte de Minas. Segundo a delegada Tatiana Alves Torres, os dois ajudavam na concepção do crime, avisando os extrativistas quando órgãos como o Instituto Estadual de Florestas, Ibama ou Polícia Militar de Meio Ambiente iriam fazer fiscalizações e blitze.

O sargento foi membro da PM de Meio Ambiente, mas saiu por motivos de prevaricações. "Eles avisavam os madeireiros, extrativistas quando as fiscalizações iriam ocorrer", afirmou.

A Polícia Federal acompanhou o esquema durante cinco meses. A primeira apreensão feita de exportação ilegal do Jacarandá-da-Bahia ocorreu em 2004. Um homem embarcou no porto de Vitória 33 t da madeira e foi pego dias depois pela polícia espanhola sem documentação. A delegada explicou que a madeira do Jacarandá podia ser cortada e comercializada com os devidos documentos até 1992, quando ela foi colocada na lista internacional da flora em extinção. O Brasil é o único lugar do mundo onde a árvore é encontrada.

Como sua madeira dura até cem anos, ela ainda pode ser encontrada para fabricação de instrumentos de corda. Mas precisa estar especificado qual foi a data da sua extração do meio ambiente. Para se fazer um violão, também é utilizado mogno, cedro, pau-ferro e pau-brasil. (PG)

Publicado em: 19/10/2007

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Eu me lembro dessa historia do Rodrigo ser preso uns anos atrás. Na época até fui para a cidade do Luciano Faria e conversei com ele. Segundo ele, ele era a única pessoa com autorização para exportar a madeira. Isto parece ser verdade por que ele anuncia aqui na revista do Guild of American Luthiers. Só acho o preço muito salgado.

Agora quando o Wayne Henderson me falou que foi para o Brasil comprar maderia do Rodrigo, logo fiquei curioso por que conheço a reputação do Wayne e ele é muito gente fina. Ele me falou que Rodrigo ganhou alguma coisa na justiça mas não soube me dizer exatamente o que. Só sei que ele não teve problema nenhum em sair do Brasil e entrar nos EUA com a madeira.

Estou achando que derepente o Rodrigo até consegiu a autorização do IBAMA. Gostaria de até conversar com Rodrigo sobre esse assunto para poder informar melhor as pessoas aqui. Recebo sempre perguntas sobre esse assunto do mundo inteiro por causa do meus videos e a minha conexão com o Brasil. Gostaria de dar a informação certa. Se alguem souber como entrar em contato com o Rodrigo, por favor me fala.

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O Wayne é aquele luthier que você pede o violão por carta e ele faz o seu violão se quiser e quando quiser, não é? É um dos caras mais famosos de violão de aço e o violão custa uma ninharia, muito comédia.

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O Wayne é aquele luthier que você pede o violão por carta e ele faz o seu violão se quiser e quando quiser, não é? É um dos caras mais famosos de violão de aço e o violão custa uma ninharia, muito comédia.

Isso mesmo! haha Ele é um barato. O telefone dele toca o dia inteiro com pedidos de violão. Ele anota os dados e coloca o papel numa caixa postal grande. Ele trabalhava como carteiro. Ele nem pede depósito e o violão dele custa US$2500. Tem uma fila de 10 anos. Se o violão é para uma caridade , vai para a cabeça da lista. A filha dele se formou recentemente e tinha muitas dívidas. Ele falou que se ela ajudasse fazer o violão que pudia vender o violão para ajudar com as dívidas. Vendeu por US$25,000

O violão dele é super leve. O tampo deforma sob a tensão das cordas de aço. Ele deixa qualquer um pegar o violão e tocar, Deixa jogado no palco sem preocupar. Ele toca super bem também. O violão que eu vi e toquei era numero 400 e toda a parte em pérola foi feito com canivete. Ele também usa canivete para formar os suportes internos do violão. Super gente fina, humilde etc. Ele e a esposa dele tem uma caridade que ensina música traditional da região (Bluegrass) para as crianças carentes nas escolas.

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Robert,

a última vez que conversei com o Jorge Raphael ele estava fazendo todo o trâmite junto ao Ibama para certificar todas as madeiras que ele trabalha, tudo legal. Particularmente não sei como funciona, mas qualquer coisa conversa com o Jorge Raphael que é excelente pessoa e gente super correta.

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