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Eugenio

A Música de Guinga

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Carlos Althier de Souza Lemos Escobar, conhecido pelo apelido de Guinga, nasceu em 1950, no Rio de Janeiro. Ele começou a aprender violão sozinho por volta dos 13 anos. Mais tarde teve aulas com o violonista clássico Damasceno. Guinga começou a escrever canções aos 16 e rapidamente conseguiu ter suas canções classificadas em importantes festivais de música.

Guinga é um compositor único no sentido de que sua música consegue ser fascinante para um público muito amplo. Cantores adoram gravar suas canções e tanto violonistas clássicos quanto populares são seduzidos por suas peças para violão. Muitos compositores escrevem canções criando a harmonia e então cantam a melodia sobre essa base. No caso de Guinga, ele escreve as músicas como se fossem peças de violão. O resultado é que tanto a harmonia quanto a melodia já nascem prontas, juntas e resolvidas. Os letristas então adicionam versos e os arranjadores constróem em cima dessa base sólida.

Suas harmonias conseguem ser incomuns, originais e intrincadas, mostrando influências de Villa-Lobos e Debussy, mas ao mesmo tempo mantendo a idéia e o pulso ritmico de gêneros populares como Samba, Choro e Baião. Ele faz uso amplo de cordas soltas e sua música é bastante idiomática para o violão. Apesar disso, tudo soa "Simples e Absurdo", como o título de seu primeiro CD sugere.

Guinga raramente é visto tocando em frente a uma câmera, aqui ele aparece tocando "Dichavado".

Abaixo você pode ouvir trechos de quatro outras composições de Guinga.

Caiu do Céu é uma música feita para ter um certo clima celestial, e as cordas ajudam a obter esse resultado..

Baião de Lacan, aqui tocada por Marcus Tardelli. A letra é de Aldir Blanc.

Choro-Réquiem também tem letra de Aldir Blanc. Aqui se ouve Guinga cantando acompanhado do Quarteto Maogani.

Cheio de Dedos foi originalmente escrita para violão solo e aqui Guinga toca acompanhado de Lula Galvão, amigo seu de longas datas.

Links Relacionados:

Site oficial: http://www.guinga.com.br

Programa Violão com Fábio Zanon entrevistando Guinga: http://vcfz.blogspot.com/2007/05/70-guinga.html

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Não que isso seja importante, mas achei curioso quando descobri que ele é canhoto.

Descobri isso quando ele autografou meu "Violões do Brasil" ;).

Outro que é canhoto e não inverte as cordas (e nem o violão) é o Baden.

rods

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Interessante saber disso, interessante mesmo. E que luxo ter o livro Violões do Brasil autografado pelo Guinga! :D

Pelo Guinga, pelo Zé Menezes, pelo Alessandro Penezzi, pelo Maurício Carrilho, pelo João Lyra, pelo Gilvan de Oliveira, pelo Paulo Porto Alegre :risadinha::risadinha::devilsmiley: ... Acho que não esqueci ninguém.

Infelizmente não consegui o da Badi Assad - ela deve ter saído correndo - pois está com um nenê de dois meses.

Minha mulher filmou o bis no celular. Todo mundo no palco tocando Duas Contas (a Badi cantando). Pra ser sincero não está nenhuma maravilha. Vinte violões no palco tocando uma música mal ensaiada não costuma ser uma maravilha (apesar de só ter violonista da pesada), o a gravação do celular também não ajuda muito. Mas se vocês quiserem posso tentar postar em algum lugar (caso não esteja infringindo nenhuma regra do fórum).

rods

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Você pode tentar colocar o video no YouTube.

Com tanta assinatura assim, seu livro agora vale uma fortuna! :money: Isso sem falar no valor sentimental.

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Não que isso seja importante, mas achei curioso quando descobri que ele é canhoto.

Descobri isso quando ele autografou meu "Violões do Brasil" ;) .

Outro que é canhoto e não inverte as cordas (e nem o violão) é o Baden.

rods

Tem muitos canhotos que tocam da forma convencional. Jaime Ernest Dias, Flávia Prando... Eu acho que é o certo. Porque se o cara é canhoto e vai tocar piano ele vai inverter o piano? Toco com um violista que é canhoto e ele toca como destro tb. Acho que tudo é questão de praticar. Só isso... Afinal de contas, quando começamos a aprender nenhuma das mãos tem facilidade.

Sei lá...

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realmente esse livro vale ouro !!

o guinga é uma figura maravilhosa , e tem um jeito unico de tocar ....

o mais engraçado é que ele quase parou de tocar por se achar desprestigiado como compositor

certo dia  raphael rabello o levou para conhecer o aldir blanc 

e dai  passarm a formar umas das melhores duplas de compositores e o cara decolou depois ...

salve o grande mestre guinga !! :groupwave:

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Tem muitos canhotos que tocam da forma convencional. Jaime Ernest Dias, Flávia Prando... Eu acho que é o certo. Porque se o cara é canhoto e vai tocar piano ele vai inverter o piano? Toco com um violista que é canhoto e ele toca como destro tb. Acho que tudo é questão de praticar. Só isso... Afinal de contas, quando começamos a aprender nenhuma das mãos tem facilidade.

Sei lá...

Eu tendo a concordar com você Bisdré, mas acho que a coisa é um pouco individual. Por que os Canhotos (Américo Jacomino e Canhoto da Paraíba) preferiram inverter o violão ao tocar com o violão em posição "normal" ? Eles não podiam trocar as cordas e por algum motivo acharam mais natural inverter o violão do que tocar como destros ...

rods

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Mês passado tive o prazer de assistir Guinga aqui em minha cidade, como parte da programação da Semana Guiomar Novaes, evento que acontece anualmente e faz parte do calendário da Secretaria de Estado da Cultura de SP.

O show teve a participação da Cantora Paula Santoro. Sobre a parte musical, nem há o que dizer: foi um primor. As interpretações, tanto de Guinga quanto de Paula, foram de emocionar. De emocionar também é a simplicidade, como pessoa, desse fabuloso compositor e violonista. Fui ao camarim após o show e ele tratou a todos com extrema educação, respondendo a todas as perguntas, autografando cds etc.

Ficamos lá, eu e mais duas pessoas, em torno de uma hora. Nos convidou pra sentar e ficou batendo papo, falando sobre música, sobre a cidade etc. Realmente, além de um músico expetacular, é uma pessoa das mais simpáticas e bem humoradas que conheci nesse mundo da música.

Comentei sobre algumas das digitações que ele faz. Ele respondeu que muita coisa é em função de ser canhoto e tocar como destro.

Uma curiosidade: durante o bis, a unha do indicador da mão direita quebrou. Quando chegamos ao camarim, ele a estava colando com super bonder, pois tinha um show instrumental no dia seguinte.

Outra curiosidade: apesar de fazer muitas apresentações solo e instrumental, ele disse que o que mais gosta mesmo é acompanhar alguém cantando, pois rola uma energia fantástica.

Mais uma: disse que tinha verdadeiro pavor de subir num palco, fobia mesmo, que foi tratada por médico, e hoje já não o atrapalha mais.

Para quem nunca o viu ao vivo, se tiverem oportunidade, não percam. Afirmo que foi um dos 5 melhores shows a que assisti na vida.

É isso.

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