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alvarohenrique

(vídeo) Brasília em 50 variações, de Jorge Antunes, para violão e tape

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Olá pessoal,

Gostaria de divulgar vídeos recentes que coloquei no youtube. São trechos de Brasília em 50 variações, composição de Jorge Antunes, dedicada a Alvaro Henrique (violão). Filmagem ao vivo no IX Seminário Internacional Vital Medeiros (Suzano - SP), em 03 de abril de 2010

A obra "comenta" eventos importantes que aconteceram em cada um dos 50 anos de Brasília. Eis os assuntos abordados em cada uma:

1960 - inauguração de Brasília

http://www.youtube.com/watch?v=0Xh0yYALvKg

1961 - Renúncia de Jânio Quadros e posse de João Goulart

http://www.youtube.com/watch?v=iLqH9iGYlpM

1963 - Assassinato de John F Kennedy

http://www.youtube.com/watch?v=QD4nwLzGYRg

1964 - Golpe militar

http://www.youtube.com/watch?v=JDY-0QcXGxw

1965 - Guerra do Vietnã e AI-2

http://www.youtube.com/watch?v=HDtR0RwaBIw

1966 - Fechamento do Congresso Nacional

http://www.youtube.com/watch?v=2EVkhSSSXaY

1967 - Posse de Costa e Silva

http://www.youtube.com/watch?v=o7SgcCaWsuA

1968 - AI-5, movimentos estudantis

http://www.youtube.com/watch?v=u83Whbvud-4

1969 - Homem vai à lua, milésimo gol de Pelé

http://www.youtube.com/watch?v=S9hsFRgqEVc

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É uma correia comum, como as de violão de aço e guitarra?

Aquele rapaz que postou no fórum em inglês, o Giacomo, que quer tocar aqui no Brazil e tal... usa correia pra tocar também, só que sentado mesmo e de uma forma bem peculiar.

O violão fica quase vertical e ele passa a correia por baixo da perna e senta em cima.

Tem fotos aqui: http://www.giacomofiore.com/archives/2009/strap-it-on

Por que exatamente você tem tocado dessa forma, Álvaro?

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Lembra um pouco a postura do Rogério Caetano tocando, inclusive tenho tocado desse jeito e minhas dores nas costas tem melhorado bastante.

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Não, é uma correia que "projetei", inspirado nas correias de teorba.

thumb-4C81_4BBF1F92.jpg

Ela é 3 em 1. As duas fitas e a corda se encontram no mesmo ponto, que prende na parte de baixo do violão.

Uma das fitas passa por trás das costas e prende na mão do violão. Essa é a principal, que sustenta o peso do instrumento.

Outra fita passa pelas costas, pelo ombro e prende no tróculo. Essa impede o violão de mexer pra esquerda ou pra direita.

A corda prende na cintura e impede o violão de girar pra frente e pra trás.

Quando comecei a testar, cheguei a usar três correias ao mesmo tempo. Coitado do botão que prende na parte de baixo do violão.

Como vocês podem ver no vídeo, o violão não mexe, e não preciso segurá-lo.

Dá pra tocar em pé ou sentado. Se vocês olharem os vídeos que postei nos últimos meses, vão encontrar vídeos em que toco com correia, sentado.

Quem por acaso quiser uma correia igual, pode encomendar com a iguana_adventure[ARROBA]hotmail.com

A propósito, assim que tiver um tempo vou postar no meu site algo parecido com o que o Giacomo fez. Só que só vejo a possibilidade de ter tempo em maio...

Já fiz recitais tocando com banquinho na perna esquerda, um banquinho em cada perna, com A-frames, com almofadas, com Gitano. Outros acessórios testei em casa e não gostei o suficiente pra tocar com eles no palco. O que tem me motivado a conhecer e testar TODOS os acessórios de postura disponíveis no mercado, inclusive a experimentar o uso de correia, é o desejo de sentir conforto e estabilidade em qualquer situação. Uma coisa que me incomodou com qualquer dos acessórios que ou levantam a perna esquerda ou ficam entre a perna esquerda e o violão é que eles só funcionam pra uma altura de cadeira. Tem uma margem pra mais ou pra menos, mas saiu daquela margem, não adianta, aquele acessório não presta, e outro vai funcionar melhor.

No meu caso, em geral as cadeiras que funcionam melhor são muito mais baixas que as que me têm sido oferecidas pra tocar. De um tempo pra cá virou moda oferecer banco de piano, que é terrivelmente alto pra mim. Certa vez tive de usar banquinho + almofada de concerto pra conseguir tocar sem parecer que estava coçando o saco.

Então, já há muito tempo tenho buscado (e não sei se a busca terminou, a correia é mais uma das dezenas de testes que fiz), uma solução que funcione SEMPRE.

Quem começou a me dar a dica foi o Gilson Antunes. Ele comentou, numa masterclass que deu na BRAVIO, que o violão é um instrumento anti-ergonômico (não dá pra tocá-lo sem nenhum acessório ergonomicamente), e que seria interessante consultar a iconografia para ver como se tocava violão quando ele surgiu.

Bem, se você consultar a iconografia, vai ver que imagens de pessoas tocando violão feitas no século XVII são todas com correia. No século XVIII, também todas com correia. No século XIX é que vai começar a ter gente tocando sentado, mas ainda persistem gente tocando com correia. Se for mais pra trás, idade média, Babilônia, encontramos imagens que não são detalhadas, e as pessoas tocam de pé, o que sugere o uso de correia.

Aí chego na Alemanha e vejo gente tocando violão barroco com correia. Réplica de violão romântico com correia também. Ora, se funciona num violão - que não é o violão moderno, mas é violão, o desafio de encaixá-lo no corpo é o mesmo -, por que não ver se funciona no violão moderno?

O problema é que o centro de gravidade de um violão moderno está no braço, próximo da casa 10. O ideal seria, portanto, prender uma correia com um ponto na parte de baixo do violão e outro no braço, na casa 10. Só que se a correia for presa ali, não dá pra tocar acima da nona posição. Colocando no tróculo, o centro de gravidade vai estar fora da correia, e o violão fica penso. Colocando na mão, o centro de gravidade fica tão distante de um ponto de apoio que o instrumento fica instável.

Aí vi uma colega tocando uma teorba, que é um instrumento com o mesmo problema ao quadrado, pois o corpo é uma pena e todo o peso do instrumento está no braço. Ela usava duas correias. Aí me veio a idéia de prender uma no tróculo e outra no braço.

Passei a testar duas correias simultaneamente e aí o negócio já estava dando certo. Pra tocar sentado, isso já bastava.

Voltando à colega teorbista, embora a primeira ideia que pensei foi usar as duas correias prendendo no instrumento, na verdade eles usam uma correia prendendo no instrumento e outra eles usam pra sentar em cima, e impedir o instrumento de girar. Aí comprei mais uma correia, e toquei com 3: uma prendendo na mão, uma no tróculo, e outra pra sentar em cima. Estava começando a ficar bacana, só precisava "zipar" essa zona no botão de baixo, que já não estava aguentando 3 correias num lugar feito pra só caber uma, e às vezes uma escapava.

Aí lembrei do Everton Gloeden, que usa uns fios com ventosas presos na cintura para deixar o violão estável. Testei algo similar pra eliminar uma das correias, a de sentar em cima, e acabei encontrando uma solução que também permitia tocar em pé.

Como o violão fica preso nas minhas costas, a altura em que minhas pernas se encontram é irrelevante. Agora dá pra tocar em qualquer cadeira.

Ainda estou testando essa postura, observando se tudo funciona naturalmente, e até agora estou contente. Mas ainda preciso testar mais pra chamar de definitivo.

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Álvaro,

Vc não sente alguma influênica na qualidade do som do violão, porque o tampo traseiro encostado em vc?

Quando faço algo similar no meu Abreu, percebo uma diferença considerável.

Também tenho mexido bastante na minha postura recentemente, e testado algumas bugigangas. Ainda não testei correia, mas me incomoda o braço direito elevado e "pendurado" no violão. Ao testar a posição estilo Everton/Galbraith, me pareceu muito mais ergonômica (embora ainda preciso trabalhar o ângulo de ataque e som da mão direita aí), mas continua o problema altura da cadeira vs acessórios etc. Porém percebo que neste tipo de postura é mais fácil encontrar cadeiras mais adequadas, pois a posição de sentar correta aí é a mesma que sentar sem violão (ao tocar com banquinho, se a pessoa é alta a cadeira tem que ser baixa, ou o banquinho muito alto e ainda colocar banquinho na outra perna...).

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Olá Prox,

Não percebo diferença de som. É possível que seja em função dos instrumentos que utilizo, em que o fundo vibra pouquíssimo. Esse violão do vídeo é um Simon Marty, e não é possível perceber que a lateral ou o fundo desse instrumento vibre, mesmo nos fff.

De qualquer forma, a área de contato do corpo com o violão, quando sento, é menor que usando um banquinho ou acessório (afinal, o contato com o tronco é o mesmo, e não tem contato na parte esquerda da lateral inferior). Quando toco em pé, só encosto na lateral com um pedacinho de nada do meu braço direito, o resto está todo livre.

Se eu só tocasse no mesmo lugar, com a mesma cadeira, esse problema já estava resolvido. Ainda não está totalmente fora de cogitação dar uma de Galbraith e levar uma cadeira dobrável pra todo lugar, mas só carregar dois banquinhos (peso total 5kg) já me incomodava, então é a solução que só vou pensar quando não tiver jeito mesmo...

O que sei, de qualquer forma, é que o violão é um instrumento cuja natureza demanda pluralidade. É o instrumento mais tocado no mundo, o que significa muita gente querendo fazer coisas diferentes. Ele não tem um padrão de construção nem nas coisas mais básicas, como número de cordas, material das cordas, e como as cordas são atacadas (palheta, dedeira, dedos sem unha, dedos com unha...). A gente teve um momento em que dois ou três conseguiam impôr suas opiniões sobre os demais, mas agora isso é impossível. Aproveite essa pluralidade de opções pra escolher a que for mais adequada pra você. E se essa ainda não for boa o bastante, contribua oferecendo uma solução nova ainda melhor.

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Muito interessante, Álvaro.

Fica meio como violino, que o solista pode escolher se toca sentado ou em pé. Em termos de performance cênica, também é uma vantagem.

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O guitarrista Stanley Jordan usa uma correia de 3 pontas por causa da técnica diferente que aplica, onde a mão esquerda não pode funcionar como ponto de apoio para o braço.

Também concordo com o Mário de que tocar em pé tem uma presença cênica. Violinistas e flautistas tocam em pé quando são solistas, acredito que isso tenha mais a ver com esse aspecto cênico do que com o técnico.

No caso do repertório das 50 variações, me parece ajudar, esse é um repertório que faz mais sentido ver e ouvir no palco do que num CD.

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