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Dilson

Afinal o que é um violão?

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Gente, essa dúvida me surgiu devido a uma discussão que houve no forum do violão.org, que em princípio prefiro não entrar no mérito aqui.

Mas o que eu gostaria de ouvir a opinião seria para seguinte pergunta.

O violão de autor (de um luthier) é uma obra de arte autoral ou uma ferramenta utilitária?

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Gente,

mesmo com alguém tenha lido o tópico do violão.org, sugiro que nessa discussão não se entre em casos específicos e nem citar nomes.

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Eu gostaria de poder dizer "um pouco dos dois".

Porque acho que apesar dele ser, teoricamente, um "instrumento" para fazer música, como o próprio nome diz, sendo a música a "arte" no final, quand este instrumento é "autoral", ou seja carrega em si características do seu autor, a situação fica um pouco mais complexa... imagino que o autor, apesar de ter sido pago para construí-lo e sendo o bem de propriedade de outrém, se sinta também ainda um pouco dono do instrumento.

Se eu tivesse que escolher apenas entre as alternativas propostas ficaria com a "ferramenta", porque um violão sem ser tocado vira peça de decoração. Se bem que não deixa de ser arte nesse caso também... hehehehe.

Acho que não custa muito respeitar a obra do autor, mas não sou de ficar endeusando o instrumento por si só, não.

Enfim, pra variar fico em cima do muro.huh.gif

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Eu tendo a concordar com o Guto e tendo também a ficar em cima do muro.

É uma obra autoral, mas é um instrumento também. O autor o vendeu, então, teoricamente, quem comprou tem o direito de fazer o que bem entender. Por outro lado, esse instrumento foi concebido, projetado e construído pelo luthier e este pode argumentar que, mesmo vendendo, é a ideia dele, a concepção dele que está no instrumento.

Tem luthier que não trabalha com captação. Aí o sujeito compra um violão desse luthier e manda instalar captação em outro luthier. É uma alteração no trabalho do primeiro, pequena, mas é algo que acontece com frequência. Sei lá.

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Pra mim, é instrumento. Uma vez feito, o luthier não apita mais nada. Se o luthier faz o violão pro musico, o músico decide o que fazer com ele.

Se o músico acha o violão uma obra acabada, não muda nada. Se acha que há algo a melhorar, muda.

Acho que nem em instrumentos como o violino (muito mais antigo e consolidado) há tanta celeuma sobre o assunto.

Na verdade, ando meio rabugento sobre o assunto. A música é muito mais importante que o instrumento. Boa música em bom instrumento, que beleza... boa música em mau instrumento, a gente ouve... má música no melhor instrumento do mundo, não é nada.

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...A música é muito mais importante que o instrumento. Boa música em bom instrumento, que beleza... boa música em mau instrumento, a gente ouve... má música no melhor instrumento do mundo, não é nada.

:parabens:

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Não há dúvida alguma quanto a isto a meu ver. É um instrumento e tem que se adequar às necessidades do instrumentista.

Contudo, alguns não o tratam como tal. Há, inclusive, luthiers que fazem o violão agora para o som vir daqui há alguns anos... Há pessoas que têm quase um fetiche, admirando violões como se fossem quadros.

Quanto à colocação do Mário, concordo que o luthier não é mais dono do violão depois de entregue. Contudo, em se tratando de um negócio aonde a garantia é vitalícia, é aconselhável que o músico faça com esse instrumento apenas o que lhe foi proposto. Comprar Ferrari pra correr rally não dá muito certo...

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Este assunto é muito delicado, as opiniões podem ser opostas e não há ninguém com razão, não tem certo e errado.

Em relação a pergunta do Dilson, acho que o violão é uma obra de arte, mas também uma ferramenta utilitária, agora falar de ética, bom senso é muito complicado, prefiro deixar pra lá.

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O luthier deveria ter um contrato que especificasse sob quais condições ele vende o instrumento, este contrato poderia especificar restrições quanto a eventuais modificações no mesmo, visando proteger suas técnicas de construção.

Seria algo assim, eu vendo para você, porém exijo a assinatura de um termo proibindo a manutenção do mesmo por outro profissional.

Como esta pratica não é comum aos luthieres brasileiros, a simples compra do instrumento faz que o dono do violão possa modifica-lo, não há nenhum impedimento legal.

O resto é polêmico, e assim como outros prefiro ficar neutro.

Abraços

Edited by Fred

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Uma pergunta, quais são essas modificações que vocês falam? coisas do tipo colocar captação? tem mais coisa que daria pra fazer?

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