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Dilson

Afinal o que é um violão?

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Algumas:

1- Colocar captação

2- Trocar o tipo de verniz

3- Aumentar o número de cordas

4- Mudar a escala, por exemplo de 65cm para 64cm

5- trocar o cavalete

Estes são fatores "mais simples", aí tem os mais graves, como por exemplo trocar o tampo do instrumento.

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Pra mim, é instrumento. Uma vez feito, o luthier não apita mais nada. Se o luthier faz o violão pro musico, o músico decide o que fazer com ele.

Mário,

Não concordo não. Acho que temos que respeitar a expertise de um profissional, também ficaria frustado ao saber que meu violão foi modificado por outro luthier, se crime não é, mas ético também não pode ser.

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Seria algo assim, eu vendo para você, porém exijo a assinatura de um termo proibindo a manutenção do mesmo por outro profissional.

Fred,

Acho que manutenção, reforma e restauros são coisas diferentes, mudar um "projeto" é uma coisa muito mais delicada.

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Fala Vinão!

Pra mim o buraco é mais embaixo ... O violão do Sergio Abreu por exemplo, é um instrumento reconhecido mundialmente, mas muitos fazem uma ressalva em relação a tocabilidade, imaginem eu comprar um violão dele e modificar o braço? Ou mesmo colocar uma escala elevada? Mas volto a dizer estou falando sobre modificar um violão, e não restauraro ou coisa do tipo...

Mas realmente é um assunto complicado.

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Algumas:

1- Colocar captação

2- Trocar o tipo de verniz

3- Aumentar o número de cordas

4- Mudar a escala, por exemplo de 65cm para 64cm

5- trocar o cavalete

Estes são fatores "mais simples", aí tem os mais graves, como por exemplo trocar o tampo do instrumento.

Entendi, sinceramente algumas dessas me parece uma grande burrice... É impossível o cara não saber que fazer coisas assim vai alterar o projeto do instrumento, mexer no som, prejudicar. Eu acho que isso fica muito antes de discutir se o instrumento é do dono ou do luthier, é preguiça mental mesmo :P (Sei que deve existir casos em que há alguma necessidade e etc etc, mas pelo que eu vejo é exceção).

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Fala Vinão!

Pra mim o buraco é mais embaixo ... O violão do Sergio Abreu por exemplo, é um instrumento reconhecido mundialmente, mas muitos fazem uma ressalva em relação a tocabilidade, imaginem eu comprar um violão dele e modificar o braço? Ou mesmo colocar uma escala elevada? Mas volto a dizer estou falando sobre modificar um violão, e não restauraro ou coisa do tipo...

Mas realmente é um assunto complicado.

Então, Carlos Eduardo, agora imagine que você é absolutamente maluco pelo som do violão do Sérgio, mas não se acerta com o braço de forma alguma.

E aí? Compra outro que você não goste tanto do som porque não pode mexer no braço?

Não estou criticando sua posição, é só para reflexão mesmo.

Eu, pessoalmente, não acho que seja um pecado fazer uma coisa dessas, é mais ou menos o mesmo que o Paulo (Tai) fez quando encomendou um violão ao Roberto Gomes com um braço com perfil próximo ao do seu Tessarin, que ele julgava o mais confortável para ele. Pô, o violão não vai deixar de ser um Roberto Gomes por causa disso... como aliás é um BAITA violão.

Então eu não sou tão purista assim, acho que tem coisas que são bastante drásticas e descaracterizam completamente um instrumento, mas isso não seria uma delas.

O problema e a causa das polêmicas é exatamente que o limite do que cada um considera uma heresia é diferente. Alguns, como o Mário se posicionou, não teriam pudor algum em fazer o que desejassem com o instrumento. E no ponto de que a música é a finalidade maior e não o instrumento, eu concordo plenamente com ele.

Já outros acham que até lixar um rastilho deveria dar pena de morte, hehehehe.

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Eu, pessoalmente, não acho que seja um pecado fazer uma coisa dessas, é mais ou menos o mesmo que o Paulo (Tai) fez quando encomendou um violão ao Roberto Gomes com um braço com perfil próximo ao do seu Tessarin, que ele julgava o mais confortável para ele. Pô, o violão não vai deixar de ser um Roberto Gomes por causa disso... como aliás é um BAITA violão.

Então eu não sou tão purista assim, acho que tem coisas que são bastante drásticas e descaracterizam completamente um instrumento, mas isso não seria uma delas.

Mas essas modificações assim passam pela aceitação do luthier também, as modificações que o povo ta falando pelo que eu entendi são depois de o violão pronto, sem o luthier opiniar ou concordar.

Nesse caso de alterar as medidas eu acho que é fundamental se é pra ajudar o futuro dono, pô, o cara tá pagando uma grana preta num violão, tem que sair do jeito que (dentro do aceitável) agrade mais ao cara.

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Não, eu tô falando de modificar depois mesmo.

Comprei um Sérgio Abreu porque sou louco pelo som, mas o braço me é intragável... E aí, tenho que me contentar com um outro violão que eu não goste tanto do som ou ficar penando com o braço do jeito que é?

Eu não acho que teria nada de absurdo em fazer esse tipo de ajuste. A identidade do instrumento continua todinha lá, então por que não?

Agora, não vejo sentido em trocar um tampo de um violão que já é bom.

Mas se o instrumento está danificado, ou já não era bom, então também não vejo grandes grilos. Vai ser outro violão, mas pelo menos vai ser funcional, melhor que um violão que não é tocado e não serve pra nada.

Por isso que digo que fico em cima do muro, tudo isso é muito pessoal e meio abstrato, tem várias formas de se enxergar.

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Olá a todos,

Segundo Wittgenstein, ética é igual a estética.

Então, julguemos a questão do ponto de vista da estética da modificação realizada.

Quem considera o violão uma obra de arte fechada não vai concordar nunca com modificações. Aí a estética do instrumento se sobrepõe à estética do uso do instrumento.

Agora, quem valoriza a estética do uso vai testar o "novo" instrumento e avaliar se ficou esteticamente agradável (fisicamente mais adequado, com som melhor, maior tessitura etc.). Se ficou, então o luthier teve êxito, porque conseguiu entender o projeto e extendê-lo a novas possibilidades.

Mas se o resultado não ficou bom, então ele cometeu o ato eticamente questionável de interferir num projeto sem entender seus limites.

Assim, entendo que o desempenho do instrumento (e o desempenho do dono com ele) é o verdadeiro árbitro da questão.

Abraço

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