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Dilson

Afinal o que é um violão?

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Não, eu tô falando de modificar depois mesmo.

Comprei um Sérgio Abreu porque sou louco pelo som, mas o braço me é intragável... E aí, tenho que me contentar com um outro violão que eu não goste tanto do som ou ficar penando com o braço do jeito que é?

Guto,

A questão é que o combinado não sai caro pra ninguém meu amigo. Se o luthier não faz as modificações na qual voçê pediu, concerteza ele não quer atender essa necessidade. Já fiz uma vez isso, eu tinha um violão de um luthier bem conhecido (comprei usado) o braço dele pra mim era muito ruim, era um bom violão, mas preferi vendê-lo do que fazer qualquer tipo de modificação. A questão é essa, acho que respeito pela obra alheia é muito importante.

Uma pergunta que deixo, o monopólio de propriedade intelectual poderia incluir os instrumentos musicais?

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:thumbsupsmiley: Eu vejo um violão como um instrumento musical, nada mais que isso, independentemente se ele foi feito numa fábrica ou construido pelo luthier mais famoso do mundo. Eu não considero um objeto de devoção, veneração, amuleto ou correlatos. Pra uns é diversão, passa-tempo, pra outros uma ferramenta de trabalho. Poderá ter um valor sentimental inestimável em alguns casos, tais como: era o violão tocado por um ente querido já falecido, foi construido por um luthier que tinha um grande laço de amizade e este veio a falecer etc. No meu entendimento o violão é de quem o comprou, cabendo a este o direito de fazer dele o que melhor lhe convier. Se eu comprar um violão do mais famoso luthier do mundo e quiser transformá-lo em um berimbau isso só diz respeito a mim, COM UMA CONDIÇÃO: eu não posso deixar o selo do luthier no BERIMBAU e nem deixar que o fazedor do berimbau coloque o selo dele. Isto é apenas a expressão do meu pensamento sobre o assunto. Respeito, sem questionamentos, todas opiniões diferentes da minha. :thumbsup:

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Não, eu tô falando de modificar depois mesmo.

Comprei um Sérgio Abreu porque sou louco pelo som, mas o braço me é intragável... E aí, tenho que me contentar com um outro violão que eu não goste tanto do som ou ficar penando com o braço do jeito que é?

Guto,

A questão é que o combinado não sai caro pra ninguém meu amigo. Se o luthier não faz as modificações na qual voçê pediu, concerteza ele não quer atender essa necessidade. Já fiz uma vez isso, eu tinha um violão de um luthier bem conhecido (comprei usado) o braço dele pra mim era muito ruim, era um bom violão, mas preferi vendê-lo do que fazer qualquer tipo de modificação. A questão é essa, acho que respeito pela obra alheia é muito importante.

Uma pergunta que deixo, o monopólio de propriedade intelectual poderia incluir os instrumentos musicais?

Então, Carlos Eduardo, assim como você, posso ter comprado o violão usado.

E se nenhum outro violão tivesse o mesmo apelo pra mim no som que este? Eu teria que me contentar com outro "menos bom"?

Eu, pessoalmente, não consideraria desrespeito pela obra alheia algo do tipo, mas o que quero mostrar é exatamente que diferentes situações para diferentes pessoas vão resultar em decisões obviamente diferentes cheers.gif.

Abraço!

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Uma pergunta que deixo, o monopólio de propriedade intelectual poderia incluir os instrumentos musicais?

Depende de que propriedade intelectual estamos falando.

Se um luthier inventa um método de construção novo, e registra uma patente deste método, este médoto é uma propriedade intelectual de monopólio do inventor. Para alguém usar, tem que obter uma licença dele.

Pianos Steinway, por exemplo, tem centenas de patentes.

Agora, se por "monopólio da propriedade intelectual" você quer dizer "ninguém pode fazer alterações sem autorização do luthier", aí o negócio é mais complexo.

Se você usa Windows, por exemplo, a licença de uso da Microsoft (EULA - End User License Agreemente - Licença de uso do usuário final) deixa bem claro (se você se dispuser a ler tudo aquilo) que o Windows que você usa não é "seu", ele está licenciado para o seu uso. E você não pode fazer nenhuma modificação nele.

Se um luthier diz que ninguém pode alterar um violão dele sem autorização, então, na prática, quem tem um violão dele não é o dono, mas um "licenciado".

Abraço

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Pra mim o violão pode ser qualquer coisa. Pra mim, ele é apenas uma ferramenta de trabalho, mas não vejo problema nenhum que ele adquira outros significados para outras pessoas, e fico feliz que haja luthiers que atendam a todos os interesses.

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Pra mim o violão pode ser qualquer coisa. Pra mim, ele é apenas uma ferramenta de trabalho, mas não vejo problema nenhum que ele adquira outros significados para outras pessoas, e fico feliz que haja luthiers que atendam a todos os interesses.

Pra mim também.

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Minha opinião é simples: violão de luthier é um produto artesanal, mas feito dentro de um molde, não é como uma pintura. Como se trata de um produto que melhora com o tempo, então vale a pena ter cuidado. Mas uma vez entregue, o luthier não tem mais nenhum poder e o dono pode descer a marreta no instrumento. :violent1::hammercomp:

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O problema que vejo em encarar o violão como obra-de-arte é que ela não se sustenta "artisticamente".

Por exemplo, uma característica fundamental para determinar o valor de uma obra de arte é a originalidade. Portanto, um quadro inédito é mais valorizado que uma réplica da Mona Lisa. Só que uma imensidade de luthiers se orgulham de fazer apenas réplicas. Ouso dizer até que os luthiers que mais se propõem a fazer "arte" são exatamente os que mais ficam fazendo cópias.

Outra característica importante é a irreprodutibilidade, mas um luthier não deve fazer violões que sejam totalmente diferente dos demais - pelo contrário, espera-se que ele atinja um nível de qualidade e o mantenha.

Uma obra de arte também tem seu valor a partir de qual mensagem ela transmite, o quê ela comunica a quem a aprecia com o olhar. Exceto alguns violões exóticos, como o Picasso guitar, acho pouco provável que um violão comunique algo visualmente que seja digno de nota.

Dá pra ver o violão como artesanato, isso sim. E, como todo bom artesanato, é potencialmente uma boa peça de decoração. O piano é um bom exemplo de instrumento musical que virou peça de decoração pra muita gente.

Portanto, a meu ver, tem alguns pouquíssimos violões que são mesmo obra de arte, mas a maioria ou é um utensílio, uma ferramenta para realizar uma tarefa, ou é artesanato. Aqui no Brasil não sei se há algum luthier que construa violões que se propõem a ser obra de arte. Que podem ser artesanato, tem, e alguns são muito bons nisso.

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Minha opinião é simples: violão de luthier é um produto artesanal, mas feito dentro de um molde, não é como uma pintura. Como se trata de um produto que melhora com o tempo, então vale a pena ter cuidado. Mas uma vez entregue, o luthier não tem mais nenhum poder e o dono pode descer a marreta no instrumento. :violent1::hammercomp:

Concordo. Por mais tara que a gente tenha de sentir o cheirinho da madeira, a essência do violão só surge quando ele é tocado. O valor do instrumento está associado às suas possibilidades e não em sí mesmo.

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Considero o violão tambem como uma ferramenta e o dono tem o direito de fazer o que quer com ele. Entretanto poderia sugerir um exemplo para discussão. Você tem um violão de um luthier que tem por filosofia usar sempre goma laca nos seus instrumentos. Depois de uns tempos você percebe alguns arranhões no tampo e decide levar num luthier que te aconselha a colocar pu no tampo por ser mais resistente. A questão é que dentro do violão o selo é do luthier que usa goma laca e assim é reconhecido. O ético não seria arrancar o selo do violão?

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