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Eugenio

Interação entre os estilos

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Eu juro que tentei tudo que estava ao meu alcance, mas não tenho mais nenhum mal entendido a desfazer.

Por favor observem que o Felipe discordou de praticamente tudo que eu disse, mas a gente trocou idéias na boa e ele foi inteligente e educado o tempo todo.

O Flavio lançou uma bandeira branca, vamos tentar debater em paz, sem acusações. Ou o tópico infelizmente terá que ser trancado.

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Como minha mãe me dizia. "Menino, se você não brincar direitinho vou tirar o brinquedo".

Mas agora falando serio. O debate proposto é sobre possíveis barreiras entre o mundo Erudito e Popular.

Opiniões diferentes são muito importantes, pois elas levam ao debate (saudável). Estamos todos no mesmo barco.

O Felipe por exemplo pode discordar de mim numa boa. Eu vou ouvir o que ele tem a dizer, e reavaliar.

Se eu estiver enganado não penso duas vezes em voltar atrás e mudar minha opinião. Tenho essa humildade.

Sobre o que foi dito...

Não vejo um ataque ao violão erudito. Se foi essa a impressão de algumas pessoas, certamente não foi a intenção.

Esclarecido isso podemos ir adiante.

Vejo que muitos relatam o cross-over entre estilos. Acho isso ótimo, deveria acontecer mais.

Há preconceitos de ambos os lados, que espero que fiquem para trás.

Segovia, protagonista desse tópico, foi de grande importância e ninguém nega isso.

Foi questionado o preconceito, e não sua garra em promover o violão.

O fato dele odiar o piano por exemplo não nos ajuda em nada.

Preconceito na minha humilde opinião sempre foi negativo. Não concordam?

(não tem nada a ver com preservação da musica etc)

Vamos partir daqui!

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Chega a ser cômica essa discussão toda. :frusty:

Acho que mais do que já foi repetido que "cada um que toque o que lhe bem entender", impossível. O que importa é haver a liberdade para isso, para transitar entre as áreas e também trabalhar em "recortes" (muito bem dito) mais específicos de cada repertório.

Pelo que entendi, coibir a possível transição entre estas áreas foi o que o Eugenio se referiu a uma postura Segoviana. Ou você é erudito, ou é popular.

Não precisa ser assim se você não quiser, você pode ser apenas violonista se bem entender (eu, por exemplo, e dos ruins...). Acho que essa era a questão, o termo (Segoviano) foi apenas uma referência à rigidez de idéia.

Sei lá, tem gente que gosta de travar lutas homéricas quando na verdade a realidade é pacífica. Não sei se sou muito leigo, ou ingênuo, mas pra mim esta discussão toda está beirando à insanidade.

Abraço e um bom dia a todos.

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Como minha mãe me dizia. "Menino, se você não brincar direitinho vou tirar o brinquedo".

Mas agora falando serio. O debate proposto é sobre possíveis barreiras entre o mundo Erudito e Popular.

Opiniões diferentes são muito importantes, pois elas levam ao debate (saudável). Estamos todos no mesmo barco.

O Felipe por exemplo pode discordar de mim numa boa. Eu vou ouvir o que ele tem a dizer, e reavaliar.

Se eu estiver enganado não penso duas vezes em voltar atrás e mudar minha opinião. Tenho essa humildade.

Sobre o que foi dito...

Não vejo um ataque ao violão erudito. Se foi essa a impressão de algumas pessoas, certamente não foi a intenção.

Esclarecido isso podemos ir adiante.

Vejo que muitos relatam o cross-over entre estilos. Acho isso ótimo, deveria acontecer mais.

Há preconceitos de ambos os lados, que espero que fiquem para trás.

Segovia, protagonista desse tópico, foi de grande importância e ninguém nega isso.

Foi questionado o preconceito, e não sua garra em promover o violão.

O fato dele odiar o piano por exemplo não nos ajuda em nada.

Preconceito na minha humilde opinião sempre foi negativo. Não concordam?

(não tem nada a ver com preservação da musica etc)

Vamos partir daqui!

Concordo plenamente de partirmos daqui.

Como eu falei em outro post, eu acho que aqui no Brasil fica praticamente impossível haver essas barreiras, acho que aqui o violão já nasceu popular, depois é que foram sendo incorporadas outras linguagens.

Abs,

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O Bisdré acabou de falar de radicalismo por parte dos chorões, enfim, é esse tipo de impressão que eu queria colher. Não quero chamar ninguém de mesquinho nem nada do gênero.

Eugênio. É bom ressaltar que o radicalismo é por parte de alguns chorões. E não é só com a música erudita não. Esses radicais são radicais com tudo. Experimente tocar um choro do Jobim ou então tocar o Chorando Baixinho em Mi menor. Eles voam no seu pescoço e dizem: Fuera! Fuera! Se alguém cantar um choro então é morte na certa. Mas felizmente esses puristas estão se esgotando. E melhor... muitos estão mudando de opinião mesmo.

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Imagine o impacto de deparar com uma discussão que propõe a não-existência desse tipo de gente - e em anexo vem uma série de preconceitos e informações erradas. E isso vindo de gente inteligente, educada, que ocupa uma posição de liderança, formadora de opinião, não de um irresponsável qualquer que apenas gosta de ver o circo pegar fogo. É inevitável que se torne uma discussão pessoal, já que se cogita a hipótese que pessoas como eu não devem existir mais. Não basta ralar como um condenado pra conseguir uma migalha, ainda tem de ficar gastando tempo convencendo os outros que a gente tem o direito à existência. Logo a gente, que não rouba, não mata, não estupra, não corrompe, não é corrompido, não trafica...

O benefício da dúvida foi dado, confira que na primeira página ignorei os preconceitos e desinformações, que continuarem sendo repetidos e mesmo aumentados. No ambiente hostil a músicos eruditos como o que foi criado, me vejo forçado a lutar com garras e dentes pra poder continuar exercendo minha profissão, aliás, um ofício dos mais nobres que se pode fazer na sociedade brasileira.

Inimigo do violão brasileiro não somos nós, os violonistas eruditos, tão pouco o coitado do Segovia que está na cova há muito tempo. É o ministro que dá incentivo fiscal pra espetáculo que não precisa de dinheiro do governo e ainda cobra ingresso a R$ 300. É o ECAD que arrecada mas não paga. É uma OMB que é inimiga número 1 do músico profissional. É a emissora que só passa o que foi pago com jabá. É a violência urbana que inibe muita gente de sair de casa e assistir uma apresentação. É o governo que ignora a necessidade de proporcionar educação musical. É o senador que põe milhões de dinheiro público e concessões de rádio (jabá à vista) no bolso e ao invés de ir pra cadeia apenas troca de cadeira. É o banco que usa lei de incentivo pro filho do próprio dono fazer seus filmes e sua revista. É o traficante que transformou um lugar que exportava samba num ponto-de-venda de droga. É esse tipo de gente cuja existência deveria preocupar a nós todos. São eles que estão atrapalhando o desenvolvimente artístico, educativo e cultural do nosso país. São as pessoas que exercem essas atividades cuja existência deveriam ser postas em discussão.

Álvaro. Concordo plenamente com vc. Só acho que esse tipo de coisa não fica só com os violonistas eruditos, ou populares, ou pianistas ou o que for, mas todos nós que lutamos pela cultura, educação e informação sofremos com todos esses itens enumerados por vc. O inimigo do violão brasileiro não são os violonistas, sejam eles eruditos, populares ou o que for. Não é nada bom a gente ver o Gilberto Gil (que um dia admirei) recebendo todo apoio, inclusive financeiro (coisa que ele não precisa) pra fazer mais shows durante seu mandato. Ele leva toda a turminha dele pra representar a cultura brasileira no mundo. Enquanto isso, temos projetos que estão empacados porque a grana que precisam tá lá com o nosso ministro. Tá, cada um é cada um, mas não acho que a Ivete Sangalo seja a representação mais fiel da nossa cultura cantando um refrão que fala a mesma coisa o tempo todo e bota neguinho pra pular. Naquele Brasilian Day em Nova Iorque tinha blues, country... a única coisa menos importada era o axé, que é uma coisa brasileira distorcida. Mas eles foram. Nem uma escola de samba tava lá. Não havia um grupo de maracatu, de maculelê ou qualquer coisa do tipo.

Não sei onde esse nosso papo vai parar, mas enfim... quanto à pergunta inicial, eu acho que eles estão cada vez mais unificados. Não falando em público que acha que vc só é bom se tocar o "Abismo de Rosas". Já me pediram pra tocar o "Abismo de Rosas" e eu mandei "Eurídice". O cara chorou do mesmo jeito e acreditou que aquela era mesmo a música que ele queria ouvir. Na maioria das vezes o cidadão quer só chamar a atenção. As vezes é a sua, outras é a de quem tá com ele...

A maioria das pessoas que estão nesse fórum, tb estao no de violão erudito, isso eu acho ótimo! Estudei o violão erudito, mas prefiro o popular. Só que lá eu aprendi a me interessar mais pelo repertório erudito. Acho que essa troca é super saudável de ambas as partes. O cara que eu mais adimiro que é o Baden, gravou muitas coisas eruditas, talvez não da forma que os eruditos acham certos, mas ele gravou e tocava em shows.

Sei lá... é um assunto delicado, porque cada um tem uma visão e "puxa pro seu lado" mas acho que pode ser uma discussão saudável.

Abraços

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Experimente tocar um choro do Jobim ou então tocar o Chorando Baixinho em Mi menor. Eles voam no seu pescoço e dizem: Fuera! Fuera! Se alguém cantar um choro então é morte na certa.

Gavota-choro pode? :devilsmiley:

E aquela do Beto Barbosa: "Choooorando se foi, quem um dia só me fez choraaarrrr..."

Hahahahaha...brincadeira.

Agora sério.

Acho inclusive que esse assunto (do tópico) pode se estender pro violão em geral, em relação aos outros instrumentos. Dizem que violonista não se mistura muito.

Não sei se a informação procede mas se eu mesmo servir de exemplo deve proceder, já que tenho pouco contato com músicos de outros instrumentos (mais por falta de oportunidade do que de vontade). Violonistas em geral tendem mesmo a se relacionar menos? Ou acontece na mesma medida que em outros instrumentos?

Abraço!

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Minha impressão também é de que os violonistas gostam de interagir mais com outros violonistas. Tem exceções como Ulisses Rocha, Marco Pereira e Fábio Zanon que estão sempre interagindo com outros músicos de diferentes instrumentos. Mas eu arriscaria dizer que também tem muito a ver com o público, que gosta de ouvir violão solo, sem "misturas".

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Minha impressão também é de que os violonistas gostam de interagir mais com outros violonistas. Tem exceções como Ulisses Rocha, Marco Pereira e Fábio Zanon que estão sempre interagindo com outros músicos de diferentes instrumentos. Mas eu arriscaria dizer que também tem muito a ver com o público, que gosta de ouvir violão solo, sem "misturas".

Verdade, pensando agora me veio que até pela deficiência de volume do violão, a mistura tem que ser muito bem pensada, senão tem que amplificar e nunca fica a mesma coisa, além de dar trabalho.

Violão e bateria está fora de questão...hehehehe

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