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Marcosviolao

Raphael Rabello - Se estivesse vivo, quem seria?

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Pessoal, boa noite!

Todos nós sabemos da relevância desse violonista para o Brasil e o Mundo, haja vista que existem vários violonistas estrangeiros totalmente influenciados por ele.

Se Rapha estivesse aqui hoje, vocês acham que seria um Pixinguinha, Villa-Lobos, Radamés, Tom Jobim entre outros, ou acham que mesmo partindo precocemente as 32 anos ele está em nível próximo aos grandes nomes da nossa música?

Abraço a todos.

Edited by Marcos César

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Fala xará.

Sei lá, mas acho que não dá pra comparar muito não.

Pixinguinha, Villa, Tom, são absolutamente geniais.

Pra mim, muito, mas muito a frente de quase todo mundo.

Se Rabello estivesse vivo hj, seria um músico com certeza muito mais maduro, genial com o violão na mão, mas ainda assim, não compararia com compositor nenhum, ainda mais essa santíssima trindade aí de cima..

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Com relação à prospecção do Raphael como um grande nome da música, concordo com o Canduta.

O que eu imagino em um Raphael ainda vivo seriam trabalhos de composições autorais tanto na voz de alguns interpretes quanto em seu violão. O Todas as Canções pode ser visto como um embrião de parte do que ele poderia fazer.

Explorar a musica de diversas culturas brasileiras acho que veriamos também, como talvez um disco com musicas do Canhoto da Paraíba e do tal do Lalão.

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Valeu, pessoal.

Mas, acho que vocês não me entenderam hehehee, a comparação não é em relação à composição, até porque esses citados também acho que estão muito acima dele, seria em relação ao reconhecimento. Por exemplo, para mim Rabello é o violonista mais expoente e relevante, e que me influenciou e influencia mesmo vivido pouco. Vcs acham que essa curta vida influenciou esse tal reconhecimento? Haja vista que existem violonistas vivos e na faixa dos 50 anos que não são tão lembrados como Rabello, isso sem desmerecer a importância destes.

Edited by Marcos César

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Não acho não Marcão, o cara era foda mesmo. O Baden viveu até seus 60 e poucos e foi tão relevante quanto o Raphael, eles trouxeram coisas novas para o violão, assim como o Garoto (que também viveu pouco né).

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O Raphael foi um grande violonista, mas daí compará-lo a Villa Lobos, Pixinguinha e Tom Jobim já soa meio surreal, ou talvez coisa de fã incondicional, o que é perfeitamente compreensível.

Não que um violonista não possa chegar no nível destes grandes gênios, nem estou falando da comparação como compositor (que aí então seria uma covardia), mas falo da comparação quanto ao lado ARTISTA de cada um.

Pra mim, já um Baden Powell ou um Garoto como artistas chegam bem próximos à esses grandes nomes da nossa música, pois acima da importância que tiveram como violonistas, foram músicos absolutamente profundos, que não só trouxeram reais inovações ao instrumento, mas que também tinham uma relação profunda com a arte, com o impalpável (se é que me entendem), de saber dizer a "música das notas", totalmente desvinculados do exibicionismo gratuito ou redundâncias musicais que servem mais pra impressionar os violonistas do que acrecentar realmente à música e à arte como um todo.

Respeito o grande músico que o Raphael foi, mas para minha sensibilidade ele não chegava nesse nível de profundidade. E até se quiserem falar de impotância para o violão, também não dá pra comparar o Raphael à violonistas monumentais como o Baden por exemplo (e o tempo de vida do Raphael não é justificativa, temos o exemplo do Garoto que não precisou viver mais que 3 décadas para se tornar uma das figuras mais importantes de nossa música).

Sou da época que talvez a maioria dos violonistas aqui do fórum ainda nem sonhava em nascer, acho que os violonistas de hoje tiveram mais oportunidade de conhecer o trabalho do Raphael através da sua discografia ou assisti-lo tocar na sua melhor fase (na segunda metade da década de 80), do que o mesmo com o relação ao Baden Powell. Eu tive oportunidade de ver o Baden tocar desde os anos 60, fui a dezenas de shows desde aquela época, vi o Baden fazer coisas inacreditáveis no violão, acho que só quem estava lá pra saber, tem muita coisa no violão do Raphael que a nova geração considera novidade, que o Baden já fazia 30 anos antes. Muitas levadas de samba, arranjos, coisas inventadas pelo Baden que foram copiadas por violonistas posteriores.

Agora quando o Baden dizia uma melodia, aí meus amigos, com excessão de outros pouquíssimos gênios como o Marcus Tardelli e o Hélio Delmiro, não sobra pra ninguém. Era muita emoção!!!!

Um abraço à todos.

Edited by Amorim

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Dificil especular o que ou como o Raphael estaria tocando hoje em dia. Eu imagino que ele provavelmente iria se bater com algum estilo ou linguagem que ele acabaria mesclando ao que ele tocava. Explicando melhor, ele incorporou o Dino, o Baden, o Radamés, o Paco de Lucia, é provável que se encontrasse com algum outro músico que o influenciasse e com isso trouxesse ainda mais novidades para a linguagem e identidade musical que ele foi desenvolvendo.

E ao que tudo indicava, ele tinha abraçado o violão de 7 de forma definitiva, apesar de o último disco solo (gravado nos EUA) ter sido todo no Ramirez de 6 cordas.

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Dificil especular o que ou como o Raphael estaria tocando hoje em dia. Eu imagino que ele provavelmente iria se bater com algum estilo ou linguagem que ele acabaria mesclando ao que ele tocava. Explicando melhor, ele incorporou o Dino, o Baden, o Radamés, o Paco de Lucia, é provável que se encontrasse com algum outro músico que o influenciasse e com isso trouxesse ainda mais novidades para a linguagem e identidade musical que ele foi desenvolvendo.

E ao que tudo indicava, ele tinha abraçado o violão de 7 de forma definitiva, apesar de o último disco solo (gravado nos EUA) ter sido todo no Ramirez de 6 cordas.

Com certeza! Hibrido como ele era...

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Se Rabello estivesse vivo hj ele seria nada mais nada menos que Raphael Rabello.

Não precisa dizer mais nada, pode-se encerrar o tópico.

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