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Compro Di Giorgio - Tarrega

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Valeu pela resposta, Ivanhoé!

Vou ficar de olho nos anúncios de instrumentos antigos, dando preferência àqueles que eu possa ouvir antes de comprar.

O som mais bonito de violão que já ouvi foi um Del Vecchio de 1958, mas infelizmente ele não estava à venda.

Abraços

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Já encontrei alguns Del Vecchio antigos bem bons..... mas todos com uma tocabilidade horrível. Normalmente os Del Vecchio antigos tem o braço um pouco estreito pra nylon, e muito grosso. Também os acho muito feios.

Gianinni, nunca encontrei nada que prestasse... nem novo e nem velho.

Abraço

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Ivanhoé, o que mais impressionou nesse violão foi o som da mizinha a partir do décimo segundo traste. Normalmente, nessas casas altas, o som é estridente, estalado e sem sustentação, mas esse violão era muito evidentemente bem melhor que os demais que conheci (Dornelas Andaluz, Emanuel Carvalho TS5 e TS6, Di Giorgios da década de 60, dentre outros, a meu ver, de menor qualidade). Só que esse violão era uma exceção, os demais Del Vecchios que experimentei, novos e antigos, não chegavam aos pés desse aí.

Esse instrumento está na loja da própria Del Vecchio, na rua Aurora. Se passar em São Paulo algum dia, fica a dica.

Obrigado por expor sua opinião sobre os Gianninis. Volta e meia aparecem uns antigos à venda, modelos top da década de 50/60, como os 1006 e 1008 e fico tentado a comprar, mas não faço isso sem experimentar antes.

Abraços

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Por favor entendam que é apenas uma questão de gosto mas não consegui identificar (ouço bossa nova desde sempre e tenho 52 anos) aquele som aveludado, meio anasalado típico do Tarrega do João Gilberto (feito especificamente para ele). Já tive a oportunidade de tocar: lrmãos Carvalho (double top), Sugiyama, Roberto Gomes (Spiritus), Jorge Raphael (Millenium) , Arone e José Chagas. Não tenho, ainda, condições técnicas para avaliar o desempenho em musica classica. Já pensei em procurar outros modelos de Di Giorgio dos anos 60, mas o Tarrega me fascina. No ano passado havia um anunciado no Mercado Livre por R$ 15 mil!!! e aí fica fora da realidade.

O grande avaliador de um violão é o ouvido e o estilo de música preferida de quem vai tocar. Não adianta nada comprar um violões cheios de detalhes, baixos potentes, primas que tocam como sinos, som cavalar, etc, se o que você está buscando é um timbre aveludado e sem estrondo.

Me lembro que uma vez estive com Thomas Humphrey e ele me contou que João Gilberto pensou em comprar um violão dele, mas que ele disse pro baiano que os violões que ele fazia eram brilhantes demais, que o DiGiorgio era exatamente o que ele precisava.

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O grande avaliador de um violão é o ouvido e o estilo de música preferida de quem vai tocar. Não adianta nada comprar um violões cheios de detalhes, baixos potentes, primas que tocam como sinos, som cavalar, etc, se o que você está buscando é um timbre aveludado e sem estrondo.

Me lembro que uma vez estive com Thomas Humphrey e ele me contou que João Gilberto pensou em comprar um violão dele, mas que ele disse pro baiano que os violões que ele fazia eram brilhantes demais, que o DiGiorgio era exatamente o que ele precisava.

Entrei em contato com a Rita da Di Girorgio. Ela é muito educada e atenciosa. Perguntei se eles fariam uma réplica do Tarrega do João Gilberto. Vejam a proposta. O que vocês acham? Vale a pena?

Alvaro

"Obrigada por entrar em contato.

Seguem em anexo as fotos do violão Tarrega.

Este modelo tem o tampo em Spruce canadense maciço, as laterais em triplo jacarandá laminado (esta madeira está armazenada em nossa fábrica desde a década de 60), braço em cedro, escala em ébano da Índia, tarraxas folheadas a ouro 18k importadas. É possível fazer o violão com o tampo em Red Cedar canadense; o violão fica com o tom caramelo escuro. Acompanha estojo (case). O tempo de construção é de aproximadamente 60 dias. Valor R$ 4.800,00; facilitamos o pagamento em 5 x sem juros no cheque, 3 x sem juros no Visa e à vista 5% de desconto.

O violão do João Gilberto também tem as laterais e o fundo laminado, com o tampo maciço.

O caramelo escuro é o tom mais avermelhado. As diferenças entre este e os Tarrega's de linha:

O violão é construido por um único luthier, desde o inicio até o final.

O triplo jacarandá; ele tem três folhas de jacarandá; olhando por dentro o acabamento também é em jacarandá.

Os de linha, o acabamento interno é em cedro laminado. O acabamento da cabeça; filete branco em acetato contornando

a cabeça, que pode ser esculpida ou em laca preta = João Gilberto. O par de tarraxas é diferente dos de linha; tarraxas holandesas

folheadas a ouro 18; de alta precisão. As tarraxas dos da linha são boas, porém mais simples. Acompanha o estojo (case)

importado; os da linha não vem com estojo. Qualquer dúvida, escreva ou ligue.

Qualquer dúvida, escreva ou ligue.

Atenciosamente

Rita ProettiViolões Di Giorgio

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Eu Jamais pagaria esse preço em um Di Giorgio!!! Mesmo com essa história de que é o mesmo luthier que faz o violão do início ao fim... que luthier é esse? Se fosse um bom Luthier, muito provavelmente não seria funcionário da Di Giorgio.

O Violão JAMAIS vai ser no padrão do Tarrega do João, e a informação que tenho é de que o tampo do violão do joão é de Abeto, e possui corante no verniz pra ficar naquela cor.

Pergunte à Rita se lá na fabrica eles não tem alguns violões separados pra experimentar e vá até lá. Se achar algo como o que você quer, compre.. agora pagar 4800,00 em um Di Giorgio e não poder experimentar, acho que é muitíssimo arriscado!!!

Abraço!

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Até onde eu sei os violões Digiorgio do JG eram de Spruce mesmo, não de Cedro. Também não pagaria R$ 4.800,00 em um Digiorgio, mesmo porque, o som que você está lá na década de 60, e hoje, um violão novo, acho difícil de reproduzí-lo. Apenas uma curiosidade, tem uma foto (postada pelo Roberto Gomes) no violão.org tocando em um Fleta, alguém sabe se ele gravou com esse violão?

http://www.violao.org/index.php?showtopic=11511&st=6

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Eu sempre soube que os Tárregas antigos, incluindo o do João Gilberto, tinham tampo de cedro e o e-mail da representante da DiGiorgio parece confirmar isso. Essa história de colorau no tampo de pinho dos Tárregas pra mim é novidade. Até onde me consta, de uns anos pra cá é que eles começaram a ser feitos com tampo de pinho.

De qualquer modo, R$4.800 num DiGiorgio me parece muito caro, tem muito luthier que vai construir violões melhores por preços mais em conta e manter todas as características do Tárrega: som aveludado, boca oval, tornavoz, etc. Nada disso é patenteado nem exclusividade da DiGiorgio.

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Eugênio, eu tenho dois amigos que tem Di Giorgio Autor, um de 1978 e outro de 1980, ambos com tampo em Spruce e com a tonalidade do tampo na mesmíssima cor do Tarrega do JG. Ja analisei os dois com um espelho internamente, e o tambo é bem amarelinho!!

A única coisa que difere estes dois "Autor" dos Tarrega, é o formato da boca e o Tornavoz. O de 78 tem a mão lisa e laqueada e o de 80 esculpida, laterais e fundo em JB laminado, o de 1980 tem tarrachas Gotoh iguais as que o Suguyiama usava na época. Violões bem interessantes e bonitos, e ambos foram adquiridos diretamente na Di Giorgio.

Não sei o ano do Tarrega do JG, mas se você analisar os Tarrega mais novos, que são de Cedro, a coloração é BEM diferente do Tarrega do JG.

Abraço!!

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Eu sempre soube que os Tárregas antigos, incluindo o do João Gilberto, tinham tampo de cedro e o e-mail da representante da DiGiorgio parece confirmar isso. Essa história de colorau no tampo de pinho dos Tárregas pra mim é novidade. Até onde me consta, de uns anos pra cá é que eles começaram a ser feitos com tampo de pinho.

De qualquer modo, R$4.800 num DiGiorgio me parece muito caro, tem muito luthier que vai construir violões melhores por preços mais em conta e manter todas as características do Tárrega: som aveludado, boca oval, tornavoz, etc. Nada disso é patenteado nem exclusividade da DiGiorgio.

Eugenio:

Já entrei em contato com 3 luthiers famosos e todos se recusaram a fazer um violão com boca oval por duas razões: (i) não conseguem uma roseta oval e, principalmente, (ii) não admitem fazer uma violão com a conotação de replica.

Abraço,

Alvaro

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