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Compro Di Giorgio - Tarrega

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... Obrigado por expor sua opinião sobre os Gianninis. Volta e meia aparecem uns antigos à venda, modelos top da década de 50/60, como os 1006 e 1008 e fico tentado a comprar, mas não faço isso sem experimentar antes.

Abraços

Meu caro,

Caso você tenha informações sobre alguém que possua um 1008 e queira vendê-lo, avise-me por favor, pois tenho interesse em comprá-lo, mesmo em condições precárias, desde que recuperáveis.

Obrigado. Um abraço!

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Eugenio:

Já entrei em contato com 3 luthiers famosos e todos se recusaram a fazer um violão com boca oval por duas razões: (i) não conseguem uma roseta oval e, principalmente, (ii) não admitem fazer uma violão com a conotação de replica.

Abraço,

Alvaro

Alvaro, é mais fácil se voce tentar luthiers menos famosos, profissionais que já têm uma boa reputação mas têm interesse em projetos diferentes ou até mesmo réplicas.

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Meu caro,

Caso você tenha informações sobre alguém que possua um 1008 e queira vendê-lo, avise-me por favor, pois tenho interesse em comprá-lo, mesmo em condições precárias, desde que recuperáveis.

Obrigado. Um abraço!

Eduardo,

Há um 1008 à venda no ML, mas como moro em São Paulo e o instrumento está no Rio de Janeiro, não posso ir ao local para conferir o som e o estado de conservação do violão.

O link do anúncio é este aqui:

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-182799693-violo-gianni-1008-classico-de-1960-_JM

Abraços

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Meu Tarrega é de 1973 e foi por mim comprado diretamente na então fábrica da Di Giorgio, na Voluntários da Patria SP, onde atualmente funciona a Assistência Técnica. Fiz a compra durante uma escala prolongada de vôo, vindo do Rio para Sul. Tomei um taxi em Congonhas e deixei-o aguandando enquanto eu negociava a aquisição. Foi-me mostrada uma série de modelos que fui testando e rucusando. Quando já estava para desistir, perguntando sempre se não havia nada melhor disponível, o Tarrega enfim surgiu "misteriosamente" no cenário e o negócio foi fechado.

A única coisa que me desagradou foi que o tampo tinha aquela cor meio vinho (lembrando a pelagem baio cebruno de um cavalo) similar à do instrumento do João Gilberto mas, em compensação os timbres, principalmente de graves, mostraram-se soberbos, principalmente o do "mizão", que é o mais belo que já ouvi num violão e dá vontade de ficar percutindo repetidamente como corda solta, como se fosse um "mantra".

Depois de mais de duas décadas, a maioria do tempo em Florianópolis que prima pela umidade, a ponte e a escala começaram a descolar enquanto que o verniz das laterais e fundo foi criando grandes manchas esbranquiçadas, como se tivesse havido uma injeção de fumaça sob o mesmo. Contrariando algumas vozes abalizadas e consderando que então eu já tinha outro bom violão, encaminhei o Tarrega à atenciosa Rita na Assistência da Di Giorgio, a qual tratou dos pormenores comigo e a recuperação foi orçada e feita, inclusive com melhorias em relação ao produto original como, p.ex., empregando a metodologia e produtos de colagem do Fora de Série.

No tocante ao aspecto da cor do tampo, evoluí na época para a eliminação do corante no verniz, principalmente depois que tive o feedback da Rita de que o abeto sob a "crosta joão gilbertiana" era belíssimo (creio que se trata de um Engelmann com minúsculas bear claws). Dessa forma fica dirimida a dúvida levantada pelo Eugenio, no sentido que os Tarrega dessa geração teriam o tampo em cedar. O meu, definitivamente, tem o tampo em abeto. Uma outra diferença que notei em relação às fotos do link postado pelo APS é que, no meu, o selo é preto com o logo da Di Giorgio dourado, tendo em branco apenas as pequenas janelas onde está a assinatura do Reinaldo Di Giorgio e a palavra manuscrita Tarrega, além da pavras Classic Guitar.

Essa operação de restauro foi feita no primeiro semestre de 2005 e o Tarrega continua perfeito. Rememorando hoje o episódio da compra e considerada a relutância que eles tiveram para me apresentar o modelo, presumo que ele estivesse reservado para alguém credenciado e recomendado mas, no final, deve ter prevalecido o espírito comercial e a aquisição pode ser feita por este "anônimo". Por outro lado, a menos de distorção de meu sistema auditivo depois das muitas voltas ao redor sol, creio que a qualidade sonora do Tarrega melhorou com a reforma, o que não chega a ser surpreendente se considerar-se que o verniz com corante original passava a impressão de um espesso "vidro" colado na madeira.

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Saul, suas resenhas e relatos são fascinantes, por favor escreva mais sempre que tiver oportunidade. :)

Faz bem uns 5-6 anos que eu vendi o meu Tárrega que era da década de 80, até hoje me pergunto se devia ter feito isso. Não que eu achasse o violão extraordinário, mas ele chamava a atenção e hoje eu acho que vendi barato.

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Obrigado Eugenio. Depois de liberado da chatice de satisfazer à voracidade burocrática e tributária do Leão da Receita Federal, tenho estado mais assíduo. Como me autoenquadro na categoria "troglodita" do meio violonístico, só posso tentar contribuir com menor risco de dizer besteira nas questões gerais. Isso não me impede de considerar-me um grande devedor da comunidade do fórum, que vem me propiciando muitas alegrias e também me permitindo assimilar muito conhecimento a respeito desse mundo mágico do violão, o que vem acontecendo mais ou menos desde 2004, quanto retomei a atenção ao instrumento, após um "jejum" de quase 3 décadas.

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