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Marcosviolao

Testando Violão Emanuel Carvalho

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Oi Marcos, muito legal o vídeo! Valeu por divulgar.

Com respeito ao braço, acho interessante ter esse seu feedback, para poder avaliar aqui com o Emanuel. Confesso que realmente, em alguns exemplares, o braço foi um pouco mais grosso que a média, pois tinha gente "reclamando" que estava fino demais e forçava a mão esquerda a se fechar muito. Mas, daí, eu experimentei e pedi ao Emanuel que retrocedesse na medida. Enfim, essa coisa de espessura de braço é bem delicada mesmo, pois pra uns fica grosso demais e pra outros fica fino demais, dependendo do que se faça.. Mas acredito que o padrão não está grosso não, está na média do que tenho visto em viiolões de luthier. É claro, faço o mea culpa, pois eu que oriento essa questão do braço, e peço pro Emanuel afinar ou engrossar, de acordo com minha impressão pessoal. Por curosidade, e para ajudar a gente a ver o que seria uma média boa, será queos pessoal poderia passar aqui as espessuras (na primeira casa e na sétima casa) de braços que achem confortáveis (nem finos demais nem grossos demais)?

O espaçamento de cordas na pestana, entre a primeira e a sexta corda, é de 43mm, o que é padrão. Varia entre 42 e 43 usualmente. A não ser alguns de fábrica, que fazem braços estreitos com 41 ou menos, para agradar que está acostumado com braço de violão aço ou guitarra, creio, mas que daí não recomendo para violão nylon, pois faz os dedos ficarem muito apertados.

Quanto à escala, daí talvez acho que tenha sido uma impressão errada Marcos. Ela é super padrão: 65 cm. Talvez o fato de você ter achado o braço grosso tenha dado a impressão de uma escala maior...

Enfim, se puderem ajudar enviando medidas e impressões, seria legal. A gente sempre está tentando buscar maneiras de achar um meio termo ideal em termos de tocabilidade!

Huh, a escala desse é maior, bem maior, o espaçamento das cordas é maior, acredite em mim. Tenho Um Abreu, e tenho 3 alunos que tem Samuel Carvalho, as medidas são iguais a do Abreu. A escala desse Emanuel que vc vendeu para Thiago Marchesini, lembra aqules Tonantes gigantes. Desculpe-me, mas é a pura verdade, agora, o violão em sonoridade e acabamento é impecável.

Edited by Marcos César

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Huh, a escala desse é maior, bem maior, o espaçamento das cordas é maior, acredito em mim. Tenho Um Abreu, e tenho 3 alunos que tem Samuel Carvalho, as medidas são iguais a do Abreu. A escala desse Emanuel que vc vendeu para Thiago Marchesini, lembra aqules Tonantes gigantes. Desculpe-me, mas é a pura verdade, agora, o violão em sonoridade e acabamento é impecável.

Marcos,

Nao seria possivel enviar este instrumento pra o Huh e ele reavaliar o que esta acontecendo? Como voce eh um professor e tem muita experiencia com violoes, eh realmente pouco provavel que esteja enganado. Assim, poderia conversar com ele a possibilidade de uma troca, talvez...haja vista que este instrumento esta bem fora do padrao.

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Marcos,

Nao seria possivel enviar este instrumento pra o Huh e ele reavaliar o que esta acontecendo? Como voce eh um professor e tem muita experiencia com violoes, eh realmente pouco provavel que esteja enganado. Assim, poderia conversar com ele a possibilidade de uma troca, talvez...haja vista que este instrumento esta bem fora do padrao.

Mário,

Eu fui a um luthier daqui e, Thiago pagaou R$200,00 para afinar o braço, parte de trás, deu verniz e poliu, ficou confortável, vc bem sabe que gosto do violão com ação das cordas mais altas, mas esse cansava, porém, isso não ofusca o Emanuel, o violão é muito bom.

Filipe, irmão do Thiago, vai encomendar um e vai pedir essas mudanças.

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Huh, a escala desse é maior, bem maior, o espaçamento das cordas é maior, acredite em mim. Tenho Um Abreu, e tenho 3 alunos que tem Samuel Carvalho, as medidas são iguais a do Abreu. A escala desse Emanuel que vc vendeu para Thiago Marchesini, lembra aqules Tonantes gigantes. Desculpe-me, mas é a pura verdade, agora, o violão em sonoridade e acabamento é impecável.

Oi Marcos, será que tem como pedir pro Thiago medir o comprimento de corda? Se ele puder, seria interessante enviar as seguintes medidas:

- da pestana (do ponto em que a corda sai livre) até o primeiro traste

- da pestana até o quinto traste

- da pestana até o 12 traste

Peça pra ele medir do ponto em que a primeira corda sai da pestana. E dar medidas com precisão de 0.5 mm.

É muito estranho mesmo se o comprimento de corda estiver maior, pois isso está bem padronizado em 65 cm na produção, e não é nem mesmo possivel pedir alterações ao Emanuel. Só pode ter sido um grande erro nosso se for o caso. Peça por favor pro Thiago enviar as medidas e entrar em contato conosco, que vou ver maneiras de compensá-lo caso isso esteja despadronizado e tenha ido um braço fora das medidas.

Já com respeito ao espaçamento de cordas, sim, é maior mesmo que os citados. O Emanuel é de 43 mm na pestana, enquanto Abreus e Samuel Carvalhos ficam em 42mm. Ambas as medidas são comumente utilizadas, e consideradas padrão, mas realmente, quem está acostumado com 42mm pode estranhar 43mm. Mas peça pra ele medir também o espaçamento das cordas entre a primeira e a sexta (do meio de cada corda), na pestana, para verificarmos também. Pois com 43 mm a sensação não deveria ser de ser um espaçamento gigante, mas apenas de um pouco mais de espaço sem ser desconfortável (muitos preferem essa medida). De repente está acima de 43, haja visto que está mesmo parecendo que algo está errado nesse braço.

Um abraço!

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Oi Marcos, será que tem como pedir pro Thiago medir o comprimento de corda? Se ele puder, seria interessante enviar as seguintes medidas:

- da pestana (do ponto em que a corda sai livre) até o primeiro traste

- da pestana até o quinto traste

- da pestana até o 12 traste

Peça pra ele medir do ponto em que a primeira corda sai da pestana. E dar medidas com precisão de 0.5 mm.

É muito estranho mesmo se o comprimento de corda estiver maior, pois isso está bem padronizado em 65 cm na produção, e não é nem mesmo possivel pedir alterações ao Emanuel. Só pode ter sido um grande erro nosso se for o caso. Peça por favor pro Thiago enviar as medidas e entrar em contato conosco, que vou ver maneiras de compensá-lo caso isso esteja despadronizado e tenha ido um braço fora das medidas.

Já com respeito ao espaçamento de cordas, sim, é maior mesmo que os citados. O Emanuel é de 43 mm na pestana, enquanto Abreus e Samuel Carvalhos ficam em 42mm. Ambas as medidas são comumente utilizadas, e consideradas padrão, mas realmente, quem está acostumado com 42mm pode estranhar 43mm. Mas peça pra ele medir também o espaçamento das cordas entre a primeira e a sexta (do meio de cada corda), na pestana, para verificarmos também. Pois com 43 mm a sensação não deveria ser de ser um espaçamento gigante, mas apenas de um pouco mais de espaço sem ser desconfortável (muitos preferem essa medida). De repente está acima de 43, haja visto que está mesmo parecendo que algo está errado nesse braço.

Um abraço!

Pedir pra ele responder.

Abs

Edited by Marcos César

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:interrogacao: É uma pena que esses violões artesanais com preços acessíveis não possam satisfazer a pequenas exigências do comprador, tipo largura do braço na pestana, largura entre os MIs na pestana e no rastilho etc. Tentei negociar um desses violões e sugeri comprar, por fora, fundo maciço, laterais maciças e escala de ébano, mantendo o mesmo projeto de construção do instrumento com laminado. Disseram-me que neste caso o preço seria quase o tríplo. Eu pergunto: fazer um violão com laterais e fundo maciço é assim tão mais trabalhoso que fazer com material laminado?:icon_eek: Edited by Orlando

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Oi Orlando,

na verdade, fazer qualquer violão é trabalhoso. Sendo fundo maciço ou não. O que acontece é que o luthier, no caso específico, o Emanuel, para poder fazer instrumentos com essa qualidade e esse preço, precisa produzir uma quantidade maior, para poder justificar o valor baixo. E para poder produzir mais, é preciso ter algum grau de padronização, para poder fazer diversos braços de uma só vez, preparar diversos tampos, fazer diversas caixas, enfim, acho que isso é meio senso comum. Daí, qualquer coisa que saia dessa certa padronização no que ele constrói, acaba levando muito mais tempo do que levaria se ele seguisse o processo que ele estabeleceu. E daí, não tem como fazer preço tão baixo.. uma coisa leva a outra.

Por exemplo, pegar laterais e fundos diferentes exigiria um processo de preparo de fundo e laterais exclusivo para uma única peça. Enquanto que ao fazer fundos e laterais dentro do processo normal, o Emanuel faz dezenas ao mesmo tempo. Inserir uma escala de material diferente exigiria uma regulagem e trabalho exclusivos para ela, enquanto que no processo normal, se fazem dezenas de escalas simultaneamente. Ou seja, o custo é o de parar e fazer o procedimento todo para apenas 1 exemplar... Se fosse o contrário, e o padrão fosse ébano e fundo maciço, e alguém pedisse para usar fundo prensado e escala de pau0ferro, o problema seria o mesmo, e também encareceria.

Acho que a idéia e as decisões de construção que o Emanuel definiu são geniais e ninguém conseguiu executar de forma persistente um projeto como esse em toda a história da nossa luteria. Há alguns anos atrás, era impensável conseguir violões nessa faixa de valor, com essa qualidade sonora. Infelizmente, não tem como fazer mágica, e fazer um violão mais personalizado ainda com preço baixo. O custo da personalização é realmente a perda da produtividade, e o consequente aumento de preço.

Digamos que o Emanuel consegue fazer mais de 15 instrumentos/mês com o processo dele. E daí, digamos que um violão mais personalizado, estilo tradicional que os luthiers fazem, diminuiria a produtividade dele para uns 2 ou 3 instrumentos mensais, que é o que um luthier faz sendo muito produtivo. Ou seja, o custo de sair do processo é realmente muito alto. Daí, ele tem que tomar essa decisão de o quanto pode personalizar, e se limitar a isso. No caso específico, é possivel decidir escolha de tampo, qualidade de madeira, tipo de acabamento de verniz, 6 ou 7 cordas, e regulagem de altura.

Mas, mais do que lamentar os outros detalhes que seriam interessantes customizar, vejo mais como um motivo de alegria podermos ter a opção da qualidade desses instrumentos, que nunca existiram antes consistentemente nessa faixa de valor. Se o preço a pagar para ter esse tipo de benefício é que os violões têm que sair com menos customizações que geralmente se tem em luteria, acho ainda bem válido.

Não quero parecer que estou refutando nada, apenas queria destacar esse ponto, de que a existência de um projeto como o do Emanuel Carvalho é algo a se valorizar pelo ineditismo. A alternativa seria ter o que tinhamos antes: violões de fábrica, violões de luthier numa faixa de valor mais cara, e esporadicamente um violão de luther iniciante, num preço em torno de 2 mil reais, sem tanta qualidade de materiais e nem experiência de construção.

Isso dito, acho que tudo o que for possivel para ir melhorando o projeto e manter o custo está sendo feito. Há mais de 2 anos, por exemplo, que os preços não sobem. E aos poucos, algumas opções vão ser introduzidas. Então, é muito legal ouvir as sugestões e avaliar o quanto podemos avançar para satisfazer as melhores delas, e manter o custo geral e produtividade. As impressões de vocês são muito bem vindas!

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Boa noite Samuel, e obrigado pela atenção prestada aqui no tópico!

Tirei as medidas de que falou, e aí vão elas:

- Comprimento das cordas: 65cm

- a pestana (do ponto em que a corda sai livre) até o primeiro traste : 3,5 cm

- da pestana até o quinto traste: 16,2 cm

- da pestana até o 12 traste: 32,3 ~~ 32,4 cm (infelizmente não pude dar esta informação com a precisão de 0,5mm, mas acho que já da pra ter uma noção, caso seja realmente necessário posso adquirir uma outra fita métrica e fazer novamente esse processo)

Então, queria agradecer ao meu professor Marcos C. por tomar a frente e informar do que houve com meu violão.. E ocorreu o que ele te falou: o braço veio realmente grosso, levei a um luthier e ele conseguiu resolver, mas fora isso tinha também o problema do tamanho da escala, que é um pouco maior que o comum, mas que já causa um desconforto. Eu havia tocado num Samuel Carvalho tradicional e não tive esses problemas, por isso achei que as medidas dele eram melhores e mais confortáveis, tanto a respeito da escala quanto do braço.

Agora, fora estes problemas que já citei, não tenho do que reclamar: o som dele é maravilhoso, e acabamento impecável.

Edited by Marchesini

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