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Vinicius de Abreu

Música de gosto duvidoso

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Eu recomendo a leitura do livro "Eu não sou cachorro não" de Paulo César de Araújo.

http://www.novacultura.de/0208araujo.html

Assim você pode curtir o seu brega sem problemas de consciência, você vai descobrir que alienado é quem ouve Chico Buarque e Djavan :)

A elite da "MPB" dos anos 30 (usei aspas porque não havia a expressão na época) tinha muita coisa que hoje é considerada pra lá de brega. Eram muito comuns as letras de amor e traição pra lá de dramáticas e trágicas.

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Amado Batista pegou pesado com aquela:

No hospital, na sala de cirurgia

Pela vidraça eu via

Você sofrendo a sorrir

E o seu sorriso

Aos poucos se desfazendo

Então, vi você morrendo

Sem poder me despedir...

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Moçada, tô ressuscitando esse tópico pra continuar uma conversa off-topic interessante que surgiu em outro tópico:

http://brazilianguitar.net/index.php?showt...amp;#entry33476

Só pra continuar esse papo que eu tô curtindo.

Então, Augusto, vamos esquecer um pouquinho os exemplos.

Tenho a impressão que você é paulista, não? Pra você, Calipso é um negócio esquisito, feito num estado esquisito que você nunca deve ter visitado, com um ritmo esquisito que não tem nada com você, cantada por uma cantora esquisita com uns "maneirismos" mais esquisitos ainda, dançado de um jeito esquisito que você não tem a menor ideia de como dançar, tocado em festas esquisitas que você faz questão de não frequentar, e que, pra você, representa uma imposição de uma mídia esquisita que obriga todo mundo a "ser diferente" gostando das mesmas coisas. Um troço esquisito desses não vai reverberar com algo dentro de você que te agrada.

Só que Calipso não significa o mesmo pra todo mundo.

Talvez, pra você o rock ou o pagode seja um negócio que marcou uma fase da sua vida, que lembra de coisas bacanas, de amigos que você já não revê como gostaria, etc e tal. Porque essa foi a sua realidade. E talvez você goste porque aquilo ali te lembra de um tempo que você acha prazeroso. Esse tipo de música reverbera com algo dentro de você que você acha bacana.

O apreço por música se dá por várias formas.

E mesmo quando você fala de qualidade, sei não... É muito óbvio perceber que uma sinfonia de Beethoven tem um texto musical de qualidade superior a Pocotó, mas dependendo do que comprar já não fica tão óbvio assim. E boa parte do repertório que a gente toca está exatamente nessa linha duvidosa: Sor, Giuliani, Tárrega, Torroba, etc. Eu tenho dúvidas se Barrios, por exemplo, tem maior qualidade que um ABBA ou um Bee Gees. E afirmaria que uma "Take a Chance on Me" ou "Saturday Night Fever" põe metade das composições do Coste no chinelo.

Então, pra mim a coisa é simples: se uma composição reverbera com algo dentro de você que te agrada, pronto, você gosta, mesmo que tenha vergonha de assumir. Se reverbera com algo que não te agrada, ou se nem reverbera com algo dentro de você, pode ter a qualidade que for, pode todo mundo dizer que você tem de gostar, você não vai gostar e pronto.

É Álvaro posso estar sendo muito parcimosiono mesmo com o tema que realmente vai além do "gosto". Agora mesmo sendo paulistano isso não significa que seja refratário Às músicas de outras localidades...gosto de Daniela Mercury, os mineiros do clube da esquina, etc...

Agora independente de estilo e região existe diferença nítida na qualidade da música, não discuto o quanto é popular ou não e tenho reparado, não é regra, que apesar das " músicas que marcam " determinados momentos de nossas vidas, num acervo de um amante da música costuma seguir seu "padrão de qualidade" bem definido.

Abraço.

Aí já não tenho mais capacidade de concordar ou discordar com o que foi dito. Não sei o suficiente do tema pra dar uma opinião.

O que sei é que o gosto musical é parte importante da "máscara" que vestimos ao andar em sociedade. Não sei se o que chega pra mim do gosto de outrem é tudo o que ele(a) gosta, nem ao menos se é realmente o que ele(a) aprecia ao invés de ser uma "mentirinha social" pra se enturmar.

Por exemplo, a julgar pela frequência com que (não) vejo violonistas e luthiers em apresentações, chego a me perguntar se eles gostam de música... Mas isso é assunto pra outro tópico.

E só pra dar a corda, tenho que confessar que gosto de algumas coisas de gosto e qualidade bastante duvidosos. Tenho que admitir que simpatizo um pouco com a tal Ivete Sangalo e que, em meus momentos de pós-adolescente ouvia com muita frequência meu CD do Nenhum de Nós.

E também, quando estava começando a diversificar meus gostos musicais, adorava falar pra todo mundo que eu gostava de Bach e Mozart, meio que pra impressionar, nesse contexto mesmo que o Álvaro falou...

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O apreço por música se dá por várias formas.

Isso! Eu já debati sobre um amigo sobre esse assunto, e cheguei à conclusão que existem em resumo dois tipos de música: A que se ouve, se aprecia, e a que se dança.

Duvido que alguém aprecie, analize e se delicie com as nuances de uma música eletrônica ou um funk, mas esse tipo de música, para determinadas pessoas, passa um tipo de energia que as faz dançar, ato que para uns é muito mais válido do que ouvir música em si.

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Duvido que alguém aprecie, analize e se delicie com as nuances de uma música eletrônica ou um funk, mas esse tipo de música, para determinadas pessoas, passa um tipo de energia que as faz dançar, ato que para uns é muito mais válido do que ouvir música em si.

Lá vai um chute daqueles de meio de campo, esperando pegar o goleiro distraído: É o ritmo simples, constantemente repetido que leva as pessoas suscetíveis a fazer o que normalmente não fariam em silêncio. Olhem, de uma distância segura, um baile funk, ou uma discoteca: Não verão nenhuma diferença essencial da dança pré-combate dos Zulu, que podia durar mais de uma hora, levando os combatentes a um estado de elação que beira o hipnótico, reduz o medo, estimula a autoconfiança, baixa as defesas, como vejo marchas militares fazer com muita gente boa.

Agora, meu gostinho brega: Adoniran Barbosa e congêneres, e umas outras que escutei quando bem menino, como esta:

Ó lua cheia

Não olha as teia (telhas)

Não olha as teia da casa do meu amor

Porque se olhar

Se espiar

'Cabou-se, lua chaia, o teu fulgor

Se eu pegasse essa lua pela guela

Dava tanto tapa nela

Chega nem é bom pensar

Não me importava

Que o mundão escurecesse

Nem que a lua se escndesse

Só com medo de apanhar

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Olha, de vez em quando eu procuro saber o que anda acontecendo na esfera do povão e ouço coisas como Gaiola das Popozudas e afins. Em muitos casos é apenas um interesse passageiro, mas nessas "explorações" sempre aparecem músicas que eu realmente passo a gostar pra valer. No meu iPod eu tenho uma seleção especial de músicas que deixaria muita gente de cabelo em pé. :icon_twisted:

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Eu tô sempre super atualizado. Moro na Vila da Penha, subúrbio do Rio, e aqui a vizinhança não me deixa ficar alheio às últimas novidades da parada funkeira. Volta e meia estacionam um monza ou um chevette aqui na esquina, abrem a mala e tome som nas alturas! ehehehehe... dá a impressão que o carro vai desmanchar com a potência do som.

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