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Saul Gil

Violão Barítono 7 Cordas - Aspectos construtivos

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No vídeo (

), o violonista sueco nascido na Colombia Per-Olov Kindgren (Peo Kindgren) toca em um 7 Cordas Barítono construído pelos luthiers John e Judy Rogerson (http://www.johnrogerson.com/guitars.html)

Para quem não tem familiaridade com violão barítono, chama a atenção no vídeo a posição da ponte bastante recuada para a retaguarda do tampo. Infere-se que com esse arranjo, num tamanho de instrumento aparentemente normal, o efeito barítono fica assegurado pelo comprimento de cordas aumentado.

A expectativa do tópico é que esse arranjo/solução para violão barítono seja comparado a outros e comentado pelos luthiers e demais membros do fórum, indicando, p. ex., qual o comprimento de corda que se pratica num instrumento desses, se o encordoamento é o de um 7 cordas convencional ou necessita cordas especiais mais longas, etc.

No site (www.novaesguitars.com) do luthier Carlos Novaes, ele apresenta um modelo especial de 6 cordas, o Barítono Nylon (11) mas, neste, a posicão deslocada da ponte não parece ser tão acentuada como no instrumento do John Rogerson. Enfim, o tema é amplo e aguardam-se os ensinamentos dos membros do fórum com conhecimento e/ou experiência no assunto.

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Bem legal, excelente tópico, agora também estou curioso a respeito desse tipo de violão com tom mais grave, que eu confesso que desconhecia.

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Infelizmente não conheço muito desse instrumento, mas acredito que seja semelhante a um instrumento utilizado aqui no Rio Grande, chamado guitarrón (que não é o violão baixo mexicano), um violão afinado uma quarta a baixo, como um barítono (si, fá#, ré, lá, mi, si)

No caso do violão postado pelo Saul, acredito que tenha um tiro de cordas em torno de 700 a 750mm, como uma vihuela e cordas para esse instrumento podem se encontradas em lojas especializadas como stringbymail, juststrings etc.

Abraços!

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Dando mais uma volta na internet a respeito de violão barítono, encontrei no site Dream Guitars o detalhamento de um modelo de 6 cordas do luthier Marc Beneteau, no link (http://www.dreamguitars.com/new/beneteau/beneteau_baritone_fan_fret_180210/beneteau_baritone_fan_fret_180210.php)

Neste, o comprimento de escala está indicado como 711,2 mm (28") o que o enquadra na faixa que o Eduardo considerou. No site (http://www.beneteauguitars.com/) do Marc Beneteau ele faz um depoimento entusiasmado a respeito do desenvolvimento de seu instrumento barítono e das escolhas que fez, seja quanto a madeiras, seja no aspecto dimensional ou, ainda, nas bitolas de cordas. Mas esta já uma gutarra com corpo "jumbo size", em contraste com a "sobriedade" do modelo 7 Cordas do John Rogerson.

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Saul, o fato do violão que você mencionou ser com cordas de aço, corrobora a ideia de uma escala longa. Evidentemente que, com a grande variedade de cordas que dispomos atualmente, seria possível construí-lo com uma escala mais curta, próxima do clássico, o que não interferiria tanto na técnica adquirida.

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Foi percepção como essa do Mario que que me fascinou em relação ao 7 cordas barítono do John Rogerson, tocado pelo Per-Olov Kindgren, levando à crônica síndrome dos apreciadores de violão, que é a renovação da vontade de ter um instrumento igual. Na internet há vários outros vídeos do Kindgren tocando com esse violão específico valendo a pena, entre outros, assistir ao abaixo:

(Winter from "The Four Seasons" Per-Olov Kindgren)

Em relação a uma eventual opção via cordas, levando a um barítono de escala mais curta, como comentado pelo Eduardo, eu ainda não tive a oportunidade de experimentar tocar num instrumento de escala longa, mas fico a conjecturar que fazer de um violão destes o instrumento do dia a dia poderá levar a um estrago apreciável numa mão esquerda pouco afeita. Presumo, de qualquer forma, que as maiores extensões de cordas associadas ao leque Bouchet, que o violão do John Rogerson adota, devem conduzir às respostas tímbricas como essas que chamaram a atenção no belo vídeo do Kindgren, além de sustentações nada triviais. Enfim, o apelo exercido por esse violão é muito grande.

Na modalidade com cordas de aço, outro entusista do barítono parece ser o Pat Metheny. No link (http://www.33rotacoes.com/2011_11_01_archive.html - PAT METHENY FALA SOBRE WHAT´S IT ALL ABOUT) consta a referência abaixo, com algumas indicações a respeito:

"O destaque é o violão barítono, afinado com os mesmos intervalos de um violão comum, de baixo para cima A D G C E A. Sobre as cordas utilizadas, as sexta e quinta cordas são La Bella Bronze Wound (.065 and .056 respectivamente), as duas cordas do meio são afinadas uma oitava acima do que o normal e são D’Addario Bright Wound .022 (quarta corda) e D’Addario Plain Steel .016 (terceira corda), e as cordas mais altas são .026 and .017, também D’Addario Plain Steel. O instrumento tem a escala longa de 28.937 polegadas, a escala padrão tem 25.5 e isso faz o espaço entre os traste maior que o violão comum, o que exige maior esforço para a mão esquerda. E tão desafiador também para a mão direita devido às cordas pesadas usadas para o baixo, o que também exige das unhas. Os únicos temas do disco que usam afinação padrão são Pipeline e And I Love Her, utilizando cordas D’Addario J16 e GHS 2390 La Classique respectivamente."

O tema do violão barítono é objeto de bastante atenção, mundo a fora, como se percebe nos comentários deste grupo de fórum (http://www.acousticguitarcommunity.com/group/baritoneguitar).

Analogamente, a Wikipedia também apresenta um alentado verbete (http://en.wikipedia.org/wiki/Baritone_guitar - Wikipedia - Baritone guitar) sobre violão barítono.

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Ainda uma vez, antes de o presente tópico ser levado definitivamente à “prateleira”, algumas informações complementares obtidas no material disponível na internet, com comentários suscitados pelas mesmas.

Em relação aos aspectos dimensionais, nas postagens sob o vídeo de Entree in G-maior, o Per-Olov Kindgren informa que a largura do braço na pestana é 61 mm (bastante usual num 7), enquanto que o comprimento de corda é 705 mm.

Já quando se observa o instrumento sendo tocado, chama a atenção que a composição / dimensões de partes adotadas pelo luthier, levou a uma situação na qual a tangência entre a lateral da caixa e a transversal do braço, na altura da ligação destes, fica situada entre o 12º e 13º trastes, quando o adotado em geral em violões faz essa linha coincidente com o 12º traste. Cheguei a supor que pudesse ser um problema de paralaxe na visão que se tem nos vídeos, mas aparenta que não. Presumo que, para evitar que isso tivesse acontecido e manter a coincidência, o braço teria que ter sido um pouco encurtado e a ponte fixada ainda mais para trás no tampo, numa espécie de “conta de chegar”. Questões acústicas à parte, talvez o luthier tenha considerado que recuar ainda mais a ponte, acentuaria muito o efeito visual de “calça de cintura baixa” que já se sente olhando o instrumento do John Rogerson.

Também nas postagens sob os dois vídeos incluídos, há considerações interessantes no aspecto das afinações adotadas pelo Per-Olov Kindgren. Para tocar Entree in G-maior, ele diz que adotou “D A F# C G D C (a second below a guitar and with the 3rd. str. tuned half a step down (Like a lute)”. Já na execução de Winter from "The Four Seasons" é informado que “it is tuned lower than a standard guitar C,D,G,C,F,A,D”. (ou D, A, F, C, G, D, C).

Sem entrar no mérito dos arranjos/harmonias das peças que são tocadas, ao adotar a sétima corda como um C dá a impressão que o Per-Olov Kindgren, por alguma razão, optou por uma sétima bem próximo da frequência da sexta, com isso meio que abdicando da possibilidade de contar com espectro mais amplo de notas que poderia ter ocorrido, p. ex., se a sétima escolhida tivesse sido um A. Isso sem falar que, nos barítonos de 6 cordas, a prima E costuma ser descartada, sendo praticada a afinação (A, E, C, G, D, A) ou assemelhadas.

Com a inclusão dessas considerações a respeito de afinações do 7 Cordas tocado pelo Per-Olov Kindgren, fica a expectativa de que os “setecordistas juramentados” do fórum também tragam suas contribuições ao tema do tópico.

Finalizando a recuperação de dados obtidos na “garimpagem”, há acessível no link (http://issuu.com/kindgren/docs/7stringguitar) um informativo de várias páginas, de autoria do Per-Olov Kindgren, detalhando esse 7 Cordas que serviu de base ao presente tópico.

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Saul, muito legal essa coleta de informações a respeito desse instrumento que até então eu desconhecia. Se esse barítono é mais grave do que o violão normal e o cavaquinho é muitas vezes chamado de violão soprano, eu me pergunto em que faixa estaria nosso violão comum de 6 cordas.

O nome violao tenor já foi tomado pelo instrumento que o Garoto usava, mas estaria o violão de 6 na mesma faixa?

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Como seria a classificação eu não sei mas, em conexão com o mencionado, sempre consitituiu um certo mistério para mim a popularidade do violão tenor como instrumento, dando a impressão de que apenas o Garoto e o Zé Menezes conseguiram mantê-lo em destaque por algum tempo, como uma espécie de sucedâneo do banjo.

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