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Vinicius de Abreu

Falando sobre repertório 1 - João Pernambuco

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Eu posso estar enganado, mas eu acho que essas cordas soltas podem ter vindo da influência do Barrios, em particular a Valsa No 4 e aquela seção fabulosa de campanella que tem na peça.

Pode ter a ver. Existem registros fotograficos de Barrios e João Pernambuco por volta de 1929, e o Brasileirinho do Pernambuco data entre 1920 e 1930, não consegui encontrar uma fonte que dê um ano exato. Resta saber a data de composição da Opus 8 nº4.

E como eu disse também, as campanelas são mesmo interessantes nesse choro, havia me esquecido que no geral, controlar nota solta com nota presa é um pouco complicado no começo, seria um bom estudo para dominar o equilibrio de campanelas.

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O Choro da Saudade, uma das composições mais famosas de Barrios é dedicada a João Pernambuco.

Eu sempre vi a segunda parte do choro (aquela progressão de acordes) como sendo a mais claramente influenciada por Pernambuco.

Acho que isso é uma digressão da idéia original do tópico?

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Eu não conhecia essa versão do Choro da Saudade ter sido dedicado ao Pernambuco. O que conheço tem a ver com um violonista chamado João Avelino de Camargo, que conta:

fonte: http://www.casadochoro.com.br/cards/view/235

Amigo e discípulo do grande violonista paraguaio Agustin Barrios, hospedava-o em sua casa na rua Barão de Iguape, no bairro da Liberdade, sempre que ia a São Paulo. Barrios compôs o célebre Choro da Saudade quando soube da morte do filho de Avelino, Américo Piratininga de Camargo. Em 1929 e 1930, gravou três choros de sua autoria na Brunswick, integrando o Grupo de Violões com Melinho de Piracicaba e Teotônio Corrêa.

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Eu vou dar uma conferida no livro do Richard Stover hoje à noite, é a fonte mais confiável sobre Agustín Barrios.

Nesse mesmo viés, Sonho de Magia é creditada como sendo a inspiração para Villa-Lobos escrever o Prelúdio No 5.

Faltou citar Luar do Sertão, que é uma co-autoria com Catulo da Paixão Cearense, mas que gerou um rusga, porque levou muito tempo até JP ser creditado como autor.

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A relação entre a Sonho de Magia e o Prelúdio nº5 são bem claras, até porque o Villa era um admirador declarado de João Pernambuco. Aguardo essa informação do livro do Stover! :)

Eu não citei Luar do Sertão porque preferi listar somente o que foi concebido para o violão, tem até alguns choros em parceria com Donga e Pixinguinha que eu acabei removendo. Acha válido inclui-los, junto com o Luar, na pauta?

E sobre as outras obras que comentei, além do Brasileirinho, quais suas impressões?

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Ótimo tópico, esse mês todo embaraçado com finalização do TCC, mas quando voltar comento, rss.

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Olhando pela perspectiva do violão atual, as músicas de João Pernambuco que você citou são excelente material de estudo de violão popular.

Não é demérito, pelo contrário.

É que a maioria do que é composto hoje é tão veloz ou mirabolante que a gente precisa buscar o repertório do passado para ter um bom material de estudo que seja acessível tecnicamente e tenha temas melódicos bonitos.

Vejam que coisa sensacional:

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Olhando pela perspectiva do violão atual, as músicas de João Pernambuco que você citou são excelente material de estudo de violão popular.

Não é demérito, pelo contrário.

Sim, concordo integralmente. Eu desconheço, mas não vejo um material voltado para o estudo popular que aborde as diversas técnicas do violão de forma progressiva. Pelo menos no meu caso, o que aconteceu foi tocar algumas coisas muito simples, fazer algumas coisas de Carcassi, Sor e Carulli e depois cair pra algumas coisas mais enroscadas de Dilermando Reis, Garoto e até Villa-Lobos. O conteúdo que "faz a mão" do violonista mesmo, pra violão popular, eu acho que é desorganizado.

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Acho que todo mundo pode começar por Carcassi mesmo, exceto quem toca de palheta. :)

Tem um momento em que o material começa a cruzar a linha da técnica e entrar no repertório. Muita gente quer a base técnica do violão clássico sem necessariamente se aprofundar no repertório.

Minha opinião é que João Pernambuco já cruza a linha do estudo puro e entra no repertório.

Ulisses Rocha escreveu 10 estudos que são progressivos, mas em condições normais de temperatura e pressão leva realmente um curso inteiro pra sair do primeiro e chegar ao décimo.

Mas acho que é unânime concordar que o estudo do repertório do violão popular é, no geral, desorganizado ou pelo menos não tem uma padronização muito clara.

Mas aí vem a pergunta, precisa ter?

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Vina, eu olhei o livro do Stover e ele não confirma João Pernambuco como fonte de inspiração para o Choro da Saudade.

A partitura editava pelo Stover não tem dedicatário nem dedicatória.

Eu tenho uma edição do Isaías Sávio de 1973 que coloca o nome do Américo Piratininga de Camargo como In Memoriam.

Barrios-Choro-Saudade.jpg

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