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Eugenio

Formação do violonista popular

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Esse tópico foi rapidamente mencionado aqui algumas vezes, mas eu queria opiniões.

O violonista popular não necessariamente segue um currículo ou um estudo mais organizado, como é o caso do violão clássico.

Alguns até se orgulham de não ter estudo formal.

Outros fizeram graduação e até mestrado em violão clássico e tudo o mais.

O que vocês acham?

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Embora seja algo muito influente no Brasil, a escola formal precisa ser consolidada. Citamos em outro tópico que, além do RJ e Brasília (se não me engano), não há formação superior em violão popular. Pensando por outro lado, é bem compreensível, pois por exemplo, o violão de Sete cordas é bem jovem, no sentido de ter seguidores. É bem difícil comparar com o clássico porque tem muitos anos na frente.

Mas o popular tem seu charme, seu suingue e uma herança deste país. Tem um envolto cultural extremamente forte. O choro arrasta multidões e o samba nem se fala. Uma proposta interessante seria iniciar um curso de violão popular com o intuito de "oficializar" técnicas, ritmos e ampliar o conhecimento dos diferentes estilos, como milonga, chamamé (RS), frevo, marchas e por aí vai. Poderia começar com uma tese de mestrado..

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Violão popular geralmente se começa aprendendo na rua, com os amigos, colegas, etc. Não existe a formalidade de ir pra uma escola estudar teoria e isso cria uma abordagem menos homogênea em relação ao uso da técnica, só pra ficar num exemplo mais simples.

Eu não sou profissional, mas comecei com revistinhas de cifras. Ali você aprende os nomes dos acordes de maneira bem direta, mas as revistas não ensinam nada de progressão nem coisas desse gênero.

Por outro lado, dá pra ir desenvolvendo o ouvido e absorvendo muita coisa de maneira inconsciente.

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Esses dias estava pensando nesse assunto. Comecei tocando violão clássico com 7 anos, num livrinho do Sávio com professor. Aquilo era muito chato. Depois, aprendi violão popular e cheguei até a dar aulas. Tinha um aluno de 6 anos, o sonho do moleque era tocar violão, mas a diferença dele pra mim é que eu não queria tocar música nenhuma, cheguei na aula obrigado.

O menino vinha toda aula mais cedo e queria sair mais tarde, tinha uma listinha de músicas que queria tocar e cantar, todas aprendidas na escola, queria de todo jeito aprender. Não pude mais dar aula pra ele porque entrei no quartel e aí adeus música.

Acho que o músico popular chega querendo, primeiramente querendo aprender a se acompanhar para cantar. Depois, ao se aprofundar mais no assunto, tem que pegar no clássico para chegar a um nível mais alto. Essa idéia de uma graduação em violão popular , digamos, com enfase instrumental, e com idiomas regionais, me parece espetacular.

Eu toquei algum tempo em banda marcial. Você começa em uma fanfarra de escola, tocando de "orelhada", e se quiser aprender um pouquinho mais, não tem jeito, tem que aprender a ler partitura. Acho que é importante, existem instrumentistas fantásticos que não lêem partitura, e no violão talvez seja mais frequente ainda, mas o estudo formal é um facilitador para a maioria dos comuns.

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Citamos em outro tópico que, além do RJ e Brasília (se não me engano), não há formação superior em violão popular.

Que eu saiba, a Unicamp (para quem não conhece, situa-se em Campinas, SP) tem esse curso há bastante tempo.

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Existem, mas são pouquíssimos. E a pergunta que fica é qual seria o currículo. Muito do material que se vê nesses cursos vêm do jazz e do clássico.

Acredito que em Brasília o pessoal do Clube do Choro organizou um currículo mais voltado pra esse estilo. Alguém confirma?

No Rio de Janeiro o Maurício Carrilho também tentou organizar grupos de estudo nesse sentido, não em que pé o projeto anda.

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Uma das coisas que mais atrapalhou o surgimento de bons músicos no Brasil, foi essa coisa do "orgulho de não ter frequentado a escola".

Conheço dúzias de músicos com essa idéia ridícula.

E tem um outro problema, uma boa parte dessa turma que tem orgulho de tocar de orelha, hoje está dentro de muitas escolas, dando aula como se estivesse na esquina tocando com uma revistinha violão e guitarra.

Uma pena, essa falta de consciência.

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Aí entra uma outra questão que vai além de ser músico. Se o cara quer ser professor de música, então o preparo tem que ser diferente.

Se ele quer tocar apenas 3 acordes e tem um público que gosta, tudo bem, mas pra dar aula a gente espera boa didática e mais conhecimento técnico.

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Ai entra a didática, que também cai nesse quiprocó do auto-didatismo. Tem gente que tem a idéia de que algumas pessoas nascem com o "dom" (cada vez acredito menos nessa história de dom) da didática, sendo que ela pode e deve ser exercitada. Um músico que mira a carreira acadêmica, ao meu ver, deve exercitar e estudar o quanto puder sobre didática. Isso só o fará um professor muito melhor.

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