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Marcosviolao

Arranjo para violão solo - Conhecimento X Talento

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Boa tarde, amigos!

Falando de minhas experiências, acredito que uma coisa concomitante a outra, não sei dizer qual vertente é mais importante, porém, no meu caso, atribuo as imensuráveis horas de estudo...

quando me refiro a conhecimento, quero dizer:

Conhecimento = Técnica, teoria, harmonia, percepção e um imensurável conteúdo de audição e análises de tudo que tocamos/estudamos.

Qual a opinião de vocês e suas histórias ?

Abs

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Eu não me considero um músico, então meu relato é pra lá de simples e parco.

Estudo faz diferença, sim. E estudo não é só formal, são as horas gastas explorando idéias no instrumento.

Todos esses caras que a gente admira, sem exceção, caem na regras das 10.000 horas.

Eles passaram um tempo enorme se dedicando ao instrumento e à música.

Todas as vezes em que estudei com mais afinco, eu vi resultados.

Não me tornei um criador, mas vi que o estudo feito na direção certa traz resultados incríveis.

O difícil no começo é justamente achar a direção certa.

Nesse sentido, bons professores e contato com outros músicos ajuda demais.

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No caso de arranjos, acho que o gosto tambem conta muito. Eu procuro manter melodia, harmonia e andamento intactos. Ha muitos outros que gostam de ornamentar as melodias, carregar nos arpejos, mudar as harmonias, andamento, etc. Ainda que o conhecimento esteja por tras de qualquer arranjo, penso que o gosto pessoal do arranjador fala ainda mais alto que os outros fatores.

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Lembro do caso de Armandinho Macedo que não conhece nada de teoria. Uma pessoa próxima a ele me relatou que ele nunca estudou tanto assim, mas como ele começou muito cedo, acho que poucas horas já faz muita diferença. Mas é aquele caso de genialidade raro, eu acho...

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Lembro do caso de Armandinho Macedo que não conhece nada de teoria. Uma pessoa próxima a ele me relatou que ele nunca estudou tanto assim, mas como ele começou muito cedo, acho que poucas horas já faz muita diferença. Mas é aquele caso de genialidade raro, eu acho...

Verdade, Adriano. O ouvido absoluto dele faz grande diferença...

Eu aprendi muito com arranjo dos outros: pegava o arranjo e comparava a versão original, porque tal acorde tava ali etc...

Outra coisa importante foi estudar harmonia funcional, mudou minha vida.

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Uma coisa que eu lembrei que o Joe Pass comentou em um de seus workshops.

Que a criação de introduções e finales mostram o seu nível de desenvolvimento musical.

De fato, muitos arranjos fazem isso, tem pequenos prelúdios e finalizam de uma maneira diferente talvez da canção original.

Paulo Bellinati era particularmente brilhante nesse quesito.

Faz sentido pensar em trabalhar nesses aspectos?

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Uma coisa que eu lembrei que o Joe Pass comentou em um de seus workshops.
Que a criação de introduções e finales mostram o seu nível de desenvolvimento musical.
De fato, muitos arranjos fazem isso, tem pequenos prelúdios e finalizam de uma maneira diferente talvez da canção original.
Paulo Bellinati era particularmente brilhante nesse quesito.
Faz sentido pensar em trabalhar nesses aspectos?


Genio, bom dia!
Com certeza... a gente acaba querendo colocar uma identidade aí. Às vezes o arranjo já tá parecido, aí uma introdução, interlúdio e uma coda, denotam mais o artista.

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Boa tarde, amigos!

Falando de minhas experiências, acredito que uma coisa concomitante a outra, não sei dizer qual vertente é mais importante, porém, no meu caso, atribuo as imensuráveis horas de estudo...

quando me refiro a conhecimento, quero dizer:

Conhecimento = Técnica, teoria, harmonia, percepção e um imensurável conteúdo de audição e análises de tudo que tocamos/estudamos.

Qual a opinião de vocês e suas histórias ?

Abs

Olá, Marcos.

Penso que depende do repertório e do tipo de música popular. Ao aprofundar na música latina, vi casos bem diferentes se comparados ao violão brasileiro. Basta observar casos como Raúl García Zárate, Cacho Tirao, Osvaldo Burucuá, Ñico Rojas, etc.

Estudo avançado de harmonia é imprescindível para a bossa, mas não é imprescindível para a música andina por exemplo. Outras técnicas são mais importantes nesse caso. Eu demoraria um bom tempo para desenvolver essa ideia aqui...

Abs,

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Fabiano, seria legal se você pudesse dar uma idéia. :thumbsupsmiley:

A pergunta do Marcos é complexa. Para exemplificar o que eu disse, penso que seria interessante comparar repertório de diferentes gêneros musicais e estéticas musicais. Tentarei simplificar:

Há várias transcrições das suítes de cello (J.S.Bach) para violão. Nem sempre as melhores são aquelas que estão cheias de incrementos. O ouvido é o que manda no fim das contas, pois estamos adaptando uma ideia para musical para um instrumento específico, o qual guarda suas características próprias, bem como a sua linguagem idiomática.

No que diz respeito ao tango, comparem a versão do Victor Villadangos de Triunfal (Piazzolla) com a do Cacho Tirao. A versão do Villadangos é mais "acadêmica" a meu ver, mas a do Cacho é mais "tanguera". A propósito, gravei em meu DVD Concierto Latinoamericano a versão do Cacho. Basta procurar no Youtube.

O universo do violão andino é bastante elucidativo. A harmonia é bem simples, não há polifonias e escalas rápidas. Porém, a técnica é bem específica e não é nada fácil conseguir simular a dança, bem como o canto com os devidos vibratos no violão. Um dos primeiros violonistas peruanos a gravar huayno no violão solo foi o Raúl García Zárate. Ele se dedicou à recompilação de repertório tradicional peruano, sobretudo do sul, e elaborou arranjos desse repertório cantado para o violão. Foi um trabalho incrível que influenciou gerações. As transcrições de seus arranjos vieram nos últimos anos. Inclusive, o violonista japonês Shin Sasakubo tem um trabalho voltado para esse repertório. Eu já vi divulgação do Shin tocando repertório clássico contemporâneo na primeira parte e, na segunda parte do recital, repertório andino. O ponto fulcral é que o conhecimento aplicado a esse repertório não daria conta de elaborar arranjos bossa novísticos. Analogamente, o conhecimento das técnicas aplicadas à bossa nova não daria conta de elaborar arranjos para o repertório andino.

Enfim, a ideia dá pano pra manga. De qualquer forma, tentei resumir um pouco da minha ideia para responder a pergunta do Marcos, a partir do conhecimento que tenho desse repertório latino.

Edited by fabiano borges

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