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Marcosviolao

Violão brasileiro nas universidades - Está na hora!

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Grande Rafael,

Você já é uma referência nesse repertório... seus arranjos são de alto nível e estão escritos! E estou falando justamente de fomentar esse repertório escrito nas universidades. Quando comecei a estudar violão em 1994, além do preconceito, o repertório era pequeno, hoje isso mudou.

Pra quem não sabe, o Rafael ainda aceita encomendas para transcrição.

 

Vejam...

 

 

 

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Topico pertinente. Verdade o Rafael se sobressai a cada arranjo. 

Bom no nosso caso Marcos aqui em Salavador-Ba, acho a coisa ainda mais limitada; por termos apenas 2 referencias academicas musical:

*A UFBA cujo o foco essencial do violão é o violão clássico, mas com muitos aspirantes ao popular por amor e dedicação secundaria. 

*UCSAL (Universidade Catolica de Salvador), que sim, trabalha bastante os choros brasileiros e tem em seu bojo o excelente Chenaud que faz parceria com o dr Robson Barreto (UFBA) no choros uirapuru... Como tb o excelente Filipe Rebouças que pelo que sei tem feito um ótimo trabalho.

*A FACESA (Faculdade Evangelica de Salvador) que era o único curso em paralelo onde me formei Licenciado em Musica e tive oportunidade de estudar com Vladimir Bomfim; embora tendo em seu quadro na maioria professores mestrandos e doutores da UFBA como Ekaterina Konopleva, Eudes Cunha, a propria coordenadora etc; fechou lamentavelmente depois de 11 anos de trabalho e formandos. 

A outra universidade publica que é a UNEB (universidade do Estado da Bahia), não possui musica em seu bojo. Em conversa privada com o amigo Marcos Cesar fui informado do curso de musica na UNEB, mas pesquisando aqui é algo ainda novo, e EADhttps://portal.uneb.br/noticias/2017/08/04/uneb-e-neojiba-lancam-curso-de-licenciatura-em-musica/   que ainda estreará em 2018.1, mas já é um passo importante. 

Essas estatisticas nos deixam sem muita opção nesse aspecto, e olhe o paralelo do que disse o amigo Rafael que é preciso uma vivencia especifica, então tocar uma peça ou outra não faz de ninguem especialista capacitado a ensinar esse estilo desbravado por Garoto, Dilermando, levado ao apice por Baden, Bellinati, Pereira, Raphael Rabello e agora Yamandu que é essencialmente prático. 

Quis expor o quadro do violão na Bahia, pois acompanho e comento a anos com amigos de outros Estados como Edson Lopes, Gilson Antunes, o próprio Zanon dessa carencia... E para um passo de cada vez essa incersão do violão popular solista aqui seria ainda mais gritante. 

Falando do tópico e de estarmos no século XXI chega ser ofensivo o país que tem um Garoto em seu nascituro; que produziu um Baden Powell (que gravou nada menos que 75 LPs/Cds e era aclamando no mundo em sua época, Japão, França, Alemanhã e EUA vibravam a suas cordas); depois tivemos o mais jovem e igualmente genial Raphael Rabello discipulo não por conscidencia do mesmo mestre Meira); um país que teve um Dilermando, um Laurindo Almeida, Luiz Bonfá, e não conserguirmos manter esse violão na ponta da essencia do ensino academico, ou eles foram personagens mitologicos, ou alguma coisa continua errado na forma de considerarmos a musica sem fronteira como diz o Yamandu; acho interessante a ponte que meu amigo Fabiano Borges faz entre o classico e o popular com igual respeito; um Marco Pereira essencialmente classico em sua formação (desde o seu prof Savio a seu mestrado em Paris), mas que na forma de compor é um gigante do violão brasileiro. 

Um país que tem um Marcello Gonçalves, um Yamandu(ser mitologico/lendário e a ser analisado "intelectual e musicalmente"), um país que tem um Hamilton de Holanda, que de quebra tem uma força da natureza como Alessandro Penezzi, e não deixa falta um Rogerio Caetano e mesmo assim, não tem esse tipo de violão na ponta, sim, é um país preconceituoso academicamente e que precisa crescer.

Quando o duo Assad começaram diz a história que eram duramente criticado por fazerem Scarlatti com excelencia, mas não abandonar Ernesto Nazareth e outras bravuras brasileiras e latinas; quem são eles hoje, o maior duo de violão de todos os tempos; há quem diga que são outros, mais os Assad são 40 anos initerruptos de bravura de violão brasileiro a clássico eles são os maiores nomes no mundo. 

Em fim, é pano pra muita manga, e muitos retalhos me vem a cabeça. 

Tenho a aclamar o trabalho do pianista e maestro Ricardo Castro com o NEOJIBÁ projeto que completou 10 anos, em entrevistas na Concha Acustica anos atrás vi ele expor principais ideias; e mesmo sendo um dos maiores pianistas na Suecia, mas de origem baiana(Vitoria da Conquista), ele sendo essencialmente classico de formação e conquistas, tem cada vez mais inserido o nosso repertorio com brilhantismo no trabalho orquestral.

Abs!

 

 

 

 

Edited by CarlosEdu

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Ola a todos (perdoem-me, teclado sem acentos).

Muito interessante o topico. Meu interesse de pesquisa aqui no doutorado é sobre a producao de material didatico para violao com enfase na musica brasileira (sem ufanismos). Alem do meu interesse crescente nos ultimos anos em produzir arranjos e composicoes para violao, tive aquela coisinha me perseguindo ha alguns anos: o sujeito gosta de violao, se interessa pelo repertorio que ele conhece atraves de Baden, Yamandu, Rafael, etc e quer aprender aquilo. Na minha epoca, diziam "ah, pra tocar isso voce tem que estudar violao classico".

Acredito que, alem de fomentar um material voltado para iniciantes e intermediarios, seria interessante o estudo de harmonia e improvisacao, para fornecer elementos que permitam ao aluno de, além de tocar o repertorio, "caminhar com suas pernas". 

Sobre o exterior, aqui na Ulaval eles tem o mestrado e doutorado em jazz; acho muito importante formar musicos e academicos que irao auxiliar na disseminacao atraves de seus alunos. Tendemos a ensinar o que aprendemos...

Tenho uma historia parecida com o Marcos: lembro do repertorio mais reduzido (além da dificuldade de acesso, quando eu tinha 17 anos por exemplo, uma partitura como Sons de Carrilhoes era uma reliquia) e sim, lembro do preconceito.

O trabalho do Rafael Thomaz é excelente e fico muito feliz que ele esteja trabalhando esse repertorio em seu doutorado. Sera um prazer ler quando estiver disponivel.

P.S. Os arranjos do colega Marcos Cesar sao excelentes também.

Abracos.

Edited by Emanuel Nunes

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Excelentes comentários, aprendi muito! 

O Fabiano trouxe o ponto muito interessante do Brasil ser menos rigoroso do que outros países vizinhos, o que me fez lembrar dos livros de Othon da Rocha com "Caixinha de Fósforo" e similares. A sensação que eu tenho é são peças consideradas simples, não são vistas como coisa "séria", apenas os choros compostos pelos compositores eruditos figuram no repertório mais avançado. Pegando carona no comentário do Carlos, nem sequer Garoto é incluído.

A escola sendo clássica, a técnica também é moldada dessa forma, de modo que o músico não aprende coisas que hoje se usam no violão brasileiro, por exemplo, rasgueado a La Baden, alzapúa, slap, etc. Na escola de Jazz, o uso da técnica é muito flexível, pode ser de palheta, de dedo, híbrida, magic touch, etc. 

Fico no aguardo do trabalho de conclusão do doutorado do Rafael Thomaz, vai ser um prazer ler e aprender mais sobre o assunto.

 

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Eu também Eugenio, venho acompanhando cada arranjo do Rafael e sua simplicidade; com arranjos meteoricos. Um amigo pessoal queria alguem que pudesse pegar de um video a gravação exata de Bach e transcrevesse "ipsis literis/literalmente", indiquei o Rafael e o amigo me respondeu em MP que camarada excepcional essa tua indicação... 

A Dissertação super aguardada. Quero ler o trabalho da Elodie também que tem haver com a relação popular e classica do violão. 

Se pensarmos que Desde o Savio criou-se uma metodologia satisfatoria, daí depois o Atilio Bernardini e com as transcrições que o Ivan Paschoito fez de Dilermando, Chico Buarque e outros, e depois os geniais Bellinati e Ulisses criando peças bem fundamentadas para o popular alem de estudos; a incomensurável exposição e criação do Marco Pereira, o fato de se poder estudar e catalogar as coisas do Baden como o fez o Marcello Brazil(dissertação), o Alain Guimarães em livro e a Domenique D. em biografia; 

não se pode esconder amem ou deixe o trabalho colossal do Turibio em resgatar João Pernambuco; Ernesto Nazareth, despontar o baiano Nicanor Teixeira. O que ainda se pode estudar e aprender do Nonato Luiz; acho que o proprio Emanuel Nunes lançou um livro certo? Ouço falar a anos do Pedro Cameron que tem estudos assim; ou seja, existe uma metodologia em mãos. Ano passado violonista Luciano Lima editou, arranjou e lançou 75 cirandas do Villa ou foram 70 para violão solo. Então, a muito material que devo desconhecer, mas pelos citados já ah o que se usar. Li o livro do Rogerio Caetano assessorado pelo Marco Pereira, "7 cordas", e por aí vai. 

Então realmente acho que falta um pouco de interesse.  A música popular brasileira isso inclui todos os citados de Baden a Raphael, de Yamandu a outros sempre foi pensada também pelo lado boemio, as bebidas etc. E aí novamente concordo com o Eugenio podem não considerar essas riquezas musica seria, que pena. 

O Flamenco é cultuado em seu país; a música peruana também. 

 

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50 minutes ago, Eugenio said:

Achei que valia a pena acrescentar que a USP oferece um bacharelado em viola caipira.

http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/na-imprensa/bacharelado-em-viola-caipira-na-usp/

 

Interessante. Não sabia disso. A reportagem é bem antiga (2004). Como será que tá indo ? Numa pesquisa rápida parece que o curso migrou de Ribeirão Preto pra São Paulo (capital) em 2008. 

Rodrigo

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Essa entrevista recente com o grupo atual do Ulisses Rocha mostra o Ivan Vilela, que é titular do curso na USP.

O vídeo é recente, dezembro de 2017, em 15:30 o Ivan responde exatamente sobre como anda o curso. :thumbsup:

 

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On 08/01/2018 at 3:42 PM, Eugenio said:

Essa entrevista recente com o grupo atual do Ulisses Rocha mostra o Ivan Vilela, que é titular do curso na USP.

O vídeo é recente, dezembro de 2017, em 15:30 o Ivan responde exatamente sobre como anda o curso. :thumbsup:

 

Massa!

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On 08/01/2018 at 4:42 PM, Eugenio said:

 

O Ivan é tio de um guitarrista de metal aqui de Brasília. Diga-se de passagem o Pablo toca muita guitarra! 

Edited by fabiano borges

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